sexta-feira, 4 de julho de 2008

Grafologia


"...preferiria ver meus escritos fotografados a ve-los impressos, porque a tipografia destrói a escrita, que é encantadora, viva e cheia de caráter" (Nijinsk)


Grafologia

O que é?
Um instrumento gráfico que projeta através da letra escrita a personalidade humana. É um instrumento de análise do comportamento, revelando a forma de ser, pensar e agir de quem escreve. Um instrumento valioso de apoio técnico de profissionais que trabalham com o comportamento humano.


Para que serve?

Para todas as situações em que o entendimento do funcionamento humano se faça necessário, uma vez que a Grafologia, em sua simplicidade, nos revela com clareza ações, reações, interações, potencialidades e caracteres da personalidade de quem escreve. Na empresa revela as potencialidades básicas da personalidade e seu funcionamento geral. Na Clínica, serve como apoio técnico para avaliar o processo evolutivo do cliente e/ou dar informações valiosas para os terapeutas que dela necessitam para linear seu trabalho terapêutico.


Qual seu diferencial?

Ela nos revela como funcionamos quando estamos sob stress ou tensão. Mostrando as nuances de variação reais do ser humano e nos orientando de como nossas potencialidades ficam ou não alteradas e nos mostrando desta forma os cuidados que devemos ter nestes momentos, em nossas interações, ou situações vivenciais.


História

A grafologia tem origem curiosa. Ela nasceu no confessionário de uma igreja na Espanha, no século XIV. O rabino Samuel Hangid costumava aconselhar os fiéis depois de analisar o modo como eles escreviam bilhetes. Dois séculos depois, médicos espanhóis e italianos começaram a fazer uma comparação entre a grafia e o caráter. Surgiram as primeiras tentativas de estabelecer regras de análise da escrita. A história começou a ficar séria mesmo quando surgiu a primeira escola de grafologia, em Paris, no século XIX. Depois disso, os grafólogos incorporaram conceitos de Freud e Jung para interpretar o inconsciente por meio da análise da grafia.


Aspectos psicológicos da Grafologia

A Grafologia hoje é amplamente utilizada como um recurso de conhecimento da personalidade humana no mundo todo. É holística e universal, pois a análise da letra pode ocorrer em todos os alfabetos do planeta.

A Psicologia Transpessoal e a Grafologia andam lado a lado na percepção mais abrangente do Homem, onde dentro de uma visão transpessoal a Grafologia facilita o entendimento da mente emocional humana, revelando suas nuances mais íntimas de funcionamento, inclusive como somos quando estamos sob stress ou tensão. Para a Psicologia Transpessoal o indivíduo é inicialmente a integração de 4 corpos básicos, um que pensa, um emocional que sente, um corpo físico que sustentam os demais, e um corpo energético, que estabelece o fluxo interativo entre todos.

Na Psicologia de base transpessoal o cliente recebe orientação e é trabalhado em todos os aspectos para que este equilíbrio se estabeleça o mais rápido possível. O Psicoterapeuta de base Transpessoal tem amplo conhecimento da "existência humana", entende profundamente o funcionamento da psique e acopla a este conhecimento todo um embasamento teórico e técnico do funcionamento bio-fisiológico e energético, com estudos fundamentado na física quântica e na medicina oriental.

Todo trabalho é cientificamente comprovado e já reconhecido nos dias de hoje. Com o diferencial de ser de rápida eficácia; pois eficiente todos os métodos terapêuticos o são, a Psicoterapia Transpessoal é apenas mais rápida e objetiva na sua eficácia. A Grafologia acompanha o fluxo da psicologia Transpessoal, fazendo uma leitura do corpo mental e emocional, fluídica, respeitando o momento real do ser que escreve e validando seus potenciais mesmo quando ele, que escreve, não está em seu melhor estado de equilíbrio.

A Grafologia clareia nossa percepção à cerca de nós mesmos e nos propicia desenvolver caracteres natos ou inertes, não antes validados. Elas associadas, Psicologia Transpessoal e Grafologia, nos auxiliam a reconhecer "como somos" e a fazer a "aceitação" do que somos. Respeitando nossas individualidades e tirando delas o máximo de qualidades para nossas vidas no dia-a-dia.

São comportamentos cotidianos que distinguem os indivíduos uns dos outros. A escrita é um desses comportamentos que todos os dias é exercitado. São as formas e o tamanho do que é desenhado que descreve projectivamente o que o indivíduo pensa.

A Grafologia é uma ciencia que estuda e analisa a caligrafia tendo como objetivo principal determinar estados físicos, mentais e emocionais do escritor. Torna assim possível o conhecimento de características da personalidade e do caráter do indivíduo.

Como instrumento de análise fornece informações preciosas sobre componentes do comportamento do autor, o potencial, as emoções, os sentimentos, as aptidões e a energia vital. Através da escrita, expressamos vivamente o nosso psiquismo. Uma prova que o ato de escrever é resultado de um comando cerebral.

O ato de escrever reúne o uso de habilidades de discurso, de leitura, de composição e de cordenação motora. Torna-se assim complicado executar paralelamente outras tarefas como exercitação motora coordenada, continuação de um diálogo e desenvolver atividades num computador. A percepção, o movimento e cognição dinamicamente integrada são tarefas desenvolvidas que requerem a concentração total da atenção.

O ato de manuscrever cumpre excepcionalmente as exigencias de um teste projetivo de personalidade. A escrita projeta uma descrição da personalidade. O gráfico é um sinal ou um símbolo, vísivel de uma atributo comportamental e/ou cognitivo. Por tal razão o ritmo da escrita de uma pessoa não pode ser duplicado por um outro indivíduo.

Pequenos atos, comportamentos, tom de voz, maneira de encarar os fatos e até mesmo a meneira como dispõe as idéias no papel podem expressar a personalidade de qualquer pessoa. Não há como disfarçar, pois até o disfarce é revelador. O raciocínio lógico cuida do conteúdo da mensagem escrita e o inconsciente deixa sua marca em cada linha, cada curva e letra desenhada no papel.

Para a grafologia não existe escrita bonita ou feia, mas sim o nível positivo ou negativo que expressa o equilíbrio e a harmonia do ser humano. Usada como forma de auto conhecimento, em tratamentos psicoterapeuticos e na área criminalista (embora não possa apontar um criminoso), a grafologia acusa tendencias agressivas, traços de falta de sinceridade ou possíveis distúrbios emocionais.

Para uma análise grafológica geralmente é solicitado um texto de 20 linhas no mínimo, em papel branco não pautado. Nesse pequeno texto é possível estudar aproximadamente 200 sinais e o cruzamento dessas informações é que reflete a personalidade do autor, não importando se é um poema, uma carta ou um simples recado manuscrito.

Como as pessoas estão em constante mudança e o estado de espírito sofre alterações, o mesmo acontece com a forma de colocar as idéias no papel, os traços da escrita podem variar durante a vida, o ano, uma dia ou até mesmo em uma mesma carta.

Entre os psicanalistas, a grafologia é vista com restrições. "A fala é muito mais importante porque revela atos falhos. A grafia mostra apenas o temperamento, não a personalidade", analisa a psicanalista carioca Regina Taccola. "A grafologia funciona apenas como ponto de partida. Definir a personalidade humana pela grafia é pretensioso demais", reforça Marlene Dias da Silva, da Sociedade Brasileira de Psicanálise.

De fato, nada é tão simples como parece. Uma letra ascendente que, para o grafologista, sinaliza ambição desmedida, por exemplo, pode representar um disfarce para um complexo de inferioridade, segundo a interpretação do psicanalista.

De acordo com João Bosco, autor do livro Grafologia: a ciência da escrita, "Da mesma forma que uma impressão digital jamais se repete, não existe no mundo uma grafia igual a outra. Também não se pode alterá-la de propósito, mesmo que mudem alguns detalhes". Quando crianças, aprendemos a escrever com um caderno de caligrafia um determinado estilo de escrita. O caderno de caligrafia em que baseamos nossa escrita vai depender de quando e onde crescemos. Então, a princípio, provavelmente escrevíamos de uma maneira parecida com a das crianças de mesma idade e local. Com o passar do tempo, aquelas características de escrita que aprendemos na escola, nossas características de estilo, ficam apenas subjacentes em nossa caligrafia. Desenvolvemos características individuais, que nos são peculiares e diferenciam nossa caligrafia daquela de outra pessoa. A maioria de nós não escreve da mesma maneira que escrevia na primeira ou segunda série. Enquanto duas ou mais pessoas podem ter certas características individuais semelhantes, a chance de elas terem 20 ou 30 características iguais é tão improvável que muitos analistas consideram isso impossível.

Primeiramente, os grafologistas devem ser capazes de distinguir com precisão as características de estilo e as individuais, o que requer muita prática. Eles podem ignorar as características de estilo, que são úteis apenas para determinar com um bom grau de exatidão que caderno de caligrafia a pessoa usou. As características individuais são as mais importantes para determinar a autoria dos documentos.


O grafólogo avalia a escrita de forma simultânea em três dimensões:

Projetivo - Ao escrever, circunscrevemos a grafia dentro de um espaço que tem inúmeras convenções: margens, distância entrelinhas, espaços entre as letras, entre as palavras, acentos, pontos, parágrafos. Dentro destas convenções a pessoas instala-se com maior ou menor liberdade em função de seus próprios medos, anseios, desejos, convicções etc. O ponto de partida é o modelo escolar, contudo é nem sempre toma ele como base e o transforma. É óbvio que isto tem ligação íntima com sua experiência com o meio em que vive, que transita, com os seus condicionamentos. Isto nos permite observar quais são suas preferências; aversões etc.; ou muito mais características, a partir de símbolos universais. Nesta parte a grafologia tem como ponto de partida Max Pulver, ao longo do tempo foi acrescentado todo o conteúdo do desenvolvimento do sujeito (teorias de Freud, Jung, Klein, Eric Bern; Winnicott, etc.).

Expressivo - A escritura é um gesto fossilizado (o termo é do grafólogo europeu Michel de Grave). Isto é, é o resultado de um gesto psicomotor que pode ser interpretado com paralelos da linguagem não verbal (paradoxalmente, pois é uma forma de linguagem). É a expressão da psicomotricidade da pessoa escreve e se interpreta com umas teorias diferentes às da linguagem projetiva (Ludwig Klages, Luria, Vigotsky, etc.).

Representativo - As formas da escrita representam uma escolha, um elemento de representação social da pessoa, que se mostra de forma inconsciente com elas para causar uma impressão no outro, que lê sua escrita. As teorias destas interpretações são oriundas de símbolos universais: a curva, a reta, etc. E isto certamente se conecta com o projetivo, mas com outra dimensão. (Esta forma de estudar a escritura (observação / interpretação) faz que o programa deva incluir matérias como Psicologia diferencial.


Alguns princípios básicos da grafologia

A escrita é uma manifestação motriz e ao mesmo tempo intelectual: A mão escreve, o cérebro comanda.(isto só foi demonstrado cientificamente pelo médico alemão Dr. Preyer no final do século XIX).

A avaliação da escrita fixa-se em duas funções essenciais: MOTRICIDADE e INTELIGÊNCIA

A escrita é um gesto essencialmente humano; sem os critérios acima é impossível escrever. A criança com um ou dois anos não consegue escrever pois não desenvolveu motricidade para tal.
As alterações no estado de espírito influem na execução material da escrita. Assim depressão, delírios, excitação, etc, revelam sintomas que se traduzem em gesto gráfico. É óbvio que em algumas doenças necessita-se de mais pesquisas científicas visando uma validação confiável.


Análise Grafológica

» Auto-conhecimento: Para você que deseja saber mais a respeito de você mesmo, como, por exemplo, suas potencialidades de realização, interativas e intelectivas, e também como você é quando está sofrendo stress ou tensão. É uma foto da sua personalidade. É uma forma de você olhar para dentro de você mesmo.

»Recursos Humanos (Seleção de Pessoal): Adaptar o perfil do candidato, suas potencialidades, à função na empresa e à empresa.» Orientação Vocacional: Orientar na escolha de uma profissão de acordo com as suas características básicas de personalidade.

» Análise de Potencial: Para empresas promoverem e/ou reorganizarem seu staff gerencial e/ou produtivo, analisando caracteres e potencialidades para a nova função.

» Casos Clínicos (Diagnósticos médicos): Para terapeutas e médicos obterem informações acerca do funcionamento geral de seus clientes, otimizando a eficácia da terapêutica, acompanhando o processo evolutivo dos casos, quer na terapia psicológica, como fisiológica, pois existem sinais claros da transformação na letra.

»Orientação Vocacional

»Orientação Matrimonial e pré-matrimonial

» Homeopatia: Revela o "modus vivendis", traços mais evidentes, comportamentos característicos, ações e reações, funcionamento em estado não OK, sob stress ou tensão.

» Terapia Floral: informa o funcionamento da personalidade clareando aspectos básicos que facilitam a orientação terapêutica.
Fonte:www.grafologia.com.br/curricular.com.br/pessoas.hsw.uol.com.br/pt.wikipedia.org

Nenhum comentário: