domingo, 7 de setembro de 2008

ENTRE A SERPENTE E A ESTRELA - ZÉ RAMALHO


Há um brilho de faca
onde o amor vier
e ninguém tem o mapa
da alma da mulher
ninguém sai com o coração sem sangrar
ao tentar revê-la
um ser maravilhoso
entre a serpente e a estrela
um grande amor do passado se transforma em aversão
e os dois lado a lado
corroem o coração
não existe saudade mais cortante
que a de um grande amor ausente
dura feito diamante
corta a ilusão da gente
toco a vida pra frente
fingindo não sofrer
mas no peito dormente
espera um bem querer
e sei que não será surpresa
se o futuro me trouxer
o passado de volta
num semblante de mulher

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