domingo, 15 de junho de 2008

Centenário da morte de Machado de Assis


Em 2008, estamos comemorando o centenário da morte de Machado de Assis.
Considerado, por muitos, um dos maiores escritores da Literatura Brasileira, sua
obra está imortalizada e figura como um dos pilares de nosso cânone literário. Reconhecido mundialmente, Machado deixou-nos uma rica produção composta de textos dos mais variados gêneros, em que se destacam o conto e o romance.
Quanto ao romance, Memórias Póstumas de Brás Cubas e D. Casmurro são os mais
conhecidos.

A importância de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) para a Literatura
Brasileira é indiscutível. Considerado, por muitos críticos e historiadores, como o ponto mais alto do realismo no Brasil, na verdade, ele ultrapassa este estilo literário por desenvolver uma escrita, em muitos pontos, revolucionária para sua época.

Machado transitou por vários gêneros textuais, destacando-se como contista e
romancista. Dono de uma obra extensa, ele apresenta muitas facetas, conforme o
amadurecimento de sua produção. Suas crônicas não tem o mesmo brilho e seus poemas têm uma diferença curiosa com o restante de sua produção: ao passo que na prosa Machado é contido e elegante, seus poemas são algumas vezes chocantes na crueza dos termos, similar talvez à de Augusto dos Anjos.

O estilo literário de Machado de Assis tem inspirado muitos escritores brasileiros ao longo do tempo e sua obra tem sido adaptada para a televisão, o teatro e o cinema. Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura, organizou e publicou as edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes. Suas principais obras foram traduzidas para diversos idiomas e grandes escritores contemporâneos como Salman Rushdie, Cabrera Infante e Carlos Fuentes confessam serem fãs de sua ficção, como também o confessou Woody Allen. A Academia Brasileira de Letras criou o Espaço Machado de Assis, com informações sobre a vida e a obra do escritor.

O primeiro livro publicado por Machado de Assis foi a tradução de “Quedas que as mulheres têm para os tolos” (1861). Ele faleceu em 29 de setembro de 1908, morando ainda no Rio de Janeiro.

O escritor ocupa a cadeira de número 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL), ficou no cargo da presidência por mais de dez anos, sendo o primeiro presidente.

Não é a toa que a leitura das obras desse lendário escritor é obrigatória nas escolas e para vestibulandos. Todos são capazes de reconhecer a importância dessa cultura, não importa a época. Um autor reconhecido e homenageado especificamente em âmbito nacional em 2008, é de grande repercussão internacional todos os anos em vários países.

O centenário da morte de Machado de Assis evidencia sua contribuição para a literatura brasileira através de suas obras que permanecem atuais mesmo depois de 100anos, valorizando a língua portuguesa e ressaltando a importância da escrita.

A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica.

Fontes: www.ulbra.br/www.e-educador.com/www.amigosdoslivros.com.br

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