quinta-feira, 23 de abril de 2009

Almas Duais


Nesta metamorfose que sou
Passo pela vida
Meio borboleta
Meio mulher
Meio gente
Meio sem saber o que sou
A vida às vezes pára
E me encara
Ficamos ali
Paradas
Uma olhando para a outra
Sem nos conhecermos
Não percebi
Quando a vida se tornou tão estranha para mim
E nem o quanto nela
Quase nada cabe de mim
Parece loucura
Talvez seja
Melhor que seja
Não suportaria a normalidade
E nem a languidez da vida medíocre
Nem todos me entendem
Na verdade
Poucos me entendem
E prefiro assim
Poucos, loucos
Almas duais como eu
Espíritos sem rédeas
Soltos, absortos
Num mundo paralelo
Essa visão do puro obscuro
Selvagem natural
Encanto real
Solidão essencial










(butterfly para sitedepoesias.com.br)

Um comentário:

Livia Luzete disse...

Lindo!!!!

(estava com saudades de vir aqui)