segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O que é Wicca?


A WICCA é uma religião neopagã, mistérica, iniciática e sacerdotal que tem seu culto destinado a um casal divino cósmico, criador e imanente.

As práticas da WICCA são baseadas em diferentes sistemas de crença, culto, cultura, organização e mistérios dos povos Europeus. A Religião da forma que a conhecemos hoje é nova, criada por volta da década de 50, mas a origem de sua estrutura é bastante antiga.

A religião celebra a vida e a morte por meio de festivais sazonais conhecidos como Sabás, neles os praticantes se reúnem para meditar, agradecer, dançar, encontrar amigos, prestar culto aos DEUSES , projetar desejos para o futuro e harmonizar corpo, mente e espírito. Além dos Sabás, que são relacionados aos ciclos solares, os Wiccanos se reúnem também nos ciclos lunares para enviar oferendas, agradecimentos, pedidos, para se conectar com as divindades, fazer consagrações e purificações e demais práticas comuns a religião.

Para entender a Religião WICCA e saber se ela é um caminho válido é preciso que você dedique muito tempo e esforço lendo sobre sua origem, história, estrutura e crenças, para que obtenha um conhecimento mínimo sobre a religião.


A palavra WICCA vem do inglês arcaico Wicca/Wicce (masculino/feminino), significando “O praticante de Magia”, e tem ligação direta com o termo saxão Wich que significa "girar, dobrar ou moldar". Vemos também corruptelas deste termo em diversos outros idiomas sempre expressando algo religioso e relacionado à Magia.

A WICCA é uma Religião que pretende celebrar a natureza e que busca sua inspiração nas religiões pré-cristãs de culto aos Deuses, nas celebrações dos ciclos anuais das colheitas, no culto do Deus fertilizador da TERRA e da Deusa Mãe criadora de tudo, e em várias outras expressões religiosas primitivas com uma forte ligação com a natureza e com os ciclos da vida.

A WICCA baseia-se no equilíbrio e polaridade das energias, que através de ritos religiosos e práticas de magia coloca o homem em contato direto com a natureza, resgatando assim o verdadeiro sentido da palavra Religião (Religare= religar), religar o homem àquilo que ele foi desligado.

Os objetivos da BRUXARIA são: o autoconhecimento, a harmonia com os ritmos do Sol e da Lua, a compreensão dos poderes da natureza e a busca de um novo equilíbrio do homem com o seu meio.

A BRUXARIA reconhece o Dualismo Divino e sendo assim reverencia a Deusa criadora de todas as coisas e o Deus o poder fertilizador.

A energia estática, negativa e magnética (minos) seria a força da Deusa. A energia positiva, ativa e móvel (plus) seria a força do Deus. Ambas são opostas e complementares, uma dá origem à outra, juntas são a manifestação e equilíbrio do Universo.


A WICCA busca muito de sua inspiração nos mitos e Divindades celtas, gaulesas e irlandesas, recorrendo às fontes clássicas (greco-romana) e diversas outras tradições populares.
Para os conceitos da BRUXARIA, as palavras DEUSA e DEUS abarcam toda a magnitude do Universo. Os DEUSES seriam a manifestação criadora da qual procedem todas as criaturas. Eles estão presentes dentro e fora de nós, poder esse chamado de imanência.

A BRUXARIA ensina seus praticantes a compreenderem o Universo, o nosso lugar e papel dentro dele.

A utilização da Magia, entendida como um conjunto de técnicas capazes de manipular energias naturais, é a parte prática que mais distingue a Wicca.
As bases da BRUXARIA encontram-se na invocação e manipulação das forças energéticas presentes no inconsciente coletivo, que devem ser trabalhadas por meio da intuição e emoção.
As energias divinas com as quais trabalhamos são as forças arquetípicas da psiquê humana.
Um Bruxo conhece, canaliza e utiliza corretamente esta energia.

Os fundamentos da BRUXARIA estão em conhecer, penetrar e respeitar a natureza que é a própria manifestação da Deusa.
A proposta da BRUXARIA é harmonizar o homem com o ritmo da natureza e fazer com que ele entenda as forças interiores e exteriores, pois é desta forma que se mantém o equilíbrio e inter-relação com os Deuses.

A BRUXARIA também se propõe a recuperar a complementaridade entre homens e mulheres, pois cultua a Deusa e o Deus, mesmo dando à Deusa um papel de destaque, quer nas suas práticas quer nos seus mitos.

Na atualidade onde dificilmente há lugar para expressão dos valores femininos e onde não existe qualquer figura feminina como caráter sagrado principal, a perspectiva matrifocal da WICCA contribui para sua divulgação tanto junto aos homens como das mulheres.


A WICCA é uma Religião onde não existem livros sagrados, tudo que é ensinado visa um aperfeiçoamento do ser para a sua vivência em grupos de forma harmônica. Algumas leis são criadas a partir de duas outras leis básicas, que são fundamentais para a compreensão das práticas e comportamentos dentro do meio WICCANO , são elas: “Faz o que tu queres, desde que não prejudique ninguém, nem a si mesmo” e “Toda ação gera uma reação, esteja pronto para arcar com as conseqüências dos seus atos, sem jamais culpar ninguém além de si”.
É uma escolha pessoal para aqueles que sentem que a sua percepção do sagrado não só não se enquadra nos esquemas tradicionais, como é algo demasiadamente individual para se sujeitar ao conjunto de regras e crenças que outros determinam.

Assim, o WICCA não era uma força do mal, mas um sábio, a única pessoa na comunidade a quem se podia recorrer quando surgia algum problema religioso, médico, ou outro problema não material. Desde o começo dos tempos, o Xamã, ou sacerdote, era o sábio; e embora o cargo fosse de início atribuído a uma pessoa fisicamente deficiente que não podia caçar nem lutar, acabou por ser exclusivo de uma elite da comunidade e a pertencer aos seus estratos intelectuais mais elevados.


A BRUXARIA ocidental, uma tradição baseada, sobretudo nas crenças das comunidades anglo-saxônias (Ingleses, Germânicos), Greco-romanas e escandinavas, que data de milênios, ergue-se sobre três conceitos básicos:

1) O culto a uma Deusa-Mãe e a um Deus Fertilizador, um princípio feminino e um masculino em total igualdade e que se complementam;
(2) A crença na reencarnação sem a conotação evolutiva, mas apenas no aspecto de continuação do ciclo de vida, morte e renascimento;
(3) O conhecimento e o uso da magia, significando esse termo não as mágicas de palco, mas a manipulação da lei natural de modo a trazer benefícios para o homem, utilizando melhor os recursos naturais, explorando os segredos do universo e descobrindo atalhos e remédios para melhorar a vida.

Os bruxos não acreditam no demônio, porque o demônio veio depois, sendo invenção da igreja política do século XIV, que precisava de um adversário tangível para combater, em vista da continuação da crença no PAGANISMO por quase todos os camponeses. A palavra "diabo" significa "estrangeiro" na língua cigana, mas para tornar esse adversário um anticristo, os chifres do deus grego Pã, o rosto de bode, mais os aspectos fogosos do Belzebu fenício contribuíram para a criação de uma força artificial do mal chamada diabo. Que essa invenção sem sentido tenha sobrevivido setecentos anos de iluminismo é surpreendente. Mas sobreviveu. E essa invenção foi e ainda é a causa da morte, loucura, e sofrimento de milhões de pessoas.


A BRUXARIA não tem nada a ver com a Missa Negra. Está é invenção de pessoas que buscavam emoções proibidas no século XVI, tornando-se particularmente popular na Inglaterra no século XVIII. É simplesmente uma paródia de culto religioso que tenta profanar a religião católica romana invertendo tudo, do crucifixo às orações. Como os bruxos não se importam em nada com a existência de outras religiões, pelo contrário, apóiam e respeitam a diversidade religiosa, não haveria razão ou vontade de querer ridicularizá-los.

Além das assembléias de bruxos e dos praticantes individuais, há muitas formas de PAGANISMO , que vão dos “revivamentos” da antiga religião egípcia às formas de culto neogregas ou neoceltas. O que esses diversos grupos de diferentes origens étnicas têm em comum é sua atitude pagã; alguns são politeístas e adoram uma multidão de divindades; outros são aparentemente monoteístas, embora orientados para um ser supremo feminino. Alguns praticam seus cultos usando roupas comuns, outros usam vestes pretas e brancas, alguns se apresentam nus, e todos têm uma funda e crescente preocupação com a santidade do meio ambiente.

A julgar pela quantidade de correspondência e indagações, há um interesse cada vez maior em tornar-se pagão; os jovens, especialmente, parecem desiludidos com suas igrejas estabelecidas e buscam novas orientações religiosas; não pelo desejo de ter uma experiência excitante, mas por uma desilusão genuína com a religião em que foram educados. Muito poucos pedem para entrar em contato com o coven de bruxos mais próximo, com a finalidade de ajustar contas com alguém, achando que vão aprender a fazer feitiços praticamente da noite para o dia.


Com o crescente interesse nas várias formas de cultos pagãos, as alas fanáticas do movimento fundamentalista também aumentaram sua "vigilância", publicando panfletos e propaganda contra a disseminação do que consideram movimentos diabólicos, citando profusamente a Bíblia, como se a Bíblia fosse de fato ESCRITA diferentemente pela divindade: e, em alguns casos, chegam mesmo a organizar caravanas para fazer propaganda contra esses ditos “cultos satânicos” por todo o país.

Isso cheira a perseguição religiosa: e, em alguns casos, resultou em arruaças devido ao comportamento provocador dos JOVENS fanáticos fundamentalistas, que desafiaram os pagãos não apenas para debater, mas também para disputas físicas. Como os pagãos não estão nem um pouco interessados em fazer proselitismo ou em converter os cristãos ou outras religiões ao seu modo de vida - e de fato opõem-se às conversões, se não provierem de convicções profundas e duradouras -, a necessidade dessa reação violenta por toda parte dos extremistas, entre os fundamentalistas, parece pouco justificada. Ela deriva talvez de um motivo semelhante ao que fez com que os cruzados medievais tentassem libertar a TERRA Santa dos "infiéis", na idéia errada de que a Palestina estava sofrendo sob o jugo do Islã, quando na realidade os cristãos, judeus e maometanos viviam pacificamente juntos.

Hoje, o movimento pagão está numa encruzilhada; não mais secreto, nem clandestino, e perfeitamente protegido pela legislação federal de um estado laico, sua expressão de convicções religiosas, os diversos grupos, COVENS e indivíduos pagãos são livres para praticar seu tipo particular de religião como desejarem. São até livres para fazer proselitismo, se desejarem, o que na verdade não querem. Não estão inteiramente livres do preconceito social, e em algumas comunidades distantes ainda persistem antigas superstições com relação aos bruxos e aos pagãos em geral. Mas, de modo geral, muito pouca gente sofre por ser pagã; e, nos poucos casos em que alguém é prejudicado pode recorrer legalmente.

Quando nada, a sociedade mostra-se mais do que justa com aqueles que têm convicções religiosas estranhas. A imprensa leiga, por outro lado, sempre adepta de clichês batidos, não mudou muito a imagem que tem da Bruxaria, que é a dos contos de fadas. Quando fazem entrevistas com bruxos, geralmente na época do Halloween, essas entrevistas demonstram condescendência ou provocam o ridículo; às vezes chegam à difamação e à calúnia. Não, espanta, portanto, que os praticantes dedicados da BRUXARIA ou outras crenças pagãs não se deixem entrevistar pela imprensa, rádio ou televisão, preferindo praticar seu culto discretamente ou encontrar-se com gente que tem as mesmas convicções. O que sobra para os meios de comunicação é um grupo pequeno, mas escandaloso, de candidatos a bruxos e feiticeiros, ou qualquer que seja a denominação da fantasia que escolhem, e que não representa mais os verdadeiros pagãos do que o fundamentalista fanático representa a religião.

Embora a necessidade de sigilo não seja mais essencial, já surge outro perigo no horizonte do emergente movimento neopagão. Os grupos e indivíduos pagãos, à medida que se libertam da perseguição, adaptam rapidamente os métodos da religião convencional às suas próprias necessidades. Grupos rivais acusam-se dessa ou aquela transgressão da "lei", como se houvesse de fato uma lei ESCRITA no paganismo. Rivalidades entre os bruxos, quanto à atitude mais adequada, acusações respondidas por outras acusações e a ocupação constante com palavras e discussões passou a ser a marca registrada de muitos pagãos hoje em dia. Em muitos grupos pagãos, os iniciados adotam nomes secretos pelos quais se reconhecem mutuamente. Isso se baseia na velha crença de que há poder não só nas letras, mas também nas palavras e em frases inteiras.


Conseqüentemente, mudar do nome leigo para o nome pagão separa o mundo material do mundo ESPIRITUAL . Não há nada em qualquer das crenças pagãs, que seja de alguma forma perigoso para a comunidade ou um convite aberto à rebelião política.

O dogma principal da Arte WICCA é o Conselho Wiccaniano, um código moral simples e benevolente: SEM PREJUDICAR NINGUÉM, REALIZE SUA VONTADE. Ou, em outras palavras, você é livre para fazer o que quiser, contanto que, de forma alguma, prejudique alguém - nem mesmo você. (O Concelho Wiccaniano é extremamente importante e não deve ser esquecido na realização de qualquer ENCANTAMENTO ou RITUAL mágico, especialmente naqueles que podem ser considerados como não-éticos ou de natureza manipuladora).

A Lei Tripla (ou Lei de Três) é uma lei energética de retribuição que se aplica sempre que você faz alguma coisa, seja ela boa ou má. Não que você será "castigado" por um ato mau, porém, quando você envia uma energia, o curso natural dela é voltar a você. Assim, caso envie algo de negativo, essa força fará seu caminho, se fortificando, e retornará até você.

Os seguidores da Religião WICCA são chamados de Wiccanianos, Wiccanos, Wiccans ou Bruxos. A palavra Bruxo (a) aplica-se (ou ao menos deveria ser aplicada APENAS) aos representantes da Arte.

Muitos Wiccans usam um ou mais nomes secretos (também conhecidos como nomes mágicos, ou nomes de iniciação) para significar o renascimento ESPIRITUAL e uma nova vida dentro da Arte.

Os wiccanianos não aceitam o conceito arbitrário do pecado original ou do mal absoluto, e não acreditam em céu ou inferno, ou seja, não são Maniqueístas. Eles crêem que quando morremos, vamos à TERRA de Verão, que simboliza o descanso, as “férias” de quem viveu um longo ciclo de vida, como acreditam na reencarnação, após um tempo de descanso, partem para uma nova vida, mantendo assim o ciclo natural de Vida, Morte e Renascimento.
(bibliografia e fonte de pesquisa citados abaixo)

A Bruxaria Moderna ou Neo-Paganismo


Muita coisa anda sendo dita sobre o paganismo. Porém, muitas dúvidas começaram a surgir e muita confusão vem sendo feita. Mas, afinal, o que é Bruxaria?

Bruxaria é uma Religião positiva, que busca o equilíbrio dos opostos e a harmonia entre o Homem e a Natureza. Para grande surpresa da maioria, não adoramos o diabo - aliás, nem se quer acreditamos nele. O bruxo crê em duas Deidades principais: A Grande Mãe, criadora de todas as coisas, princípio feminino de poder, representada pela Lua; e o Deus Cornífero, o grande Pai, semeador da Vida e senhor da Morte, representado pelo Sol, o princípio masculino. Este Deus, foi difamado pela Igreja Católica, que deu a sua aparência um significado maligno - Os Chifres do Deus não representam o Mal. Por outro lado, representam o Natural e o animal. Na Natureza, os chifres são como "coroas": Os animais fortes e viris são dotado com grandes e belos chifres.

Nossos Deuses são carnais, sexuais, puros e sábios. Eles não negam a sexualidade; ao contrário, a glorificam como Sagrada - pois é graças a ela que tudo de concebe, que tudo se cria. O sexo na Bruxaria é sinal é força e magia, não de pecado e sujeira.

Estes Deuses não vivem num Céu distante, ditando regras inflexíveis a serem cumpridas por nós, "seres inferiores". Eles estão aqui entre nós, junto a nós e (principalmente) dentro de nós. Precisam de nós para manter o Equilíbrio Natural; não somos subordinados a eles, somos realmente seus filhos.


O que é uma bruxa?

São pessoas que vivem com princípios pagãos e adotam o extraordinário como parte integrante de suas vidas. São pessoas que optaram por ter uma vida diferente, que reverenciam a natureza e os elementos e não tem medo de se assumirem como são e nem vergonha de serem como são.

Hoje as pessoas falam muito sobre Bruxaria, mas o real sentido, o verdadeiro significado elas desconhecem. Infelizmente perdeu-se o verdadeiro significado, e é confundida com satanismo e Magia Negra.

A natureza é o templo da Bruxa, e neste templo se pratica o grande culto à Deusa, que é representada pela Lua.

As Bruxas não adoram o diabo e nem praticam o mal, pelo menos as verdadeiras Bruxas!

Ser Bruxa também é ser feminina, afinal quem não gosta de um pouco de sedução? Ser Bruxa é reconciliar o masculino e o feminino. É encontrar a verdadeira essência que está dentro de nós!
(Bibliografia e fonte de pesquisa citados abaixo)

A Caça às Bruxas - 1450 - 1750



... milhares mortos em nome de Deus. Nunca será esquecido... não pode ser esquecido ... nunca mais.


O tempo das fogueiras

Após a Igreja Católica ter sido formada e haver adquirido poder, os costumes dos Pagãos foram vistos como uma ameaça ao sistema religioso recentemente estabelecido e a adoração dos Deuses da religião Antiga, foi banida. Os antigos festivais foram superados pelos novos feriados religiosos da Igreja, e os antigos Deuses da Natureza e da Fertilidade, transformados em terríveis e maléficos demônios e diabos. A igreja patriarcal chegou até a transformar várias Deusas pagãs em diabos masculinos e maus, não somente para corromper deidades da Religião Antiga, como, também para apagar o fato de o aspecto feminino ter sido objeto de adoração. No ano de 1233, o Papa Gregório IX, instituiu o Tribunal Católico Romano, conhecido como Inquisição, numa tentativa de terminar com a heresia. Em 1320, a Igreja (a pedido do Papa João XXIII) declarou oficialmente que a Bruxaria, e a Antiga Religião dos Pagãos constituíam um movimento e uma "ameaça hostil" ao Cristianismo.

Os bruxos tornaram-se heréticos e a perseguição contra todos os Pagãos, espalhou-se como fogo selvagem por toda a Europa. É interessante notar que, antes de uma pessoa ser considerada herética, ela tem, primeiro, que ser cristã, e os Pagãos nunca foram cristãos. Eles sempre foram Pagãos. Os Bruxos (junto com um número incalculável de homens, mulheres e crianças inocentes, que não eram Bruxos), foram perseguidos, brutalmente torturados, por vezes violados sexualmente ou molestados, e, então, executados pelas autoridades sádicas, sedentas de sangue da Igreja, que ensinavam que seu Deus era um Deus de amor e compaixão. A Bruxaria na Inglaterra tornou-se uma ofensa ilegal no ano de 1541, e, em 1604, foi adotada uma Lei que decretou a pena capital para os Bruxos e Pagãos. Quarenta anos mais tarde, as 13 colônias na América do Norte, decretaram também a pena de morte para o "crime de bruxaria".

No final do século XVII, os seguidores que permaneciam leais à Religião Antiga, viviam escondidos, e a Bruxaria tornou-se uma Religião subterrânea secreta após uma estimativa de um milhão de pessoas ter sido levados à morte na Europa e mais de trinta condenados em Salem, Massachusetts, em nome do cristianismo. Embora os infames julgamentos das Bruxas de Salem, em 1692, sejam os mais conhecidos e bem documentados na história dos Estados Unidos da América, o primeiro enforcamento de um Bruxo na Nova Inglaterra realmente aconteceu em Connecticut, em 1647, 45 anos antes que a história contra a Bruxaria se abatesse na Vila de Salem. Ocorreram outras execuções pré-Salem, em Providence, Rhode Island, em 1622. O método mais popular de extermínio dos Bruxos na Nova Inglaterra era a forca. Na Europa, a fogueira. Outros métodos incluíam a prensagem até a morte, o afogamento, a decapitação e o esquartejamento. Durante 260 anos, após a última execução de um Bruxo, os seguidores da Religião Antiga mantiveram suas práticas pagãs ocultas nas sombras do segredo e, somente após as Leis contra a Bruxaria terem sido finalmente revogadas na Inglaterra, foi que os Bruxos e Pagãos, em 1951, oficialmente saíram do quarto das vassouras.


(Bibliografia e fonte de pesquisa citados abaixo)

O que é Neopaganismo?


Um movimento religioso/espiritualista/ecológico que vem crescendo consideravelmente nos últimos anos por todo o mundo, e principalmente nos Estados Unidos. Com certeza você já tem uma idéia fundamentada sobre a palavra. Se vieram à sua cabeça expressões como "não batizado", "satanista", e "anti-Cristo", isto é sinal de que você chegou aqui na hora certa. Esqueça todos esses conceitos da aula de Crisma...a palavra Pagão vem do latim Paganus, que quer dizer "aquele que vive no campo", ou "aquele que vive do campo". Chamamos de povos Pagãos, aqueles que na Antigüidade tinham nos campos e plantações seu sustento, a base de sua vida. A Terra era, portanto, sagrada para eles. Toda a sua cultura e religião girava em torno da Natureza: a época das colheitas, as estações, os Solstícios, etc.

Muitos dos povos Pagãos eram politeístas, atribuindo aos deuses, faces da Natureza com que conviviam. Assim, havia o deus do Sol, a deusa da Lua, o deus da caça, a deusa da fertilidade, etc. Foram Pagãos os povos Gregos, Romanos e Celtas, por exemplo. Uma característica muito marcante da religião Pagã é a existência de deuses e deusas, às vezes com igual poder, e muitas vezes tendo-se a figura feminina como dominante.

Tomemos os povos Celtas por exemplo. Antes de serem influenciados pelo Cristianismo, sua cultura era totalmente matriarcal. As cerimônias religiosas eram conduzidas por sacerdotisas, a medicina era praticada pelas curandeiras, as decisões tomadas pelas Sonhadoras, e o deus não passava do Consorte da Deusa, a Grande Mãe. Como religião, o Paganismo busca, portanto, o equilíbrio, o casamento perfeito entre masculino e feminino, tanto no mundo exterior como dentro de cada indivíduo.



O Neopaganismo busca reviver o modo de vida desses povos. Paganismo porque retoma suas crenças a práticas, e Neo, porque tem que se adaptar ao novo modo de produção Capitalista, e muitas vezes à vida urbana. Milhares de pessoas em todo o mundo passam a olhar para a Lua de uma maneira diferente, e a celebrar as estações mais uma vez. As árvores voltam a ser sagradas, e as fogueiras da Primavera são reacesas. Ser Neopagão é estar na Terra, e tê-la dentro de si mesmo.

Há hoje no mundo um número razoavelmente grande de religiões Neopagãs, sendo uma das maiores a denominada Wicca.


Fontes de pesquisa e Bibliografia

Livros

A Bruxaria Moderna ou Neo-Paganismo - Por Juliana Maisonnette
"Wicca, a feitiçaria moderna" de Gerína Dunwich
Frazão, Márcia, Revelações de uma Bruxa, Betrand Brasil
Dunwich, Gerina, Wicca: A Tradição Renovada, Bertrand Brasil
Beth, Rae, A Bruxa Solitária, Betrand Brasil
Starhawk, A Dança Cósmica das Feiticeiras, Record
Aromaterapia – Guia Prático – Sheila Lavery, Editora Avatar
O Livro da Aromaterapia – Jeanne Rose
"Cunningham's Encyclopedia of Crystal, Gem and Metal Magic" (Llewellyn, 1988)
"Guia Essencial da Bruxa Solitária", de Scott Cunningham.
Origens de Extraordinário de Todos os dias Coisas, Jerry Wilson, Charles Panati, 1987; e Dr. Joseph Gahagan, Universidade de Wisconsin-Milwaukee, carta Pessoal, 1997
Site:www.oldreligion. com.br

sábado, 19 de dezembro de 2009

PITTY - ME ADORA


Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
"Só não desonre o meu nome"

Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome

Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A mulher e a Lua


A palavra “menstruação” vem do latim mens e significa “lua” e “mês”. A primeira forma de medir o tempo foi pelo ciclo menstrual das mulheres. A sincronia entre o ciclo lunar e o menstrual refletia o vínculo entre as mulheres, a Lua e as deusas da fertilidade. O poder da mulher vem de seu sangue, e por isso ela não deve desprezá-lo, mas considerá-lo sagrado. O sangue menstrual liga a mulher ao poder da Criação.

Com o advento das sociedades patriarcais, o sangue menstrual passou a ser visto como sujo e maligno, o que não deixa de ser irônico, visto que o sangue menstrual é o maior indicativo da fertilidade de uma mulher.

A escritora Mirella Faür diz: “Enquanto que nas sociedades matrifocais as sacerdotisas ofereciam seu sangue menstrual à Deusa e faziam suas profecias durante os estados de extrema sensibilidade psíquica da fase menstrual, a Inquisição atribuía a esse poder oracular a prova da ligação da mulher com o Diabo, punindo e perseguindo as mulheres ‘videntes’. E assim originaram-se os tabus, as proibições, as crendices e as superstições referentes ao sangue menstrual”.



E continua: “Infelizmente, milênios de supremacia e domínio patriarcal despojaram as mulheres de seu poder inato e negaram-lhe até mesmo seu valor como criadoras e nutridoras da própria vida. reduzidas a meras reprodutoras, fornecedoras de prazer ou de mão-de-obra barata, as mulheres foram consideradas incompetentes, incapazes, desprovidas de qualquer valor e até mesmo de uma alma!”.

“Em vez dos antigos rituais de renovação e purificação (…), a mulher moderna deveria disfarçar, esforçando-se para continuar com suas atribuições cotidianas, perdendo o contato e sintonia com seu corpo e com a energia da Lua. O resultado é a tensão pré-menstrual, as cólicas, o ciclo desordenado, o desconhecimento dos ritos de passagem e dos mistérios da mulher”.

É complicado para as mulheres que moram em grande cidades se adaptar a esse ritmo. Nos afastamos tanto da Natureza que acabamos até mesmo ficando confusas com relação ao nosso corpo. Não deveríamos temer o natural, mas o que nos é imposto artificialmente.

Preocupamo-nos demais com consumismos e modismos e nos esquecemos de nosso poder como mulheres. Devemos retomar os antigos conhecimentos, estudar os antigos mitos lunares e reconhecer o poder mágico de nosso ventre. Desta forma, podemos nos reconectar à essência primordial de nossas vidas naturais.






(Fonte:bruxaria. net)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A Deusa e a Lua



A Deusa está intimamente relacionada à Lua por uma série de motivos. A relação mais clara é a de que a Lua cresce e declina, refletindo as alterações no corpo das mulheres quando estão grávidas. A Deusa rege o crescimento e o próprio tempo.

A Lua é o símbolo do princípio feminino, representando potencialidades, estados de espírito, valores do inconsciente, humores e emoções, receptividade e fertilidade, mutação e transmutação. As fases da Lua caracterizam aspectos da natureza feminina e representam os estágios e as transformações na vida da mulher.



As Deusas lunares são conhecidas por traços ligados às quatro fases da Lua: nova, crescente, cheia e minguante, sendo que as deusas têm as seguintes faces: Donzela, Mãe e Anciã, além da face “negra” que se manifesta em todas elas, sendo a sua sombra.

Indo mais além, podemos traçar um paralelo associando a tríade da Lua com um pentagrama onde temos nascimento, iniciação, amor, paz e morte. Isso porque a Deusa manifesta-se em todo o ciclo da vida. Esses cinco estágios estão inseridos em nossas vidas, mas também podem ser percebidos em cada novo empreendimento nosso. Parte do treinamento de cada bruxa implica períodos de meditação sobre a Deusa em cada um de seus aspectos.

A Donzela se relaciona à lua nova e crescente, aos novos inícios. A Mãe é representada pela lua cheia, abundante. A Anciã é representada pela lua minguante e negra, senhora das sombras.



A Grande Deusa Lunar está associada aos nascimentos virginais, ligada à vida e à morte e é a geradora de visões. A virgindade, antigamente, significava “não-casada”, e não como é conhecido hoje. Dizer que uma virgem deu à luz um filho não significava que ela nunca teve relações sexuais, mas que não era casada.

Em diversos mitos, a Deusa Lunar geralmente controla um filho que cresce e se torna seu amante. Ele então morre, para renascer de novo como seu filho. Isso reflete os mistérios lunares nos quais os eventos cronológicos não têm importância, pois a Deusa Lunar controla o seu próprio tempo.

A Deusa da Lua é associada aos fluidos de todos os tipos, invariavelmente, pela própria influência da Lua sobre a Terra.





(Fonte:bruxaria. net)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Fases da Lua


A Lua representa o sagrado feminino. Ela influencia agricultura da Terra, as colheitas e os nossos próprios sentimentos e emoções. Da mesma forma, manifestações femininas como a menstruação, a fertilidade e a gestação também estão relacionadas à Lua. Conhecer as fases da Lua e se guiar por elas é papel de qualquer bruxa, pois desta forma saberemos qual é o melhor momento para agir e realizar um ritual no momento correto.

Lua Nova e Crescente


A Lua Nova e Crescente são tempos de início, semeadura e despertar. A Lua emerge, saindo da escuridão, e nasce novamente. A maré muda; tudo é transformado. Não por acaso o nome da Lua é Nova, e em seguida Crescente.

A Lua Nova é adequada para planejarmos novas ações, ter novas idéias e pensar em como podemos realizá-las. A Lua Crescente é o momento de plantar essas novas idéias; colocar seu plano em ação. Todo e qualquer tipo de início é adequado na Lua Crescente.

É a fase ideal para fazermos crescer certos aspectos de nossa vida, ou para começarmos algo que queiramos ser duradouro. Amor, sucesso, saúde, fama e fortuna estão relacionadas a esta fase da Lua. É hora de enfrentar os obstáculos e fazermos mudanças necessárias em nossas vidas.

Lua Cheia



A Lua Cheia está ligada à imagem maternal da Deusa, à mulher em toda a sua plenitude, ao potencial pleno da força vital. Ela corresponde ao crescimento e amadurecimento de todas as coisas, ao ponto culminante de todos os ciclos, à semente germinada e à plenitude do caldeirão.

A Lua Cheia está intimamente relacionada à face da Deusa como a Mãe. Nesse momento, a Lua atinge seu ponto máximo de poder; seu auge. Da mesma forma, sentimentos e emoções estão transbordando. É especialmente utilizada em função da realização profissional, amorosa, alegria, saúde, sucesso, prosperidade.

A face da Deusa relacionada à Lua Cheia é a Mãe, que foi o mais acessível para que a humanidade o reconhecesse, invocasse e se identificasse. existem diversas tradições pagãs no mundo e todas elas possuem muitos aspectos de deusas como Mães, reverenciadas durante milênios por muitos povos que encontraram nelas amor, apoio, proteção, segurança.

Lua Minguante




Lua Minguante representa o declínio, a morte que antecede nova vida. A Lua está ficando cada vez mais escura, até ficar totalmente e então renascer novamente. É tempo de silêncio e quietude; de avaliarmos tudo o que fizemos e pensar no que poderíamos ter feito diferente.

A Lua Minguante representa a Deusa como uma sábia Anciã. É um período propício para o recolhimento e aintrospecção. Fase ideal para atuarmos banindo energias, finalizando tarefas, exterminar, enfraquecer, diminuir algo. É uma boa fase para trabalharmos rituais para neutralizar pessoas negativas ou que estejam nos prejudicando, afastar doenças, quebrar feitiços, finalizar relacionamentos, entre outros assuntos.


Lua Nova / Lua Negra



A Lua Nova é justamente isso: o novo. No entanto, três dias antes do primeiro dia de Lua Nova vem o que chamamos de Lua Negra, o período em que simplesmente não há nenhuma Lua no céu; não dá para ver nada dela. É um momento que requer cautela, pois da mesma forma que a Lua está na sombra, nós também podemos ficar. Essa fase é especificamente boa para o trabalho com os nossos defeitos e a contemplação interior.






(Fonte:bruxaria. net)