terça-feira, 28 de outubro de 2008

Canção do amor imprevisto


Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita...

A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

Mario Quintana

Um comentário:

trovador disse...

Nossa, por incrivel que pareça, eu me identifiquei MTO com esse poema...

Afinal, eu sempre fui mto mesquinho e egoísta até me apaixonar pela ruivinha >.<

Bem ou mal, me fez bem não? ^^

Me fez poeta. Me fez fera. Me fez "mar"... rsrsrs

Bem como dizem, não há mal que não venha para o bem.

Muitas saudades viu? Muitas mesmo.

Beijoos
Au revoir