terça-feira, 30 de setembro de 2008

MITOLOGIA CELTA

A mitologia celta não deixa nada a dever da grega. O grande diferencial está justamente em responder questões sobre nossa atualidade, como o papel da mulher na sociedade e a relação entre humanos e a natureza. Por tudo isso, a mitologia celta não fala somente de deuses distantes ou de arquétipos psicológicos. Os deuses celtas estão vivos em cada um de nós, e podem nos mostrar como lidar com muitos dos problemas que nos afligem atualmente.

(por Caio "Turgon" Herrera Teixeira ao site templo do conhecimento)


Introdução aos Celtas

Resume-se que os celtas existem desde o século XX a.C. (o que corresponde ao fim da Idade de Bronze), e alcançaram o ápice de sua cultura na Idade do Ferro. Naquela época estavam divididos em dois grupos, os primeiros se instalaram a partir do rio Danúbio, viviam da agricultura e do artesanato, eram mais pacíficos que o outro formado pelos celtas guerreiros como são conhecidos hoje, que se expandiram a partir da região dos Bálcãs, e tinham à disposição um formidável exército.

Eram estes, os celtas que são conhecidos por ter saqueado Roma e Delfos e por ter conquistado grandes partes da Europa. Transmitiram então sua cultura, costumes e religião aos povos das zonas conquistadas. Seus territórios então não pararam de crescer, na sua época de maior extensão o território ia desde o Danúbio até as Ilhas britânicas, e desde a Espanha até o mar do Norte.

Os celtas Guerreiros eram conhecidos por seu cavalheirismo, seu orgulho nas lutas e seu ânimo, mas também pela poesia, pela música e pela filosofia. Os celtas foram chamados de Keltoi pelos gregos, aos quais se deve, graças as suas produções escritas, grande parte das histórias e lendas celtas. Sua memória se remonta desde os séculos mais remotos, a tradição oral tem resistido durante séculos, apesar de que a cultura celta dói quase totalmente extinguida pelos romanos desde César e mais tarde pelos cristãos.

Os druidas, o status de maior influência e poder entre os celtas, sabiam ler e escrever em grego e latim (como os antigos sacerdotes egípcios), no entanto optaram por deixar pela via oral, em belos versos, as crônicas da existência celta. Este foi um dos principais motivos pelo qual não se considerou a magnitude, e boa parte dos livros de historia, da importância do legado celta que fundamentou notavelmente a sociedade ocidental, já que os mesmos celtas não colocaram suas tradições em arquivos escritos.

A Língua celta é uma língua Indo-germânica. Portanto, todas as línguas indo-germânicas, como o alemão e o espanhol, são parentes da língua celta. A Palavra “celta” significa, originalmente “Herói”. Hoje se encontra os celtas em nomes de lugares de toda a Europa, o resto da língua e da cultura celta seguem vivendo na Escócia, Irlanda, Pais de Gales, França, e Galicia (Espanha).

(por Bruno Danhia em 14/1/07 ao site templo do conhecimento)



Introdução à Mitologia Celta

Quando falamos em mitologia celta não devemos nos referir às crenças desse povo como um todo, visto que os celtas possuíam crenças diversas de acordo com a região em que viviam.A Mitologia celta é fragmentada pelo território que os celtas ocuparam, que é muito extenso, visto que eram um povo guerreiro que ocuparam a Grã-Bretanha e a Europa Ocidental entre os anos 1000 e 400 d.C. chegando até a Ásia Menor.

O que se conhece hoje dos mitos celtas vem em grande parte dos escritores romanos como Júlio César e de monges cristão que eram celtas convertidos que queriam manter a memória das tradições antigas de seu povo.A Mitologia Celta pode ser dividida em três grandes grupos: Mitologia Irlandesa, Mitologia Galesa e Mitologia Galo-Romana, referentes aos povos que viviam na Irlanda, País de Galês e na Gália respectivamente.

(por Lucas Ferraz ao site templo do conhecimento)



A Mitologia Galesa e seu Panteão

A Mitologia galesa foi mais afetada por elementos externos, e seus principais escritos são:
O Llyfr Du Caerfyddin (“Livro Negro de Caermarthen"). Aqui estão os poemas mais antigos em língua celta galesa sobre o rei Artur e o mago Merlim.
O Llyfr Aneirin (Livro de Aneirin) que contem o poema Gododdin do poeta gales Aneirin.
O Llyfr Taliesin (Livro de Taliesin), onde aparecem os relatos do livro Mabinogion.
O Llyrf Coch Hergest, o (Livro Vermelho de Hergesuno). Entre outros textos, conta com uma cópia em gales do poema arturiano Brut, os relatos do Mabinogion, e poesias de alguns bardos medievais importantes.

Livros como o Historia Brittonum de Nennius e o Historia regum Britanniae de Godofredo de Monmouth tratam do rei Artur. O Mabinogion se encontra dividido em quatro ramos principais que são narrativas independentes, mas que se relacionam entre si. Possue também 4 contos independentes (Macsen Wledig, Cyfranc Lludd e Llefelys, Culhwch e Olwen e O Sonho de Rhonabwy) e mais três conto arturianos (Owein ou A Senhora da Fonte, Peredur, Filho de Efrawk e Gereint e Enid).

Personagens dos Quatro Ramos do Mabinogion:

Arawn: Rei de Annwvyn. Regente do Inferno, Annwn, o Submundo na tradição galesa. Representa a vingança, o terror, a guerra.

Bran Vendigeit: Herói do segundo ramo do Mabinogion gales, Bran “o Abençoado”, filho de Llyr, era um gigante.

Branwen: “Corvo branco”. Filha de Llyr e irmã de Bran, esposa do rei da Irlanda Matholwch. Parece ser o aspecto poético de uma antiga divindade do amor.

Prydery: Filho de Pwyll e de Rhiannon, companheiro de Bran. Arrebatado de sua mãe o cria o rei Teyrnon.

Gilvaethwy: Na tradição galesa irmão de Ariandrod e de Gwyddyon.
Goevin: Formosa jovem em cujo colo devia apoiar os pés Math, filho de Mathonwy, para sobreviver em tempos de paz.

Gwyddyon: O Grande Druida dos galeses. Feiticeiro e bardo do Norte de Gales, seu símbolo era um cavalo branco. Rege a ilusão, as mudanças, a magia, o céu e as curas.

Lleu Llaw Gyffes: Filho incestuoso de Arianrod e Gwyddyon segundo a tradição galesa.

Llywarch Hen: Bardo mítico da tradição galesa.

Rhiannon: Grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protetora dos cavalos e das aves. Rege os encantamentos, a fertilidade e o submundo. Aparece sempre montando um veloz cavalo branco.

Cernunnos: Seu nome deve ser pronunciado como se tivesse um "k": kernunnos. Deus Cornudo, Consorte da Grande Mãe, deus da Natureza, Senhor do Mundo. Comumente representado por um homem sentado na posição de lótus, cabelo comprido e encaracolado, de barba, nu, usando apenas um torque (colar celta) ao pescoço, ou ainda por um homem de chifres, sendo, por isso, erroneamente comparado ao diabo dos cristãos. Os seus símbolos eram o veado, o carneiro, o touro e a serpente. Deus da virilidade, fertilidade, animais, amor físico, natureza, bosques, reencarnação, riqueza, comércio e dos guerreiros.

Gwynn ap Nud: Rei das fadas e do submundo na tradição galesa.

Gwythyr: Oposto de Gwynn ap Nud, Gwythyr era o senhor do mundo superior, também no folclore gales.

Math Mathonwy: Deus da feitiçaria, da magia e do encantamento no folclore gales.


Personagens do Ciclo Arturiano:

Rei Artur: Rei lendário da Bretanha, unificou o reino e é em torno de seu reinado que gira todo o ciclo arturiano.

Bohort: Primo de Lancelot do Lago e rei de uma parte da Armórica. Encontra o Graal junto com Galahad e Perceval, e é o único que sobrevive nessa busca.

Edern: Filho de Nudd. Um dos mais velhos companheiros do rei Artur.

Elaine: Filha de Pelles, o rei Pescador.

Pelles: O Rei pescador nos relatos arturianos franceses.

Afang-Du: O filho da deusa Keridwen ou Cerriwen, para quem fez ferver um caldeirão da ciência do qual bebe três gotas o futuro bardo Taliesin.

Tristão: Herói de uma das lendas celtas mais conhecidas. Suas aventuras rondam em volta de se amor pela jovem Isolda.

Uther Pendragon: Pai de Artur e rei antes dele, se deitou com a mãe de Artur por meio das manipulações de Merlin.

Viviane: Senhora do Lago de Avalon.

Vortigern: Rei usurpador e traidor na tradição galesa.

Ygerne (Igraine): Mãe do rei Artur e de Morgana.

Yvain: Companheiro de Artur. É um herói civilizador que combate as trevas mas não pode viver se não sob a dependência de uma mulher.

Galahad: Filho de Lancelot do Lago e de Elaine, supera todas as provas do Graal e morre vendo o que há dentro dele.

Ginebra (Guinevere): Esposa do rei Artur. É célebre, sobre tudo, por seus amores com Lancelot do Lago. Precisamente por isto se produz a ruptura entre Lancelot e Artur.

Gwendolin: Nome da esposa de Merlin em a Vita Merlini de Godofredo de Monmouth.

Gwendydd: Na tradição galesa é a irmã de Myrddin (Merlin).

Gwrhyr: Velho e bom amigo do rei Artur, que possue poderes mágicos e fala com os animais.

Kai: Companheiro de Artur.

Lancelot do Lago: Mais famoso cavaleiro de Artur, tem relações com Guinevere e é pai de Galahad que acha o Graal.

Mordred: Um dos sobrinhos de Artur e seu filho incestuoso. Era a encarnação das forças das trevas. Mata o pai e é morto por ele.

Morgana: representa na lenda arturiana, a figura de uma Deusa Tríplice da morte, da ressurreição e do nascimento, incorporando uma jovem e bela donzela, uma vigorosa mãe criadora ou uma bruxa portadora da morte. Sua comunidade consta de um total de nove sacerdotisas (Gliten, Tyrone, Mazoe, Glitonea, Cliten, Thitis, Thetis, Moronoe e Morgana) que, nos tempos romanos, habitavam uma ilha diante das costas da Bretanha. Falam também das nove donzelas que, no submundo gales, vigiam o caldeirão que Artur procura, como pressagiando a procura do Santo Graal. Morgana faz seu debut literário no poema de Godofredo de Monntouth intitulado "Vita Merlini", como feiticeira benigna. Mas sob a pressão religiosa, os autores a convertem em uma irmã bastarda do rei, ambígua, freqüentemente maliciosa, tutelada por Merlim, perturbadora e fonte de problemas.

Nimue: Nome que Thomas Malory dá à Viviane.

Olwen: Heroína galesa, filha do gigante Yspaddaden Penkawr.

Merlin: Figura já conhecida do círculo da mitologia arturiana, este era o Grande Feiticeiro, o Druida Supremo dos galeses. Dizia-se que aprendeu sua magia (que não era pouca) com a própria Deusa, sob os nomes de Morgana, Viviane, Nimue ou Rainha Mab. A tradição diz que Merlin dorme numa caverna de cristal depois de enganado por um encantamento de Nimue. Merlin era o senhor da ilusão, da profecia, da adivinhação, das previsões, dos artesãos e ferreiros. Diz-se ainda que tinha grande habilidade de mudar de forma.

Taliesin: Taliesin o Bardo, foi o druida chefe da corte de Arthur, um dos maiores reis da Inglaterra. Dominava a arte da escrita, a poesia, a sabedoria, a magia e a música. Taliesin é tido como patrono dos druidas, bardos e menestréis.

(por Lucas em 14/1/2007 ao site templo do conhecimento)



A Mitologia Irlandesa e seu Panteão

As principais fontes da Mitologia Irlandesa vem dos monges irlandeses que escreveram as historias ancestrais de seu povo, os principais desses manuscritos são o Lebhor na bUidhre (livro da Vaca Parda), o Livro de Leinster, o Grande Livro de Lecan, o Livro Amarelo de Lecan, o Livro de Bellymote, o Livro de Lismore, o Livro de Fermoy e o Livro das Invasões (talvez o mais importante escrito da história mitológica da Irlanda).

Importantes também são os contos A Batalha de Mag Tuired e principalmente A Segunda Batalha de Mag Tuired. As principais histórias irlandesas rondam em torno do Ciclo de Ulster ou Ciclo do Ramo Vermelho, cuja história é contada no épico Táin Bó Cúalgne (formado pelo livros da Vaca Parda, de Leinster e o Livro Amarelo de Lecan), e no menos conhecido Táin Bó Froagh.
Também importante na Mitologia Irlandesa são as histórias de Finn e Oissin, que compõe o ciclo Fenianico ou Ossiânico, que estão narradas no Acallam na Senorach (Colóquios dos Anciãos). Os Táins e o Ciclo Feniano são os grandes épicos da Irlanda, comparáveis à Ilíada e a Odisséia de Homero, ao Mahabahrata hindu e os Eddas germânicos. São centrais na mitologia Irlandesa as invasões sucessivas na ilha, começando por Cessair e Fintan, os seguintes foi o povo de Partholonm que foram destruídos pelos Fomorianos, logo depois viera os Nemedianos, foram rechaçados pelos Fomorianos e depois voltaram como os Fir Bolg, que fizeram uma era de paz e prosperidade.

Os Tuathas De Dannan foram os seguintes, como narrado nas Batalhas de Mag Tuired, eles derrotaram os Fir Bolg e depois os Fomorianos e tomaram o controle da Irlanda, mas foram depostos pelos Milesianos., liderados por Amergin; esses então passaram a controlar o mundo superior e os Thuata o inferior, vivendo em Sid e se transformaram no povo pequeno, nas fadas irlandesas.

Com isso fica preparado o terreno para as histórias passadas no Táin Bó Cúalgne e no ciclo Ossiânico, povoados por personagens como Cuchullain, Conchobhar, Fergus, a rainha Medb, Finn, Oisin, Conaire e outros. A última das invasões da Irlanda ocorre com São Patrício que cristianiza a ilha. Nessa mitologia as figuras de deuses e heróis muitas vezes se confundem, não há uma separação clara, mas os Thuata sem dúvida são os que mais se aproximam dos deuses das demais tradições indo-européias, e os Fomorianos com os inimigos dos Deuses, como os Titãs gregos e os Gigantes germânicos. A seguir um pequeno resumo do Panteão Irlandês:

Aine of Knockaine: Deusa do amor e da fertilidade, mais tarde foi conhecida como a rainha das fadas. Deusa relacionada à lua, colheita, e a criação de gado.

Airmed: filha do deus da medicina Dian Cecht.

Amergein: Bardo dos Milesianos que derrotaram os Thuata e tomaram o controle da Irlanda.

Angus Og: Deus da Juventude, do Amor e da Beleza na Irlanda Antiga. Um dos Tuatha de Dannan, Angus possuía uma harpa dourada que produzia música de irresistível doçura. Os seus beijos transformavam-se em pássaros que transportavam mensagens de amor.

Aoibhell: Mulher do Sidhe, morava em Craig Liath.
Badb: Na mitologia irlandesa, Badb era uma das formas gigantes de Morrigan. Ela era suficientemente alta para colocar um pé em cada lado de um rio.

Balor: Fomoriano, avô de Lug, cujo equivalente gales é Yspaddaden Penkawr; tinha um único olho que fulminava todos a sua volta com seu veneno.

Banba, Eriu e Fodla: Trio de deusas filhas de Fiachna que personificam o Espírito da Irlanda.

Boann: Deusa do Rio Boyne e mãe de Angus Mac Og com o Dagda. Ela era esposa de Nechtan.

Bodbh: Deusa irlandesa que incitava os guerreiros durante a batalha.

Bres: Filho de pai Fomoriano e mão Thuata, traiu os Thuata e foi o pivô da segunda Batalha de Mag Tuired.

Brigite: Deusa tríplice de origem irlandesa, era filha de Dagda.

Cessair: Mulher primordial que ocupou a Irlanda antes do dilúvio, era neta de Noé.

Cian: pai de Lug.

Creidhne, Goibhniu e Luichtanel: Deuses do trabalho em metal e das artes manuais da Tuatha De Danaan, respectivamente brazeiro, ferreiro e carpinteiro.

Dagda: O Bom Deus, um dos principais do panteão irlandês, possuía uma harpa e um caldeirão mágicos e podia ter poderes maléficos ou benéficos.

Danu: Deusa mãe Irlandesa, dá nome aos Tuathas de Dannan, o Povo da Deusa Dana. Mãe de Dagda.

Dian Cecth: Deus da medicina irlandês, colocou a mão de prata em Nuadu e matou seu filho Miach por não gostar da cura que ele fez na mão verdadeira de Nuadu.

Edain: Deusa dos cavalos, a Epona Irlandesa.

Elcmar: irmão de Dagda.

Etain: Na mitologia celta, Etain (A Brilhante) era a tripla deusa do sol, água, cavalos, fragrâncias, beleza, música e transmigração das almas.

Ethlin: Na mitologia celta, era filha de Balor. Balor, aterrorizado pela profecia de que seria morto pelo neto, trancou Ethlin numa torre de vidro e colocou guardas para vigiá-la. Contudo, Cian disfarçado como mulher, entrou na torre e uniu-se a ela.

Fintan: Na mitologia celta, o salmão da sabedoria, era um metamorfo. Foi o único irlandês a sobreviver ao dilúvio mudando sua forma para um falcão para sobrevoar as águas e depois em salmão para nelas sobreviver. Tendo comido nozes mágicas recebeu todo o conhecimento, mas ficou preso numa rede e foi comido por Finn MacCool que acabou adquirindo seu conhecimento e seus poderes.

Lir: Divindade irlandesa, o Velho Homem do Mar.

Lug (ou Lugh, Luga, Lamhfada, Llew Llaw Gyffes, Lleu, Lugos, Samildanach): Maior dos deuses irlandeses, chamado de Mão Poderosa ou Mão Longa, foi o último a se juntar aos Thuata e possuía muitas habilidades.

Macha: Na mitologia irlandesa, deusa de jogos atléticos, festivais e fertilidade.

Manannan: era homenageado como uma das principais divindades do mar pelos irlandeses.

Mider: Deus do Outro Mundo.
Morrigan: Deusa irlandesa associada à gralha, deusa da guerra e do amor.

Nechtan: divindade irlandesa das fontes.

Nuada (Nuadu): Deus irlandês que perde o braço na primeira batalha de Mag Tuired, reverenciado como maior dos deuses, cultuado também na Gália.

Ogma: deus irlandês semelhante a Hércules, Ogma tinha uma enorme maçã com a qual defendia seu povo, os Tuatha de Dannan, sendo eleito seu campeão. Ele inventou a linguagem rúnica dos druidas, o Ogham.

Scathach / Scota / Scatha / Scath: Seu nome traduzia-se como A Sombra, aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cuchulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. Scath era ainda a patrona dos ferreiros, das curas, magia, profecia e artes marciais.

(por Lucas Rafael em 14/1/07 ao site templo do conhecimento)



A Mitologia Galo-Romana e seu Panteão

Conjunto de crenças dos povos celtas que viviam na região da Gália, nas fronteiras do Império Romano, e que teve grandes influências dos deuses latinos. O que se conhece dessa mitologia foi redigido por escritores latinos depois do século I a.C., como Posidônio, Diodoro Siciliano, Estrabão, Lucano, Tácito e Julio César em seu As Guerras Gálicas, que narra a conquista da Gália por Roma. A seguir um pequeno resumo do Panteão Galo-Romano:

Andrasta: Deusa guerreira. Aparece com a rainha Budica. Tinha um esposo de que foi identificado com Marte (deus da guerra) romano.

Arduinna: Deusa-ursa.
Belenos (ou Belenus, ou Oengus, ou Maponos, ou Mac Oc): Deus do sol e da medicina, heterônimo de Apolo.

Belisama (ou Dama, ou Ana): é a divindade solar feminina, a Minerva gaulesa.
Bormo e Damona: deus e deusa das fontes e das águas termais.

Cernunos (ou Kernunnos, Slough Feg, ou Cornífero): Deus da abundância e fertilidade, possuía chifres.

Dis Pater: Originalmente deus da morte e do mundo subterrâneo, eventualmente o chefe dos deuses. É dito que é o ancestral de todos os Gauleses.

Divonna: deusa das águas correntes e das fontes.
Epona: deusa dos cavalos, identificada com a galesa Rhiannon e a irlandesa Macha.

Esus: Ligado a Mercúrio ou Marte, seu nome significava senhor e conpunha a tríade dos maiores deuses com Taranis e Teutates.

Lug: Maior dos deuses, equivalente gaulês de Mercúrio, presente também nos mitos Irlandeses.

Math: Deus gaulês da magia.

Matrona: era a divindade mãe na Gália primitiva.

Medru: deus gaulês identificado com Mider ou Midir irlandês.

Moccus: seu nome significa porco e seu culto ligava-se ao javali.

Nantosuelta: deusa gaulesa.

Nodens: deus gaulês identificado com o Nuada irlandês.

Ogmios: deus gaulês da palavra, fazia a ligação entre homens e deuses, era o Ogma irlandês.

Rosmerta: deusa da abundância e fertilidade.

Sirona: deusa galesa.

Smertrios: deus gaules, “o provedor”.

Sul: deusa gaulesa do sol.
Sucellos: deus do martelo, identificado com o Dagda Irlandês.

Taranis: deus gaulês do trovão.

Teutates: o Marte Gaulês, comparado ao grande deus celta do outro mundo. O Rei Pescador dos romanos asturianos.

Como se pode perceber apesar das muitas tentativas de absorção do mitos dos gauleses pelos romanos eles mantêm sua identidade, visto que possuem estreita ligação com os celtas insulares, a ligação de Sucelos com Dagda, a presença de Lug em ambos os panteões e Nodens que é o mesmo que Nuada é prova mais que clara dessa ligação que dá identidade ao povo celta.

(por Lucas Rafael em 14/1/07 ao site templo do conhecimento)


Deuses com face humana

Muitos se surpreendem em relação ao fato dos Tuatha Dé Dánnan nos relatos míticos célticos não viverem numa espécie de versão céltica do ´Monte Olimpo´ e muito pelo contrário mesmo levavam um cotidiano tão comum como de qualquer outro ´´mortal´´apesar de seus ´dons sobrenaturais´, ou seja, eles tinham que caçar , pescar e plantar se quisessem poder comer alguma coisa. De fato mesmo a aparência dos Tuatha Dé Dánnan não era aquela coisa toda asséptica e certinha de ficar sempre com vestes de puro linho branco enrolados no corpo como uma espécie de toga improvisada.

Para se ter uma idéia , por exemplo, Morrigan invariavelmente envolvida em brigas normalmente podia ser de antemão notada em sua chegada por seu forte mal cheiro. No tocante das vestimentas ( ou melhor dizendo na falta delas ) dos Tuatha Dé Dánnan era mais comum andarem semi-nus com tiras de couro curtido amarrado e entrelaçando sobre partes do corpo que era totalmente tatuado com figuras geométricas e pintado da cabeça aos pés. Para se ter uma idéia se muito usavam peles de animais nos dias de mais frio.

Interessante observar, ainda pensando em paralelismo com o mundo mítico grego, havia uma versão própria de ´´ambrosia´´ para os Tuatha Dé Dánnan que assumia a forma do anual ´´Banquete das Eras´´ que era acompanhado com uma bebida de mágicas propriedades ( a cerveja Gobniu ) onde segundo parece estava origem de seus ´´super-poderes´. Agora mesmo com todo este ´reforço mágico´ de vigor e poder místico conferido pelo ´´Banquete das Eras´´, não eram os Tuatha Dé Dánnan invulneráveis e imortais. A citar o caso de Nuada, um dos seus reis, que em um combate teve seu braço direito amputado e posteriormente foi morto na Batalha de Moytura Setentrional.

Aliás, mesmo depois de um tempo absurdo, em comparação aos padrões meramente comuns de existência humana, chegava um momento que também os Tuatha Dé Dánnan envelheciam e até onde se supõem morriam como qualquer reles mortal.Assim, se chega a conclusão que ou bem os celtas tinham uma visão bem estranha do que fossem ´´deuses´´ ou soa bizarro que os Tuatha Dé Dánnan sejam encarados como divindades diante das caracteristicas tão peculiares que possuiam.

(por Ioldanach em 11/3/2007 ao site templo do conhecimento)


O DESVELAMENTO DO MITO ARTHURIANO

Atentar uma identidade para o Rei Arthur, é algo irrelevante e que nos remete adentrar em um universo complexo. A rigor, a literatura usa materiais mitológicos como fonte direta de eventos e personagens históricos, na qual a história é deformada pela imaginação popular, onde traça sobre o mito um perfil, como concretização de uma utopia, o fato da obra literária ser uma utopia concreta mantém viva a esperança e o ideal.

A literatura nos afeta através da capacidade de construir pessoas, um mundo cresce diante de seus limites da razão e descrição empírica. Contudo, o mito é dinâmico, se transforma com o tempo ao acompanhar o espírito de uma época, e os elementos que fazem dele uma fonte de autoconhecimento configura-se em metáfora, retratando a essência do homem. Assim, o mítico Rei Arthur tornou-se atemporal e transcendeu a história. Conseqüentemente, a literatura faz com que o Rei Arthur não seja um rei legado ao passado, mas sim do presente, pois à medida que se resgata o passado de uma obra literária para compreendê-la no presente, inconscientemente ressuscita-se.

(por Edileide Brito em 10/1/08 ao site templo do conhecimento)

A Fala dos Celtas

A língua dos Celtas. Atualmente, existe um interesse imenso sobre qual seria a língua falada por tão fascinante povo, e porque ela teria morrido. Na verdade, ela não morreu, e nem mesmo há uma unica língua de origem Celta no mundo. Nesse momento, existem quatro línguas Celtas faladas ainda na Europa e nas colônias, e duas em processo de ressurreição. E todas, sem exceção, retrocedem à antiga língua-mãe Celta.

As línguas Celtas são idiomas Indo-Europeus em origem, e derivam portanto da linguagem Indo-Européia. Enquanto os Indo-Europeus migravam para o Oeste (Celtas, Helenos, Germanos, Italiotas...) e Leste (Hindus principalmente), as difusões e épocas migratorias geraram, influências de povos aborígenes e períodos de isolamento geraram diferentes povos, com diferentes estruturas sociais e também, línguas diferentes.

Desses ramos linguisticos, um deles foi chamado de Céltico pelos filólogos; não se sabe exatamente quando o Céltico teria florescido, uma vez que caráter migratório dos povos Celtas os levava sempre à novas regiões, com novas influências linguísticas, e assim, o Céltico terminou por dar origem a um sem número de línguas, a maioria perdida atualmente.

As línguas Celtas melhor documentadas são aquela que pertencem ao chamado Céltico Insular, ainda que os primeiro registros que temos sejam das linguagens pertencentes ao Céltico Continental. Das linguas Celtas Cotinentais, aquela que conhecemos melhor é o Gaulês. Apesar disso, é um erro pensar que Gaulês era idioma único. Os cronistas nos dizem que a fala dos Gauleses de uma região diferia da fala dos de outra, indicando a possibilidade de um grande número de dialetos locais. Daqui vem muitas das palavras tão conhecidas daqueles que estudam os Celtas, como Maponos (Mabon, em Galês), Samonios (Samhain, na tradição Irlandesa) e outras.

Alguns dizem, com base nos nomes de Maponos, Epona e alguns outros, que a língua Galesa teria fortes afinidades com as línguas insulares Britônicas, uma vez que Maponos é semelhante à Mab (filho em Galês) e difere de Mac (filho em Gaélico). O mesmo vale para Epona, da raiz Gaulesa “epos” (égua), enquanto o Gaélico Arcaico seria “ech” (semelhante ao Latim “equus”). De qualquer modo, o Gaulês veio a perecer com os séculos de dominação Romana, e apenas as inscrições nos dão o testemunho dessa lingua.

Muitas línguas Celtas Continentais também nos legaram alguns registros, como o Celtibérico, e todas elas tem recebido estudos em uma tentativa de reconstrução. Todavia, são línguas mortas, pois o vocabulário disponível não permite uma fluência verdadeira em nenhum dos casos. Os melhores avanços foram feitos no Gaulês, onde um sistema Gramatical (o Labarion) foi desenvolvido, e um belo vocabulário existe. A realidade das línguas Celtas Insulares é bem diferente.

Quando os Celtas atingiram as Ilhas Britânicas, houve uma cisão entre eles. Na Irlanda ficaram os chamados Celtas Goidélicos, enquanto na Bretanha, os Celtas Britonicos. Não se sabe exatamente como houve essa separação, mas é normalmente aceito que as línguas já diferiam antes dos Celtas alcançarem as Ilhas. Algumas evidências apontam para um Celtibérico mais próximo ao Gaélico, enquanto, como já foi dito, o Gaulês seria mais semelhante aos idiomas Britonicos, e isso talvez nos diga que as expedições dos Celtas para as Ilhas partiram de regiões diferentes. Se alguma chegou antes, se empurrou ou assimilou a outra, isso é uma questão de suposições apenas.

O Britonico se assentou na Ilha maior, e pode ter sofrido influências do idioma Picto, embora pareça que os Pictos é que tenham sido Britonizados, uma vez que alguns nomes Pictos conhecidos tem afinidades Britônicas. Uma outra hipotese é que os Pictos tenham sido sempre Celtas Britonicos, apenas separados dos outros por épocas migratórias. Após isso, com a dispersão das tribos pela Bretanha, diferenças de dialetos surgiam. A invasão seguinte, a dos Romanos, trouxe novas influências ao Britonico. Porém, diferente do que ocorrera na Gália, na Bretanha a língua nativa sobreviveu, agora já diferindo do que era anterioromente, com influências Latinas.

As invasões seguintes, dos Escotos da Irlanda e dos Germanos (Saxões, Anglos, Jutos...) continuavam a influenciar a língua, mas ela permanecia Britonica no todo. Aqui nasceu um dos dois ramos que os filólogos atuais identificam como línguas Celtas modernas, o Celta Britonico, ou Celta P, já que suas palavras utilizavam uma troca do som do “K” Indo-Europeu por um “P” (ou “b”, em Galês moderno), ainda que o som do “K” não fosse totalmente perdido. Do Britônico nasceu o Galês (Cymraeg) que permaneceu falado no interior Britanico, em regiões de menor influencia dos Anglos e Saxões.

Com a chegada dos Normandos, os falantes do Galês recuaram mais para o Oeste. Uma versão do Galês também foi falada no sul da Escócia, mas ali a língua cedeu rapidamente espaço para as variantes do Inglês. Porém o Galês no País de Gales não pode ser banido, tendo diversos inimigos e aliados ao longo da História. Uma das ações que permitiram a sobrevivência da língua foi a da “cultura de capelas” da Igreja Metodista, que apoiava o uso da língua, mesmo com ela proscrita pela coroa Inglesa. Atualmente, a lingua Galesa sofre poucos problemas, mas seu número está longe de ser seguro.

Gwynedd, Dyfed e Glamorgan são os três maiores centros de falantes de Galês, que são cerca de um terço da população do País de Gales. Cerca de trinta mil Argentinos também falam Galês, descendentes de colonos Galeses que se assentaram na Patagonia. A lingua não corre mais risco de desaparecimento imediato, mas ainda não tem o futuro assegurado. Outra língua descendente do Britonico, mas que não teve tanta sorte, foi o Córnico (Kerneweg), que foi falada na Cornualha, no atual extremo sudoeste da Inglaterra. A língua diferia pouco do Galês, apenas o suficienta para ser considerada outro idioma, mas a baixa população e a rápida queda de Kernow perante os Anglo-Normandos condenaram a lingua. Como o Galês, ele foi proscrito, e nem mesmo a Igreja Metodista pôde salvá-lo. Porém, a destruição não foi completa, nos legando textos, como dramas religiosos medievais, e permitiram a reconstrução da lingua. Diferente do Gaulês, a quantidade de textos era grande, e a estrutura gramatical era reconhecida no Galês e no Bretão. Com um vocabulário vasto, e duas línguas irmãs disponíveis, o Cornico foi reconstruido no século XX, e alguns dos estudiosos passaram a ensinar o idioma em suas casas. Atualmente, cerca de trezentas pessoas falam Córnico, e seu caso único, o de uma lingua morta que parece realmente estar conseguindo ressurgir das cinzas.

O Bretão (Brezhoneg) é um caso mais complicado. Também uma língua Britônica, é atualmente a única língua Celta falada na Europa Continental. A migração dos Britonicos para a atual Bretanha Francesa (Breizh) começou por instigação dos Romanos, e atingiu seu ápice durante as invasões dos Saxões à Ilha Britanica. Ali, os Bretões, que viviam separados de seus primos nas Ilhas, terminaram por desenvolver uma língua que diferia de sua base Britônica, com influências dos dialetos Latinos da região, e depois do Francês Normando também. A língua foi o idioma Celta que sofreu os ataques mais ferozes, por parte do governo Francês, e não do Inglês. Ela foi perseguida até o século XX, mas sobreviveu, e apesar de ser uma língua com um grande número de falantes idosos, ela tem um número expressivo (cerca de meio milhão de fluentes) e com o fim da perseguição (apesar de algum preconceito ainda persistir), ela finalmente volta a crescer.

Os Bretões foram alguns dos principais responsáveis pelo “Renascimento Celta”, com a força e divulgação de sua cultura, música (Alan Stivell) e literatura, e se esse movimento permanecer em crescente, o futuro da língua pode estar assegurado. Na Irlanda proliferou o ramo chamado Celta Goidélico (ou “Celta Q”), atualmente o mais visível ramo das línguas Celtas. Possivelmente levado à ilha por Celtas vindos da Ibéria, o Goidélico permaneceu praticamente sem contestação até a Idade Média. Sua língua herdeira local, o Gaélico Irlandês (Gaeilge), foi falada até a conquista Britanica, e foi a língua na qual foram registrados os primeiros livros em língua Celta, pelos monges que pregavam na ilha. Nessa língua estão presevados verdadeiros tesouros como o Echtrae Chormaic, o Tochmar Étaine, o Táin e o Leabhar Gaballa Érenn, todos textos importantíssimos para o entendimento da mitologia Celta. A lingua foi inclusive levada por migrantes Irlandeses para suas colônias além-mar.

A lingua permaneceu falada entre o povo após a Cristianização, e muitos textos fundamentais ao primeiro Cristianismo Irlandês tem versões tanto em Latim quanto em Gaélico. Após a conquista pela coroa Britanica, o Irlandês sofreu ferozes ataques do governo centrado em Londres, mas como sempre acontece com as línguas Celtas, o povo se recusava a deixar a fala de seus pais. Os piores estragos ocorreram com a horrível gestão de Cronwell e a Praga da Batata, já no século XIX, fatos que atingiam principalmente o povo Gaélico do interior da Ilha Esmeralda, causando morte e imigração para a América do Norte massivas, e dificilmente a língua sobrevivia à mudança. Mas a lingua resistiu, e com as ações de independencia, deixou de sofrer ataques diretos, ainda que continuasse ameaçada pela mídia e educação Anglofonas.

A língua foi incluída como matéria obrigatória nas escolas Irlandesas, e é a primeira língua da nação pela Constituição. Atualmente, a língua, mesmo não sendo falada pela maioria da população Irlandesa, tem interesse renovado, número de falantes seguro e material de sobra para que aqueles que se interessam por estudos Celtas. A língua foi levada até a Ilha de Mann pelos Irlandeses, e é possivel que a população anterior fosse Britônica, mas os Gaélicos se tornaram logo predominantes, inclusive, seu santo nacional é o mesmo São Patricio da Irlanda. Porém a ilha passou para o dominio Britanico, mas a língua prevaleceu. Então veio a regência Escandinava na Era Viking (gerando uma das mais exóticas conversões da Historia, com a maioria dos Manqueses adotando a religião pagã Nórdica, misturando-a ao Cristianismo e ainda agregando fortes elementos Celtas), e durante esse tempo, a influência Nórdica penetrou fundo na língua, tornando-a bastante distinta do seu Gaélico original. Depois o controle da ilha passou à Escócia (que baniu a religião “mista” local), e a língua passou a ser reconhecida como Manx. Estando dentro do espectro da Coroa Britanica, a língua também estava destinada a ser banida, e também permaneceu falada pelo povo, mesmo com a pequena população da ilha.

A língua oficialmente morreu na década de 1970, mas foi totalmente registrada, e vem sendo estudada e revitalizada. Ela foi incluída no currículo escolar como matéria opcional par as crianças, e o interesse aumentou muito após a sua extinção. Atualmente, existem cerca de 1500 falantes do Gaélico Manx (ou Gailck), que aprenderam a língua por atitude própria e a passam aos filhos, e cerca de mil crianças frequentam as aulas de Manx nas escolas. Tudo leva a crer em uma ressurreição completa da língua.

O Gaélico escocês (Gaidhlig) foi levado pelos colonos Irlandeses, na instituição do Dál Ríada. A língua nunca foi realmente falada por todo o território Escocês, dividindo espaço com uma variação do Galês no sul, e o idioma Picto (do qual não nos sobram registros) no leste, mas essas línguas logo deram espaço à variante do Inglês conhecida por “Lallans”. O Gaélico também cedeu rapidamente, mas por algum tempo houveram regiões que falavam Gaídhlig. Ele, como o usual, foi resistindo entre o povo, mas de forma extremamente restrita. Porém, justamente pelo dificil acesso à essas regiões, ela sobreviveu, e não só isso, como manteve uma estrutura mais arcaica do que o Gaélico Irlandês, que sofreu mais influências do Inglês. Com a anexação definitiva da Escócia ao Império Britanico, o Gaélico cedeu rapidamente mesmo nessas áreas isoladas. Hoje, a língua sobrevive, mas é a mais ameaçada de todas as línguas Celtas. Seus números só são maiores do que os das línguas que morreram (Manx e Kerneweg) e talvez seus cinquenta ou sessenta mil falantes na Escócia não sejam suficiente para manter a lingua viva.

Existem falantes dessa língua em Cape Breton, no Canadá, mas talvez seus números também não aumentem muito as chances. Alguns trabalhos vem sendo feitos para sua revitalização, mas sem um apoio estatal forte, não é possivel afirmar que háverá um futuro seguro para o Gaídhlig. Essas são as linguas Celtas, as herdeiras da fala desse povo antigo tão fascinante, e nas quais muitos dos seus tesouros culturais e literários são preservados. Elas são ameaçadas, mas resistem com uma tenacidade digna dos antigos Britanicos e Gaélicos, e trazem ao mundo moderno um pouco do seu modo de pensar e ver o mundo. E por isso, são cheias de méritos para aqueles que se interessam pelos Celtas, qualquer que seja seu motivo.


( por Wallace William em 26/6/2007 ao site templo do conhecimento)

Fonte:www.templodoconhecimento.com

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A quoi ça sert l'amour - Edith Piaf


A quoi ça sert, l'amour ?
On raconte toujours
Des histoires insensées
A quoi ça sert d'aimer ?

L'amour ne s'explique pas !
C'est une chose comme ça !
Qui vient on ne sait d'où
Et vous prend tout à coup.

Moi, j'ai entendu dire
Que l'amour fait souffrir,
Que l'amour fait pleurer,
A quoi ça sert d'aimer ?

L'amour, ça sert à quoi ?
A nous donner d'la joie
Avec des larmes aux yeux...
C'est triste et merveilleux !

Pourtant on dit souvent
Que l'amour est décevant
Qu'il y a un sur deux
Qui n'est jamais heureux...

Même quand on l'a perdu
L'amour qu'on a connu
Vous laisse un gout du miel -
L'amour c'est éternel !

Tout ça c'est très joli,
Mais quand tout est fini
Il ne vous reste rien
Qu'un immense chagrin...

Tout ce qui maintenant
Te semble déchirant
Demain, sera pour toi
Un souvenir de joie !

En somme, si j'ai compris,
Sans amour dans la vie,
Sans ses joies, ses chagrins,
On a vécu pour rien ?

Mais oui! Regarde-moi !
A chaque fois j'y crois !
Et j'y croirait toujours...
Ça sert à ça l'amour !

Mais toi, tu es le dernier !
Mais toi' tu es le premier !
Avant toi y avait rien
Avec toi je suis bien !

C'est toi que je voulais !
C'est toi qu'il me fallait !
Toi que j'aimerais toujours...
Ça sert à ça l'amour !

*****************
Tradução: Pra que serve o amor?

Pra que serve o amor?
A gente conta todos os dias
Incessantemente histórias
Sobre a que serve amar?

O amor não se explica
É uma coisa assim
Que vem não se sabe de onde
E te pega de uma vez

Eu, eu escutei dizer
Que o amor faz sofrer
Que o amor faz chorar
Pra que se serve amar?

O amor, serve pra que?
Para nos dar alegria
com lágrimas nos olhos
É uma triste maravilha

No entanto, dizem sempre
Que o amor decepciona
Que há um dos dois
Que nunca está contente

Mesmo quando o perdemos
O amor que conhecemos
Nos deixa um gosto de mel
O amor é eterno

Tudo isso é muito lindo
Mas quando acaba
Não lhe resta nada
Além de uma enorme dor

Tudo agora
Que lhe parece "rasgável"
Amanhã, será para você
Uma lembrança de alegria

Em resumo, eu entendi
Que sem amor na vida
Sem essas alegrias, essas dores
Nós vivemos para nada

Mas sim, me escute
Cada vez mais eu acredito
E eu acreditarei pra sempre
Que é pra isso que serve o amor

Mas você, você é o último
Mas você, você é o primeiro
Antes de você não havia nada
Com você eu estou bem

Era você quem eu queria
Era de você que eu precisava
Eu te amarei pra sempre
E a isso que serve o amor.

domingo, 28 de setembro de 2008

DEUSA ATENA


ATENA, DEUSA DA GUERRA, DA SABEDORIA E DAS ARTES

Atena era a Deusa grega da sabedoria e das artes conhecida como Minerva pelos romanos. Atena era uma Deusa virgem, dedicada a castidade e celibato. Era majestosa e uma linda Deusa guerreira, protetora de seus heróis escolhidos e de sua cidade homônima Atenas. Única Deusa retratada usando couraça, com pala de seu capacete voltada para trás para deixar a vista sua beleza, um escudo no braço e uma lança na mão.
Contradizendo com seu papel como uma Deusa que presidia às estratégias da batalha na época de guerra e às artes domésticas em tempo de paz, Atena era também apresentada com uma lança em uma das mãos e uma tigela ou roca na outra.
Era protetora das cidades, das forças militares, e Deusa das tecelãs, ourives, oleiras e costureiras. Atena foi creditada pelos gregos ao dar à humanidade as rédeas para amansar o cavalo, ao inspirar os construtores de navios em sua habilidade, e ao ensinar as pessoas a fazerem o arado, ancinho, canga de boi e carro de guerra. A oliveira foi seu presente especial a Atenas, um presente que produziu o cultivo das azeitonas.

A Deusa Atena foi retratada com uma coruja, ave associada a sabedoria e de olhos proeminentes, duas de suas características. Cobras entrelaçadas eram apresentadas como um modelo no debrum de sua capa e escudo.
Quando Atena era retratada com outro indivíduo, esse sempre era do sexo masculino. Por exemplo, era vista perto de Zeus na atitude de um guerreiro de sentinela para seu rei. Ou era reconhecida atrás ou ao lado de Aquiles ou de Odisseu, os principais heróis gregos de Ilíada e da Odisséia.
As habilidades bélicas domésticas associadas com Atena envolvem planejamento e execução, atividades que requerem pensamento intencional e inteligente. A estratégia, o aspecto prático e resultados tangíveis são indicações de qualidades e legitimidade de sua sabedoria própria. Atena valoriza o pensamento racional e é pelo domínio da vontade e do intelecto sobre o instinto e a natureza. Sua vitalidade é encontrada na cidade. Para Atena, a selva deve ser subjugada e dominada.
Atena era a filha predileta de Zeus, que lhe concedeu muitas das suas prerrogativas. Ela tinha o dom da profecia e tudo que autorizava com um simples sinal de cabeça era irrevogável. Ora conduz Ulisses em suas viagens, ora ensina as mulheres a arte de tapeçaria. Foi ela que faz construir o navio dos Argonautas, segundo seu desenho e coloca à popa o pau falante, cortado na floresta de Dodona, o qual dirigia a rota, advertindo perigos e indicando os meios de os evitar.
Era na cidade de Atenas que seu culto foi perpetuamente honrado: tinha seus altares, as suas mais belas estátuas, as suas festas solenes e um templo de notável arquitetura, o Partenon. Esse templo foi reconstruído no período de Péricles.

NASCIMENTO MITOLÓGICO

Zeus ingere sua primeira esposa, Métis (que estava grávida), uma Titã, na esperança de prevenir o nascimento de um futuro rival. Mas esse ato de integração tem uma conseqüência imprevista: um dia, Zeus tem uma dor de cabeça lancinante e logo dá à luz, pela cabeça, o feto que estava no útero de sua primeira esposa. A criança que nasce já madura da cabeça do pai é Atena, a filha consumada do pai.
A Deusa não conheceu sua mãe, Métis.
Nesse primeiro relato do mito, o ato de engolir a esposa grávida e a filha nascer da cabeça do pai, nos faz lembrar do nascimento de Eva da costela de Adão. É bem sugestivo que tanto Atena como Eva se associem com a serpente: às vezes a serpente inclusive podia aparecer no lugar de Atena, e na Gênesis a serpente tem, às vezes, o rosto de Eva, enquanto que o significado que são dadas as essas imagens são muito diferentes. Porém, em ambos os mitos da Mãe Natureza perde força e o macho se apropria de seus poderes como doadora de vida.
Esse mito é o maior testemunho do momento histórico em que o patriarcado se impõe sobre a ordem anterior (matriarcado).

Entretanto, conforme o mito vai se desenrolando, Atena torna-se uma boa companheira para seu pai e uma das mais íntimas conselheiras.
Essa história nos conta, especificamente, de como a consciência lunar desenvolve-se dentro da solar, dominante. É Atena que introduz na psique dominada por Zeus um elemento de interioridade reflexiva que suaviza o elemento opiniático-recriminador da posição solar dominante.

ATENA E PALAS

Habitualmente, considerava-se Atena e Palas como o mesma divindade. Os gregos até juntaram os dois nomes: Palas-Atena. Entretanto, muitos poetas afirmaram que essas duas divindades não poderiam ser confundidas. Palas, chamada Tritônia, de olhos verdes, filha de Tritão, fora encarregada da educação de Atena. Ambas se apraziam nos exercícios das armas.
Certa vez, conta-se que elas se desafiaram. Atena teria saído ferida se Zeus não tivesse colocado a égide diante de sua filha; Palas ao ver tal ficou aterrorizada, e enquanto recuava olhando para a égide, Atena feriu-a mortalmente. Veio-lhe depois um profundo sentimento de culpa e para se consolar fez esculpir uma imagem de Palas, tendo a égide sobre o peito. Consta que é essa imagem ou estátua que mais tarde ficou sendo o famoso Paládio de Tróia.

ZEUS E ATENA

Zeus, na mitologia grega, repete os padrões de comportamento de seu pai Cronos e de seu avô Urano. Como eles, destinatários de um oráculo segundo o qual um filho os destronará, Zeus teme por sua autoridade. Quando Métis engravida, ingere-a, imitando assim o procedimento do pai Cronos, que engolia os filhos. Se a estratégia defensiva de Cronos era cooptação das novas possibilidades de vida, já Zeus é bem mais eficiente, pois tenta incorporar o elemento feminino propriamente dito, a mãe de novas possibilidades. O que pode até parecer um ato de integração, é na verdade um inteligente golpe com a intenção de privar o inconsciente de seu poder criativo. Zeus pensava em integrar os desafios e as resistências inconscientes compondo-os em uma aliança com a atitude dominante, utilizando inclusive o inconsciente para suas metas.
Logicamente fracassa, pois não contava com a implacável hostilidade das "mães" da consciência lunar e dá à luz a Atena: o "justo equilíbrio".

Diferentemente de Zeus, Atena tem um ativo interesse pelas questões da humanidade e é ela que intervém no trágico destino de Orestes, perseguido pelas Erínias, que acabou sendo julgado por ter praticado matricídio:
"Orestes, uma vez já o salvei
Quando fui árbitro das colinas de Ares
E rompi o nó votando em seu favor.
Que agora seja lei: aquele que obtém
Um veredito igualmente repartido ganha
Sem causa."
(Eurípedes, "Ifigênia em Taurus", 1471-1475)

A nota de misericórdia nessa fala indica sua propensão a favorecer a manutenção das possibilidades de vida e a deixar transpirar a inclinação de Atena para a adoção prática da função de consciência lunar nos assuntos atinentes à justiça.

Entretanto, a Deusa Atena dentro do mundo do Olimpo é profundamente influenciada por sua inquestionável aliança com o pai. Atena pertence ao pai, Zeus. Por conseguinte, Atena é uma Deusa que representa uma versão pouco expressiva da consciência matriarcal. Ela representa, na realidade, uma tentativa de fazer com que a consciência solar (animus) incorpore alguns aspectos da consciência lunar (anima). Atena amplia os horizontes de Zeus, interioriza e suaviza o cosmo patriarcal, mas não desafia de maneira fundamental os pressupostos olímpicos. Em vez disso, ela lhe oferece apoio e introduz no seu mundo da consciência um pouco de reflexão estratégica e momentos de interioridade.

ATENA E ARACNE

Como Deusa das Artes, Atena foi desafiada numa competição de destreza por uma tecelã presunçosa chamada Aracne. Ambas trabalhavam com rapidez e habilidade. Quando as tapeçarias ficaram terminadas, Atena admirou o trabalho impecável de sua competidora, mas ficou furiosa porque Aracne ousou ilustrar as desilusões amorosas de seu pai, Zeus. Na tapeçaria, Leda está acariciando um cisne, uma simulação para Zeus, que tinha entrado no dormitório da rainha casada disfarçado de cisne para fazer-lhe a corte.

Um outro painel era de Dânae, a quem Zeus fecundou na forma de um chuvisco dourado; um terceiro representava a donzela Europa, raptada por Zeus disfarçado na forma de um majestoso touro branco.

O tema de sua tapeçaria ocasionou a ruína de Aracne. Atena ficou tão brava que rasgou todo o trabalho de Aracne e a induziu a enforcar-se. Depois, sentindo pena, Atena deixou Aracne viver, transformando-a em aranha, condenada para sempre a tecer.

Observamos aqui, novamente, o comprometimento do julgamento da Deusa Atena com os princípios solares de Zeus, a tal ponto de esquecer-se de quem ela exatamente é. Como defensora categórica do pai, ela pune por tornar público o comportamento ilícito de Zeus, sem questionar o desaforo do próprio desafio.


DEUSA-TECELÃ

Como Deusa-tecelã, Atena, envolvia-se em fazer coisas que eram ao mesmo tempo úteis e belas. Era muito admirada por suas habilidades como tecelã, onde as mãos e o cérebro devem trabalhar juntos.

Para se fazer uma tapeçaria ou tecelagem, a mulher deve esquematizar e planejar o que fará depois, fileira por fileira, criá-la metodicamente. Esse método é uma expressão do arquétipo de Atena, que dá ênfase à previsão, planejamento, domínio da habilidade e paciência.

As habitantes da fronteira da Grécia que teciam, criavam roupas e faziam praticamente tudo que era usado por suas famílias, incorporavam Atena em seu domínio doméstico. Lado a lado com seus maridos, elas desbravavam a terra selvagem, dominando a natureza conforme prosseguiam. Sobreviver e ser bem sucedido requer os traços da Deusa Atena.

A Deusa não só ensina a tecer, mas também a trabalhar a lama, inventou as bridas e o carro de cavalos, ajudou na construção do cavalo de madeira com que se derrotou Tróia e construiu o primeiro barco.


ATENA E HEPHAESTUS

Durante o período da Guerra de Tróia, a Deusa Atena dirigiu-se a Hephaestus, para que forjasse seu arsenal. O Deus do fogo, aceitou o encargo e se pôs a trabalhar, apaixonado pela bela e decidida Deusa. Poseidon encorajou-o mais ainda ao dizer-lhe que Atena desejava ser possuída por ele.

Quando a Deusa se prontificou a pagar pelo trabalho, o Deus da Forja disse que receberia tão somente seu amor como símbolo de gratidão e lançou sobre Atena tentando violá-la. A Deusa afastou-o energicamente, mas não antes que o seu sêmen caísse acidentalmente em seu pé. Ela limpou-se com suas vestes de lã, mas um pouco do esperma caiu na terra. Gaia (a Terra), ao receber o sêmen, imediatamente engravidou.

Gaia deixou claro que não ia aceitar o filho resultante daquela estupidez e Atena sentindo-se responsável pelo incidente, tomou a decisão de cuidar da criança, tão logo Gaia a tivesse. O recém-nascido, recebeu o nome de Erictonio, foi levado do Olimpo até a corte do rei Cécrope, para mais tarde ocupar o trono de Atenas, como sucessor de seu pai adotivo.

Erictonio, foi o primeiro rei mítico de Atenas, que por peculiar concepção possuía a mesma Terra, como mãe e pátria. Desse modo, não é possível remontar a linhagem grega até a geração de um "pai", e sim até a pátria na sua totalidade, que em comum lhes pertencia, e da qual admitiam ser originários.

Não seria necessário dizer, que essa idéia prestou um grande serviço para minimizar a importância social e histórica do papel da mulher.

Essa crença dos homens gregos também teve conseqüências políticas e militares muito benéficas para a sobrevivência da "polis". Entre elas, a confirmação do dever de todo o cidadão de defender sua pátria do ódio dos bárbaros.


FESTIVAIS EM HONRA A DEUSA ATENA

Durante as Panathenaias, festas solenes dedicadas a Deusa Atena, todos os povos da Ática, corriam a Atenas. Essas festas, a princípio só duravam um dia, duração que mais tarde, a partir de 565 a.C, passou para cinco dias, de 19 (dezenove) a 23 (vinte e três) de março.

Distinguiam-se as Grandes e as Pequenas Panathenaias: as primeiras se celebravam de quatro em quatro anos, e as outras anualmente. Nessas cerimônias disputavam-se três espécies de prêmios: os de corrida, os de luta e os de poesia ou música. Os ganhadores recebiam vasos pintados cheios de azeite de oliva puro, produto da árvore sagrada da Deusa Atena.

Os gregos antigos realizaram um "lampadedromia" (palavra grega para o condução da tocha), onde os atletas competiram passando com a tocha em uma corrida na condução à reta final. Em Atenas antiga o ritual era parte importante da Festa Panathenaia.

A grande atração desses festivais era uma procissão em que uma veste nova e bordada era confeccionada por um seleto número de mulheres atenienses, era carregada pela cidade em um navio ornado. Essa procissão estava representada nos frisos do Paternon.

Os magistrados de Atenas ofereciam sacrifícios para Deusa e todos os serviços de seu santuário eram conduzidos por duas virgens eleitas por um período e um ano.


A FILHA DO PAI

Talvez o maior diferenciação da Deusa Atena está em não ter conhecido e não ter convivido com a mãe, Métis. Na verdade Atena parecia não ter consciência de que tinha mãe, pois considerava-se portadora de um só genitor, Zeus. Na qualidade de tão somente "filha do pai", Atena tornou-se uma defensora dos direitos e dos valores patriarcais.

Ela era o "braço direito" de Zeus, com crédito total para usar bem sua autoridade e proteger as prerrogativas dele.



ATENA COMO DEUSA DA SABEDORIA

Levando-se em conta que as Deusas e Deuses são arquétipos que todo ser humano tem acesso, parece que o mito de Atena explora antes de tudo a qualidade da reflexão. Suas histórias constituem uma meditação sobre o valor do pensamento minucioso e pausado, o de ver muito além da reação imediata ante à um acontecimento. A Deusa encarna a virtude da contenção, e seus olhos "resplandecentes" são o emblema de uma inteligência lúcida que poder ver além da satisfação imediata.

Atena oferece a seus protegidos o bom conselho, o pensar cuidadoso ou a previsão prática: a capacidade de refletir. A essa virtude se denomina "metis", derivado do nome de sua mãe e que podemos traduzir como "conselho" ou "sabedoria prática".

Quando o arquétipo de Atena está ativo em uma mulher, ela mostrará uma tendência natural de fazer todas as coisas com muita moderação para viver em "justo equilíbrio", que era o ideal ateniense. O "justo equilíbrio" é também mantido pela tendência que possui a Deusa Atena de conduzir acontecimentos, notar efeitos e mudar de curso da ação tão logo ele pareça improdutivo.
Além disso, é interessante notar que Atena chega ao cenário olímpico com esplêndida couraça dourada. Estar "encouraçada" é um traço marcante dessa Deusa. Foi seu grande desenvolvimento intelectual que a deixou longe do sofrimento, tanto seu como dos outros.

No mundo competitivo em que vivemos o arquétipo de Atena tem indiscutível vantagem, pois a mulher-Atena (arquétipo ativo) não é uma mulher que é pessoalmente atingida por qualquer hostilidade ou decepção. Toda a mulher quando ferida ou insultada, pode tornar-se emotiva e menos efetiva. Na mesma condição, a mulher-Atena avalia friamente o que está acontecendo.

Todas as mulheres que desejam desenvolver as qualidades da Deusa Atena, devem dar especial atenção à educação. Toda a instrução estimula o desenvolvimento desse arquétipo. Aprender fatos objetivos, pensar claramente, preparar-se para concursos e exames são todos excelentes exercícios que evocam Atena.


MEDO DO FEMININO

Toda a ideologia do patriarcado concebe o "feminino" como uma força irracional destrutiva. Entretanto, a desvalorização do Feminino deve ser entendida como uma tentativa de superação do medo do Feminino e de seu aspecto perigoso como a "Grande Mãe" e como a "anima".

No patriarcado, o inconsciente, o instinto, o sexo e a terra, enquanto coisas terrenas, pertencem ao "feminino negativo", ao qual o homem associa a mulher, e que todas as culturas patriarcais, até o presente momento, a mulher e o Feminino têm sofrido sob a atitude defensiva e o desprezo masculinos.
Essa avaliação negativa não se aplica apenas ao caráter elementar e ao aspecto matriarcal, mas igualmente ao seu transformador. Para o homem, que considera-se "superior", a mulher se torna feiticeira, sedutora, bruxa, e é rejeitada em virtude do medo associado ao Feminino irracional. O homem denuncia o Feminino como escravizador, como algo confuso e sedutor, que pode colocar em risco a estabilidade de sua existência. Ele rejeita o feminino, especialmente porque ele o prende no casamento, na família e na adaptação à realidade, e o confunde quanto o pensar de si próprio. Como o indivíduo do sexo masculino é dominado pelo elemento espiritual superior, ele foge da realidade da terra e prefere ascender rumo ao céu.
O resultado dessa postura unilateral, torna o homem não integrado que é atacado por seu lado reprimido e em muitas vezes sobrepujado por ele.

A negativização do Feminino não deixa que o homem experiencie a mulher como uma igual, mas com características distintas. A conseqüência da altivez patriarcal leva à incapacidade de fazer qualquer contato genuíno com o Feminino, isto é, não apenas com a mulher real, mas também com o Feminino em si, com o inconsciente.
Enquanto o indivíduo do sexo masculino não deixar desenvolver o Feminino (anima) em uma psique interior, jamais chegará a alcançar a totalidade. A separação da cultura patriarcal do Feminino e do inconsciente torna-se assim, uma das causas essenciais da crise de medo que agora se encontra o mundo patriarcal.


VIVER DE ACORDO COM A DEUSA ATENA

Viver sob a influência do arquétipo Atena, significa viver inteligentemente e agir premeditadamente no mundo patriarcal. A mulher que vive desse modo, leva uma vida unilateral e vive quase que exclusivamente para seu trabalho. Ainda que aprecie a companhia dos outros, falta-lhe a carga emocional, atração erótica, intimidade, paixão ou êxtase.

A exclusiva identificação com a racional Atena desliga toda a mulher da cadeia e intensidade da emoção humana. Seus sentimentos são bem modulados por Atena, limitados ao meio-termo.

Agindo intelectualmente, a mulher-Atena pouco sabe sobre a sensualidade, pois Atena a mantém acima do nível instintivo, e portanto ela não sente a força total dos instintos maternais, sexuais ou procriativos. Não há possessão no amor de Atena e inclusive quase nenhum desejo sexual.

A mulher-Atena pode ainda, produzir o "efeito medusa", ou seja, afastar as pessoas que não sejam como ela.
Em seu peitoral, a Deusa Atena usava um símbolo do seu poder, a égide, uma pele de cabra decorada com a cabeça de uma Gógona, a cabeça da Medusa. A Górgona é também um aspecto da mulher tipo Atena.

No nível psicológico, Atena é o arquétipo da mulher artisticamente criativa. Para homens e mulheres, é o espírito da realização, da competência e da ação.


(Texto pesquisado e desenvolvido por Rosane Volpatto)

sábado, 27 de setembro de 2008


"Confrontar uma pessoa com a sua sombra é mostrar-lhe onde está a luz" (C.G.Jung)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

TEMPORAL - PITTY


Chega simples como um temporal
Parecia que ia durar
Tantas placas e tantos sinais
Já não sei por onde caminhar

E quando olhei no espelho
Eu vi meu rosto e já não me reconheci
E então vi minha história
Tão clara em cada marca que estava ali

Se o tempo hoje vai depressa
Não tá em minhas mãos
Cada minuto me interessa
Me resolvendo ou não
Quero uma fermata que possa fazer
Agora o tempo me obedece
E só então eu deixo
Os medos e as armas (pra trás)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A Evolução Histórica da Psicologia Moderna - parte 3

FUNCIONALISMO


A Escola Funcionalista surgiu como um protesto, no caso, contra a Psicologia Experimental Clássica e o Estruturalismo. Fundada por William James (1842-1910), renomado psicólogo americano, da Universidade de Harvard, que estudava as funções da mente. James achava o método dos estruturalistas de âmbito estreito, limitado, restritivo. Ele achava que deveria se dar menos ênfase aos elementos da consciência e mais ênfase ao entendimento de seu caráter fluído e pessoal.

O método de funcionamento da mente era um processo contínuo de como os estados mentais fazem com que o indivíduo se ajuste (adaptação) ao meio ambiente (influência de Darwin). Isso fez com que a Psicologia Social tivesse um certo avanço.

Perceber, recordar, tomar decisões, fazem parte das funções mentais e ajudam as pessoas a se adaptarem ao meio e levou à Psicologia um trabalho mais prático.

Ao contrário do Estruturalismo, o Funcionalismo passou a estudar o comportamento real de animais, crianças e o comportamento anormal. Havia uma flexibilidade enorme, exagerada. Os métodos eram introspecção informal, métodos objetivos.

Os funcionalistas ainda consideravam a Psicologia como a ciência da experiência consciente e a instrospecção como seu método principal de investigação. Assim como o Estruturalismo, o Funcionalismo contribuiu e ampliou o alcance da Psicologia mas não durou, abrindo espaço para 3 novas escolas: Behaviorismo, Gestaltismo e Psicanálise.





( Notas de aula por Yvanna Saraiva em 22/08/08)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Deusa Afrodite

AFRODITE - LENDAS E ARQUEOLOGIA

Provavelmente, a lenda da origem de Afrodite contada por Hesíodo (séc. VIII a.C.) em sua Teogonia foi criada em épocas tardias. Antes dele, alguns poetas – entre os quais Homero (séc. IV a.C.), autor de A Ilíada e A Odissíea – falam da deusa como filha de Zeus e Dione.
Embora nos relatos de seu nascimento as circunstâncias sejam diferentes, não pairam mais dúvidas sobre a origem oriental da deusa. No princípio, ela seria apenas variação de uma grande deusa semítica chamada Ishtar na Mesopotâmia, Astarte na Síria e Fenícia ou Milila na Babilônia; seu culto teria sido introduzido na Grécia por intermédio dos marinheiros e mercadores. A essa divindade estrangeira, os gregos teriam transferido as características de Atena Tritogenéia, deusa do amor que primitivamente veneravam.
Segundo a lenda, Afrodite, nascida no mar, desembarcou de sua concha na ilha de Citera, que atualmente corresponde ao rochedo vulcânico chamado Cérico. Ali os gregos erigiram diversos santuários, onde a cultuavam sob o nome de Citeréia. Pouco mais tarde, ainda conforme a tradição, a deusa partiu para a ilha de Chiple, onde, nas cidades de Pafos, Amatunte e Idálio, era venerada sob vários epítetos: Ciprogenéia (nativa de Chipre), Páfis, Amatúsia e Idália. Para cada uma havia templos especialmente construídos. Mas existem outros centros famosos por seu culto: Cnidos, Cós, Corinto e o Monte Érice.
Inicialmente, a exemplo da antiga deusa asiática, Afrodite era considerada a DEUSA DO INSTINTO DA FECUNDIDADE. Sua ação era ilimitada, abrangendo toda a natureza (humanos, outros animais e vegetais). Acreditava-se que ela espalhava o elemento úmido, causa fundamental de todo princípio gerador e de toda a fecundidade na natureza; sob seus passos, as flores germinavam e o mesmo acontecia com as árvores e plantas, consideradas frutos do amor de Gaia e Céu. A chuva da primavera era o elemento fecundante enviado pela deusa.
Somente mais tarde é que Afrodite passou a ser a DEUSA DO AMOR. Com o tempo, passou a personificar o amor em seus inúmeros aspectos, recebendo vários outros nomes e cultos diversos. Na Ática e na Argólida, por exemplo, existem ainda alguns templos dedicados a Afrodite Urânia (celeste), que simboliza o amor puro e ideal e se assemelha a Afrodite Nínfia, que os romanos identificam a Vênus Genitrix, protetora dos matrimônios. Ambas são representadas com pouca nudez, mas são concepções bastante tardias, teorizadas por Platão (427-347 a.C.).
Já Afrodite Pândemos (literalmente "de todo o povo") diferia totalmente das anteriores: era a DEUSA DO AMOR SENSUAL E VENAL. Na origem, porém seu apelido significava apenas que era venerada em todas as comunidades áticas. Somente com o advento das Leis de Sólon (séc. VII-VI a.C.) adquiriu o significado pejorativo associado à prostituição. Essa mesma Afrodite foi, também, chamada Pandemia ou, mais exatamente, Hetaira e Porné (meretriz) e representada nua em atitude luxuriosa nas estátuas. Em cidades como Corinto, Abido e Éfeso, suas sacerdotisas eram as cortesãs profissionais.
Em Esparta, Afrodite adquiriu um caráter guerreiro ou vitorioso sendo, assim retratada com elmo e armas. Tal imagem é explicada conforme duas hipóteses: ou significaria uma associação da deusa com Ares, o deus da guerra, ou corresponderia a Ishtar, a divindade guerreira dos babilônios.Finalmente, era conhecida uma Afrodite protetora dos marinheiros, que, nessa atribuição, recebia o epíteto de Pelagia ou Pontia (marinha). Veneravam-na principalmente em Ermion, porto da Argólida. Em Cnidos, na mesma função, era conhecida como Euplóia, isto é, favorável à navegação.


AFRODITE, A BELA DEUSA DO AMOR

São inúmeras as lendas em que a deusa aparece com todos os seus atributos, ora como protetora dos amantes, ora envolvida, ela mesma, com seus amores.
É ela quem detém o poder de satisfazer os desejos amorosos daqueles que a procuram em seus santuários – como é o caso do escultor Pigmalião – ou de inspirar paixões desastrosas – como a de Páris e Helena.
Na figura de Afrodite, os gregos representavam sua sabedoria em relação à vida e à morte. Sabiam que a vida é um curto círculo de juventude, depois uma idade de pleno poder e, por fim, a velhice. Nem com a ajuda dos deuses seria possível alterar essa realidade. Humanos, animais e vegetais estão submetidos ao mesmo destino.
Todavia, promovendo alegrias ou sofrimentos, Afrodite representou, na consciência popular, o PODER REPRODUTOR DA NATUREZA, ao qual é confiada a conservação da espécie. Assim a evoca o hino órfico: "Tu geras tudo o que está no céu, na terra fecunda, no abismo do mar...". Nesse sentido, a deusa helênica tem os caracteres da Astarte fenícia e da Atar aramaica, de onde derivou no período grego-romano a composta e orientalizada Atagátis – a DEUSA DA GERAÇÃO E DA FECUNDIDADE, que assumiu atributos de muitas outras deusas.
Assim, também o ciclo das estações é referido a Afrodite na lenda de Adônis e na de Hades e Perséfone, onde estão mais bem explicadas as diferenças entre as estações férteis e áridas. Afrodite expressa a VIDA PRIMAVERIL. Preside ao esplendor anual das plantas e à renovação das existências pelo amor, num paralelo entre a vida humana e a vegetal. Sem primavera não há fertilidade, sem fertilidade não há futuro!
Embora personificasse o INSTINTO NATURAL DA FECUNDAÇÃO E GERAÇÃO, presente em todos os seres vivos, Afrodite era, por excelência, a DEUSA DO AMOR no mais amplo sentido da palavra. Simbolizava o ATRATIVO SEXUAL fora de qualquer limite, tanto que, para os gregos dos tempos homéricos, era considerada uma força corrupta e dissolvente. Segundo Homero, somente três divindades olímpicas não se deixaram seduzir por ela: Atena, Ártemis e Héstia. Recusando-se a obedecer às suas leis, estas deusas têm as atribuições que os gregos consideravam mais importantes, por constituírem a nobreza e a beleza da vida: a arte, a honra e o lar.
O mirto, a rosa e a maçã, entre os vegetais; a pomba, o bode, a concha, o delfim e a tartaruga, entre os animais, constituem os principais símbolos da deusa. Pombas e cisnes puxavam seu carro, feito de conchas de nácar.
Como outros deuses, Afrodite também possuía seu cortejo: era sempre seguida pelas Graças e, muitas vezes, também por Eros (deus do amor celeste), Peito (tida como filha de Afrodite e com ela venerada em Atenas, era a deusa da persuasão) e Himeneu (divindade que conduzia o cortejo nupcial).
A deusa do amor inspirou artistas de várias épocas. Durante séculos, os gregos elaboraram um tipo ideal de Afrodite, procurando realizar a perfeita beleza feminina. No entanto, quanto mais se aproximavam do humano, mais se distanciavam do elemento divino, principalmente porque os artistas usavam de modelos reais para as suas obras. Em esculturas bastante antigas, Afrodite aparece vestida até à cabeça; a partir da Segunda metade do séc. V a.C., os artistas começaram a mostrar algumas partes do seu corpo (um ombro, um seio ou uma perna), mas a nudez realmente sensual só aconteceu mesmo na época helenística (séc. IV a.C a III d.C.). Dentre as mais célebres obras desse gênero, destaca-se o afresco de Afrodite Anadiômena (surgindo do mar), pintado por Apeles, no séc. IV a.C., para o templo de Asclépio, em Cós e, depois, levado para Roma por Augusto (63. a.C – 14 d.C.), onde acabou por perder-se. Afrodite Cnídia, um nu sensual esculpido por Praxíteles (370-330 a.C.) provocou sensação por ser demasiado "profano".Embora geralmente representada segundo um padrão ideal da mais perfeita beleza feminina, em algumas esculturas antigas Afrodite figura com uma força quase viril. É o caso de suas imagens guerreiras em Esparta, de certas estátuas em Chipre e até mesmo da célebre obra de Praxíteles, na qual se pode perceber uma certa masculinidade. Também na figuração de seus deuses, não raro se delineiam traços femininos (como a famosa escultura de Apolo do Belvedere). Juntando, assim, o belo feminino ao belo masculino, os antigos procuravam realizar o mais completo tipo de beleza. A mesma idéia expressa-se, de maneira poética, na lenda de Hermafrodito (filho de Afrodite com Hermes).


(Material gentilmente cedido por meu amigo Herne, the Hunter, dos seus estudos pessoais e pesquisas)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

MEMORIES - WITHIN TEMPTATION

(Acordei com muitas saudades suas hoje pai, pra variar ando lembrando muito de ti. Dedico mais esse post pra vc, bjs aonde estiver da sua filha que te ama de montão!)

In this world you tried
not leaving me alone behind.
There's no other way.
I prayed to the gods let him stay.
The memories ease the pain inside,
now I know why.

CHORUS:
All of my memories keep you near.
In silent moments imagine keep you here.
All of my memories keep you near.
You silent whispers, silent tears.

Made me promise I'd try
to find my way back in this life.
I hope there is a way
to give me a sign you're ok.
Reminds me again it's worth it all
so I can go home.

REPEAT CHORUS

Together in all these memories
I see your smile.
All the memories I hold dear.
Darling, you know I will love you
until the end of time.

REPEAT CHORUS

All of my memories...

************
Tradução:
Memórias

Neste mundo você tentou
Não me deixar sozinha para trás.
Não há outro caminho.
Eu rezei para os Deuses te deixarem ficar.
As memórias aliviam a dor interna,
Agora eu sei porque.

Tudo das minhas recordações mantém você perto.
Nos momentos de silêncio imagino você aqui.
Tudo das minhas recordações mantém você perto.
Seu silencioso sussurro, silenciosas lágrimas.

Me fez prometer que eu tentaria
Encontrar meu caminho de volta nesta vida.
Eu espero que haja um caminho
Para me dar um sinal de que você está bem.
Lembrando-me de novo que tudo vale a pena
Tanto que eu posso seguir em frente.

Tudo das minhas recordações mantém você perto.
Nos momentos de silêncio imagino você aqui.
Tudo das minhas recordações mantém você perto.
Seu silencioso sussurro silenciosas lágrimas.

Juntos em todas estas memórias
Eu vejo seu sorriso.
Todas as lembranças eu guardei bem.
Querido, você sabe que eu amarei você
Até o fim do tempo.

Tudo das minhas recordações mantém você perto.
Nos momentos de silêncio imagino você aqui.
Tudo das minhas recordações mantém você perto.
Seu silencioso sussurro silenciosas lágrimas.

Tudo das minhas recordações...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Recomendo o filme: V de Vingança (V for Vendetta)


”Voilá, eis aqui um humilde
Veterano do teatro revista…
jogado no papel tanto de Vilão como de
Vítima pelas Vicissitudes do destino.
Este rosto, não é um
mero entalhe de Vaidade,
é Vestígio da Voz do
povo, agora Vaga, sumida.
Entretanto, esta Valorosa Visita de
aflições passadas agora está Vivificada,
e jurou Vencer esses Vermes Venais
e Virulentos que salvaguardam o Vicio…
e protegem a Violenta e
depravada Violação da Vontade.
O único Veredicto é a
Vingança, uma Vendeta.
Um Voto, que não é em Vão, feito pelo
Valor e Veracidade dos que um dia…
Vingarão os
Vigilantes e Virtuosos.“

máxima de "V" em V for Vendetta

Trailer:


Renascimento de Evey (Evey Reborn)

Já viste um nascimento?

Quem já viu um verdadeiro nascimento, sabe,
Não quando se pare um filho.
Não é quando se é parido.
Um verdadeiro nascimento é dolorido,
Não na mãe, que a ela não dói nada,
mas ao filho, a esse dói, dói de parecer morrer.

Mas o que acontece é o nascimento,
é o libertar-se da alma
que por nascimento se entende iniciar a vida
muitos nascem depois de paridos.
Bem verdade, só se nasce depois do parto,
só se nasce depois de perdido
nascer-se é achar-se.

Quem presenciou nascimentos, sabe,
É maravilhoso o vivant de uma vida.
É, muitas vezes, acompanhado de um urro
Ou de um silêncio profundo
mas é sempre um momento solene.

Até calam-se os sons e cantam os pássaros
O coração do recém nascido bate e arfa:
"Estou vivo!"; "Estou vivo!"; "Estou vivo!";
As mãos, percebe-se, são dele agora
Muitos sentem-as com a face
Alguns, as mulheres as vezes, com os cabelos.

São de seus pés que saírão os passos agora
e de seu boca que virão palavras ditas
Está em seus próprios pulmões o ar!
E ver sorrir uma dessas crianças então

E ver sorrir uma dessas crianças então
É ver calar o mundo diante de um sorriso!

Mas no fim, é um começo.
O começo. O começo de verdade da vida

(Autor: Rafael Rabelo, meu amigo Rafa, o Trovador em trovador.wordpress.com)

sábado, 20 de setembro de 2008

NAQUELE DIA LEVEI UM TOMBO... E APRENDI


E assim, naquele dia que parecia como outro qualquer, meu mundo tornou-se cinzento.
E assim, naquele dia que parecia como outro qualquer, decidi que o meu maior triunfo seria sobre mim mesmo.
Aprendi que as quedas são estímulos para que aprendamos a levantar, com dignidade e com coragem.
Aprendi que para olhar o mundo, é preciso estar no chão. Eu só o conhecia do alto da minha arrogância.
Descobri que nunca tinha questionado se minhas ambições incluíam a ética.
Aprendi que nada nos acontece por acaso. Sempre há um “para que”.
Descobri as caras feias que eu estava vendo e nada mais eram que meus reflexos em milhares de espelhos.
Naquele dia descobri que meus rivais e meus desafetos eram apenas ameaças à minha insegurança.
As sombras que me seguiam nada mais eram do que o reflexo negro da minha alma.
Descobri que o que carregava em mim era um Ego muito maior que eu.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tenha sido.
Descobri que as minhas ambições eram fruto da minha enorme onipotência.
Naquele dia, deixei de ser um propagandista dos meus triunfos passados e passei a ser a minha luz do presente.
Aprendi também que de nada serve ser luz se não posso iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, deixei de ser o comercial do meu pseudo-conhecimento e passei a aprender um pouco mais.
Aprendi também que de nada serve saber se não posso compartilhar e repassar o conhecimento.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim continuar a subida.
Aprendi que a vitória duradoura não vem de sopetão. Ela é conquistada por etapas. Eu subi rápido demais, alto demais!
Vi que na luta pelos meus objetivos, o maior é lutar. E que são os caminhos sofridos que nos amadurecem e domam.
Aprendi que posso fazer qualquer coisa e arcar com a responsabilidade das quedas.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde, e me importar simplesmente com quem faz.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade para aprender a achar soluções.
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de recomeçar
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Aprendi que as palmeiras altas e eretas, nos dão uma lição de dignidade e postura, diante das intempéries da vida.
Aprendi que o melhor triunfo que posso ter, é ter o direito de chamar alguém de "amigo".
Descobri que o amor é mais que um simples estado enamorado, "o amor é uma decisão de vida".
Vi que não estava protegendo aqueles que eu amo. Quando o bem é precioso demais, todo zelo é pouco. E que eu não sou o bem mais precioso!
Aprendi que a compaixão não é sentimentalismo e sim humanidade
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para fazer a realidade.
Aprendi que a imagem do inatingível é o que nos aciona para que o busquemos. Tudo para mim foi atingível!
E desde aquele dia já não durmo para descansar simplesmente... durmo para sonhar!
E desde aquele dia já não batalho para triunfar e sim para lutar no combate.
E desde aquele dia já não vivo mais para ganhar e sim para viver.
Para cair...
Para levantar...
Para continuar...
Para chorar...
Para perdoar... Para respeitar... Para amar...
... para aprender e para decidir sobre quem eu quero ser.

(Texto postado por Adhorat no EW)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

I Wish I Had An Angel - Nightwish


I wish I had an angel
For one moment of love
I wish I had your angel tonight

Deep into a dying day
I took a step outside an innocent heart
Prepare to hate me fall when I may
This night will hurt you like never before

Old loves they die hard
Old lies they die harder

I wish I had an angel
For one moment of love
I wish I had your angel
Your Virgin Mary undone
I`m in love with my lust
Burning angelwings to dust
I wish I had your angel tonight

I`m going down so fail and cruel
Drunken disguise changes all the rules

Old loves they die hard
Old lies they die harder

I wish I had an angel
For one moment of love
I wish I had your angel
Your Virgin Mary undone
I`m in love with my lust
Burning angelwings to dust
I wish I had your angel tonight

Greatest thrill
Not to kill
But to have the prize of the night
Hypocrite
Wannabe friend
13th disciple who betrayed me for nothing!

Last dance, first kiss
Your touch my bliss
Beauty always comes with dark thoughts

I wish I had an angel
For one moment of love
I wish I had your angel
Your Virgin Mary undone
I`m in love with my lust
Burning angelwings to dust
I wish I had your angel tonight

I wish i had an angel(4X)

***********
Tradução:

Eu gostaria de ter um anjo
Para um momento de amor
Eu gostaria de ter o seu anjo essa noite

Afundada dentro de um dia morto
Eu dei um passo para fora de um inocente coração
Se prepare para me odiar, caia se eu o fizer
Essa noite vai te machucar como nunca antes

Amores antigos, eles morrem dificilmente
Mentiras antigas, elas morrem mais dificilmente

Eu gostaria de ter um anjo
Para um momento de amor
Eu gostaria de ter um anjo
Sua virgem maria desfeita
Eu estou apaixonada pela minha luxúria
Asas de anjos queimam até o pó
Eu gostaria de ter o seu anjo essa noite

Eu estou indo para baixo, tão frágil, tão cruel
Disfarces bêbados mudam todas as regras

Amores antigos, eles morrem dificilmente
Mentiras antigas, elas morrem mais dificilmente

Eu gostaria de ter um anjo
Para um momento de amor
Eu gostaria de ter um anjo
Sua virgem maria desfeita
Eu estou apaixonada pela minha luxúria
Asas de anjos queimam até o pó
Eu gostaria de ter o seu anjo essa noite

O melhor suspense
Não para matar
Mas para ter o prêmio da noite
Hipócrita
Amigo falso
13º discípulo que me traiu por nada

Última dança, primeiro beijo
Seu toque, minha felicidade
A beleza sempre aparece em pensamentos obscuros

Eu gostaria de ter um anjo
Para um momento de amor
Eu gostaria de ter um anjo
Sua virgem maria desfeita
Eu estou apaixonada pela minha luxúria
Asas de anjos queimam até o pó
Eu gostaria de ter o seu anjo essa noite

Eu gostaria de ter um anjo...(x4)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A Evolução Histórica da Psicologia Moderna - parte 2


Estruturalismo (Primeira Escola da existência da Psicologia)

Wilhelm Wundt (1832-1920), médico alemão, preocupado com a sensibilidade humana e questões psicológicas, expressou uma vontade de transformar a Psicologia numa ciência autônoma.

Em 1879, Wundt foi convidado para ir à Leipzig, chefiar um setor nessa Universidade, aproveitou e criou o primeiro laboratório de Psicologia Experimental do mundo. Criada então a Psicologia Científica, formou um grupo para estudar a Psicologia com o método de instrospecção analítica, que é um método de auto-observação formal, para explicar os processos mentais do indivíduo.

Para Wundt, a experimentação e a introspecção analítica eram complementares, sendo a primeira para investigação dos processos básicos e a segunda para estudo dos processos mentais não acessíveis à experimentação.

Edward Titchner (1867-1927), psicólogo inglês que estudou com Wundt, resolveu ir para os Estados Unidos levando as idéias de Wundt e se agrupou com outras pessoas para estudar o que foi chamado de Estruturalismo (estruturas da mente).

A tarefa era estudar os fenômenos mentais. Decifrar a descrição analítica minuciosa dos estados de consciência resultantes de estimulação pela energia física. As sensações, os sentimentos, as imagens, são componentes fundamentais da experiência consciente.

O método era a instropecção analítica e auto-observação formal, feito somente com pessoas treinadas que relatavam minuciosamente o que sentiam. A orientação era inteiramente teórica, sem estudar a prática. Era um método rigoroso e estreito.

O Estruturalismo deixou de lado aspectos importantes. Não estudaram crianças nem animais, por acharem que era impossível o treinamento com eles. Assim como também não estudaram o comportamento anormal.

(Notas de aula por Yvanna Saraiva em 22/08/08)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

NEMO - NIGHTWISH


This is me for forever
One of the lost ones
The one without a name
Without an honest heart as compass

This is me for forever
One without a name
These lines the last endeavor
To find the missing lifeline

Oh how I wish
For soothing rain
All I wish is to dream again
My loving heart
Lost in the dark
For hope I`d give my everything

My flower, withered between
The pages 2 and 3
The once and forever bloom gone with my sins

Walk in the dark path
Sleep with angels
Call the past for help
Touch me with your love
And reveal to me my true name

Oh how I wish
For soothing rain
All I wish is to dream again
My loving heart
Lost in the dark
For hope I`d give my everything
Oh how I wish
For soothing rain
Oh how I wish to dream again
Once and for all
And all for once
Nemo my name forevermore

Nemo sailing home
Nemo letting go

Oh how I wish
For soothing rain
All I wish is to dream again
My loving heart
Lost in the dark
For hope I`d give my everything
Oh how I wish
For soothing rain
Oh how I wish to dream again
Once and for all
And all for once
Nemo my name forevermore

My name forevermore...

*************
Tradução:

Este sou eu, para sempre... um dos perdidos.
Aquele sem um nome... sem um coração honesto como guia.

Este sou eu, para sempre... alguém sem um nome.
A vida é o último esforço... para achar a linha da vida perdida.

Oh! Quanto eu desejo por uma chuva reconfortante
Tudo que eu desejo é sonhar de novo
Meu coração cheio de amor perdido na escuridao
Pela esperança eu dou tudo de mim...

Minha flor seca entre as páginas dois e três.
Aquele aroma sempre melancólico, acompanha o meu movimento (o cheiro de melancolia que ela exala vai indo junto com ela, a acompanha).

Que a escuridão que dorme com anjos chame o passado para ajudar
Toque me com seu amor, e revele a mim meu verdadeiro nome

Oh! Quanto eu desejo por uma chuva reconfortante
Tudo que eu desejo é sonhar novamente.
Meu coração amoroso perdido na escuridão,
Por esperança eu daria meu tudo...

Oh! Quanto eu desejo por uma chuva reconfortante
Oh! Como eu desejo sonhar novamente.
De uma vez por todas, e todas as vezes por uma
Nemo será meu nome para sempre...

Nemo indo para casa
Nemo esta indo embora

Oh! Quanto eu desejo por chuva reconfortante
Tudo que eu desejo é sonhar novamente.
Meu coração amoroso perdido na escuridão,
Por esperança eu daria meu tudo...

Oh! Quanto eu desejo por uma chuva reconfortante
Oh! Como eu desejo sonhar novamente.
De uma vez por todas, e todas as vezes por uma
Nemo será meu nome para sempre...

Meu nome para sempre...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

A Evolução Histórica da Psicologia Moderna - Parte 1


A Psicologia Filosófica


A Psicologia sempre existiu desde então, não como um campo específico, mas a tentativa de compreender o ser humano (a idéia). Esteve foi muitos anos acoplada à Filosofia e a Religião. Só no séc XIX passa a desvincular-se.

Com Sócrates (469-399 a.C.), a Psicologia ficou mais consistente, mais organizada e sintetizada. Viu qual a diferença entre o homem e o animal, chegando a conclusão da razão, que seria o marco dessa divisão, pois conseguia se sobrepor à irracionalidade (instintos) do animal.

Platão (427-347 a.C.), veio influenciado por Sócrates. Pegou a idéia do corpo humano e quis procurar a localidade da razão, que estaria na cabeça e ligada à medula. Para ele, a alma era imortal. Mortal seria o corpo. Quando o homem morre, o corpo morre, mas a alma sai do corpo e fica livre para se incorporar em outro corpo (a Psyché).

Aristóteles (384-322 a.C.), influenciado por Sócrates e Platão, cria uma teoria que ele diz que a Psyché é o princípio ativo da vida, presente em tudo que tem vida.

Os vegetais possuem a alma vegetativa que tem como função a reprodução e a nutrição somente.

Os animais possuem a alma sensitiva, com 4 funções: a reprodução, nutrição, percepção e movimento.

E o homem possui a alma racional, que além das 4 funções acima, tem a função pensante.


(Notas de aula por Yvanna Saraiva em 20/08/08)