quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Tattoos...

Depois da Triluna...


Do Pentagrama...


E da minha bruxinha...


Vai essa homenagem pra você pai...te amo eternamente!







(Tattoos da bruxa e "daddy" by Cris Maia - Studio 900 http://www.studio900.com.br)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ainda que...



"...ainda que doa deixar pessoas 'morrerem', se agarrar a elas é viver mal assombrado."







(Infelizmente desconheço o autor)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Within Temptation - All I Need


I'm dying to catch my breath
Oh why don't I ever learn?
I've lost all my trust,
though I've surely tried to turn it around

Can you still see the heart of me?
All my agony fades away
when you hold me in your embrace

Don't tear me down for all I need
Make my heart a better place
Give me something I can believe
Don't tear me down
You've opened the door now, don't let it close

I'm here on the edge again
I wish I could let it go
I know that I'm only one step away
from turning it around

Can you still see the heart of me?
All my agony fades away
when you hold me in your embrace

Don't tear me down for all I need
Make my heart a better place
Give me something I can believe

Don't tear it down, what's left of me
Make my heart a better place

I tried many times but nothing was real
Make it fade away, don't break me down
I want to believe that this is for real
Save me from my fear
Don't tear me down

Don't tear me down for all I need
Make my heart a better place
Don't tear me down for all I need
Make my heart a better place

Give me something I can believe
Don't tear it down, what's left of me
Make my heart a better place
Make my heart a better place

****************************
[Tudo de que preciso]

Estou tentando recuperar minha respiração
Oh, porque eu nunca aprendo?
Eu perdi toda minha confiança
Embora eu realmente tenha tentado mudar a situação

Você ainda pode ver meu coração?
Toda minha agonia se vai
Quando você me aperta em seu abraço

Não me deixe mal por tudo que eu preciso
Faça do meu coração um lugar melhor
Dê-me algo em que eu possa acreditar
Não me deixe mal
Você abriu a porta, não deixe-a fechar

Estou aqui no limite de novo
Eu queria conseguir deixá-lo ir
Sei que estou só a um passo
De mudar tudo isso

Você ainda pode ver meu coração?
Toda minha agonia se vai
Quando você me aperta em seu abraço

Não me deixe mal por tudo que eu preciso
Faça do meu coração um lugar melhor
Dê-me algo em que eu possa acreditar

Não deixe tudo mal, o que sobrou de mim
Faça do meu coração um lugar melhor

Tentei muitas vezes, mas nenhuma foi real
Faça desaparecer, não me quebre em pedaços
Quero acreditar que dessa vez é de verdade
Salve-me do meu medo,
Não me deixe mal

Não me deixe mal por tudo que eu preciso
Faça do meu coração um lugar melhor
Não me deixe mal por tudo que eu preciso
Faça do meu coração um lugar melhor

Dê-me algo em que eu possa acreditar
Não acabe com tudo, o que sobrou de mim
Faça do meu coração um lugar melhor
Faça do meu coração um lugar melhor

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Within Temptation - Angels


Anjo cintilante, eu acreditei
Que tu eras o meu salvador quando eu mais precisava
Cegada pela fé, eu não consegui ouvir
Todos os sussurros, os avisos tão claros
Eu vejo os anjos
Eu os guiarei até sua porta
Agora não há como fugir
Piedade nunca mais
Sem remorso porque eu ainda me lembro
Do sorriso quando tu me rasgastes em pedaços

Tu levastes o meu coração
enganai me desde o começo
mostraste-me os sonhos
E eu desejei que eles se tornassem realidade
Quebras-te a promessa e fizeste-me perceber
Que tudo era mentira

Anjo cintilante, eu não consegui ver
Suas intenções sombrias, seus sentimentos por mim
Anjo caído, conte-me o porque?
Qual a razão da aflição nos seus olhos?
Eu vejo os anjos
Eu os guiarei até sua porta
Agora não há como fugir
Piedade nunca mais
Sem remorso porque eu ainda me lembro
Do sorriso quando tu rasgaste-me em pedaços

Tu levaste meu coração
Enganaste-me desde o começo
mostraste-me os sonhos
E eu desejei que eles se tornassem realidade
quebraste a promessa e fizeste-me perceber
Que tudo era mentira
Poderia ter sido para sempre
Agora nós chegamos ao fim

Esse mundo pode te ter abandonado
Isso não justifica o porque
poderias ter escolhido um outro caminho na tua vida.


O sorriso quando me rasgaste em pedaços.

Tu levaste meu coração
Enganaste-me desde o começo
mostraste-me os sonhos
E eu desejei que eles se tornassem realidade
quebraste a promessa e fizeste-me perceber
Que tudo era mentira
Poderia ter sido para sempre
Agora nós chegamos ao fim

*****************************************

Sparkling angel I believed
you were my saviour in my time of need.
Blinded by faith I couldn't hear
all the whispers, the warnings so clear.
I see the angels,
I'll lead them to your door.
There's no escape now,
no mercy no more.
No remorse cause I still remember
the smile when you tore me apart.

CHORUS:
You took my heart,
deceived me right from the start.
You showed me dreams,
I wished they would turn into real.
You broke your promise and made me realize...
It was all just a lie!

Sparkling angel, I couldn't see
your dark intentions, your feelings for me.
Fallen angel, tell me why?
What is the reason, the thorn in your eye?
I see the angels,
I'll lead them to your door
There's no escape now
no mercy no more.
No remorse cause I still remember
the smile when you tore me apart

CHORUS:
You took my heart,
deceived me right from the start.
You showed me dreams,
I wished they would turn into real.
You broke your promise and made me realize...
It was all just a lie!
Could have been forever,
Now we have reached the end!!

This world may have failed you,
it doesn't give you reason why.
You could have chosen a different path in life.

The smile when you tore me apart

CHORUS:
You took my heart,
deceived me right from the start.
You showed me dreams,
I wished they would turn into real.
You broke your promise and made me realize...
It was all just a lie!
Could have been forever,
Now we have reached the end!!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Livro da vida...


Livro da Vida

As páginas da vida, são cheias de surpresas…

Há capítulos de alegrias, mas também de tristezas,

Há mistérios e fantasias, sofrimentos e decepções …

Por isso, não rasgue páginas,

Não salte capítulos,

Não te apresses em descobrir os mistérios,

Não perca as esperanças,

Pois muitos são os finais felizes…

E nunca te esqueças do principal:

No livro da vida, o Autor és Tu…



(Infelizmente desconheço o autor)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

HERNE, FELIZ ANIVERSÁRIO!!! HOMENAGEM AO MEU AMIGO E MESTRE!


Já se foram 3 rodas desde que te conheci. E nesse tempo, quem conhece a Yvanna, sabe que a palavra Herne está presente em pelo ou menos 1 conversa ao dia, ehehehehe, pois todos sabem do carinho e admiração enorme que sinto por ti.

Na verdade só de ler ou ouvir seu nome, meu amigo querido, uma mistura de emoções vem à mente e a mais forte delas é a segurança de ter você presente em minha vida. É o melhor perfil de uma amizade completa e sincera.

Herne...o amigo
Herne...o mestre
Herne...o orientador
Herne...o irmão
assim...Herne...e pronto

Pra mim, sinônimo de guia, de luz, de paz...

Dizem que os amigos a gente escolhe, seleciona, mas eu fui premiada, você foi um presente que ganhei, o mais valioso até hoje, por tudo que você trouxe junto contigo, teus ensinamentos e experiências.

Em caminhos que quase me perdi...você me resgatou
Nas alegrias... você está lá comemorando comigo
Nas dúvidas... você simplifica tudo
Nas tristezas...seu ombro amigo
E até nas "broncas" e "puxadas de orelha"...a sabedoria
Mesmo na distância física...está presente
Sem eu ver...você está lá
Sabe tudo sempre que acontece ao meu redor, sonda, cuida, alivia...
Guardião...o melhor deles
Amigo, te agradeço por tudo e também na certeza de que sempre estaremos juntos, digo que te amo e muito!!!


Yv.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

E...mais Drummond...


"Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante."


(Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Alguns equívocos sobra a Bruxaria


Tentando resolver pelo menos em parte essa situação, escrevemos este texto desmistificando o que acreditamos ser os equívocos mais comuns relacionados à Bruxaria.


Bruxas e bruxos não são anti-cristãos

Nem querem acabar com o Cristianismo. Bruxos(as), acima de tudo, respeitam as demais religiões, assim como exigem o mesmo respeito pela religiosidade deles. É claro que há muitas mágoas guardadas por tudo o que foi feito na história da humanidade, mas não nos prendemos a isso, e sim a atos do presente. Queremos simplesmente viver e praticar a nossa religião. As bruxas e bruxos têm crenças que remontam aos primórdios da humanidade, muito anteriores ao Cristianismo. O Cristianismo tentou suprimir tais sistemas, mas nós não queremos fazer o mesmo (e jamais quereremos).



Bruxas e bruxos não cultuam o diabo

Buscamos reviver as crenças de um período que remonta aos primórdios da humanidade, um período muito anterior ao Cristianismo. O diabo foi uma criação do Cristianismo e não tem absolutamente nada a ver com as crenças pagãs. Obviamente atribuir as práticas das bruxas e bruxos ao diabo era conveniente, visto que as religiões cristãs recriminam qualquer ato não-cristão como um ato “do diabo”. Há cultos ao diabo por todas as partes do mundo, mas estes nada têm a ver com a Bruxaria, tratando-se apenas de pessoas que praticam uma inversão do Cristianismo. Cada um tem as suas crenças, mas felizmente esta não é a nossa. Celebramos os deuses antigos na Natureza.


Os deuses antigos não são demônios

Alguns cristãos fundamentalistas afirmam que qualquer pessoa que não pratique a forma de Cristianismo deles é satanista por definição, e incluem sob essa denominação judeus, muçulmanos, kardecistas, budistas, hinduístas, entre muitos outros. As bruxas e bruxos celebram a Natureza, só isso.


Bruxas(os) não assassinam pessoas

Diversos atos maléficos de pessoas perturbadas são atribuídos à Bruxaria. Diversas vezes,vemos no noticiário coisas como “Ritual de Bruxaria leva à morte três pessoas” ou “Bruxa em Pernambuco afirma comer carne humana”. Isso é ridículo. Essas pessoas não são, nem de perto, praticantes da Bruxaria. São doentes mentais, criminosas, e devem ser presas.


Não existem “ex-bruxas”

Cansamos de ver em programas televisivos evangélicos pessoas que se intitulam “ex-bruxas”.Em tais programas, essas pessoas contam ao pastor-apresentador como faziam “trabalhos” para acabar com a vida das pessoas. Isso não existe. O que essas pessoas faziam (isto é, se chegaram a fazer realmente alguma coisa) não tem absolutamente nada a ver com Bruxaria. A regra de ouro das(os) bruxas(os) é: “Sem prejudicar ninguém, faça o que quiser”, pois sabemos que tudo o que fizermos voltará para a gente – é a lei do eterno retorno, que é vista em tudo na Natureza. As(os) bruxas(os) sabem que, se fizerem o mal, tudo voltará para elas de forma muito maior, assim como se fizerem o bem. Por isso, é claro que ninguém vai desejar o mal de ninguém, nem querer prejudicar ninguém. Pessoas com má índole existem em todos lugares, independente de sua religião. E, se uma pessoa é assim, isso significa que
ela é uma pobre coitada que um dia pagará por seu atos, e não uma pessoa que pode ser considerada bruxa.



Bruxas(os) não praticam “magia negra”

Tais termos são errôneos e causam muita confusão.


Bruxas(os) não são proselitistas

Você jamais encontrará uma bruxa ou um bruxo distribuindo folhetos sobre Bruxaria nas esquinas da sua cidade, simplesmente porque acreditamos que a religiosidade de cada pessoa é absolutamente pessoal e só ela pode saber o que é bom para ela. A Bruxaria é uma opção pessoal, como qualquer outra religião, e os interessados devem correr atrás do aprendizado, se assim desejarem de coração.


A Bruxaria não é um ato de rebeldia

Pelo menos àqueles que a praticam de modo sério. Há certamente muitos jovens (e até adultos, por que não?) que buscam um meio de escape para fugir da sociedade opressora que os cerca, e dizem-se bruxos ou buscam a Bruxaria apenas para colocarem-se contrários ao sistema. Infelizmente, esta é uma realidade, mas uma realidade que tentamos mudar através de sites como este. A Bruxaria não é um sistema de auto-ajuda e seus praticantes são pessoas sérias e idôneas, e não um bando de malucos.



Bruxas(os) não usam drogas em seus rituais

Muito pelo contrário: querendo estar cada vez mais próximas à Natureza, a maioria das(os) bruxas(os) busca uma alimentação e hábitos saudáveis, o que descarta imediatamente o uso de drogas. Além disso, realizar um ritual torna-se praticamente impossível sem a pessoa estar consciente de seus atos. Drogas: estamos fora!

Bruxas(os) não praticam orgias

Também não somos pedófilos, comedores de carne humana e outros absurdos que são ditos por aí. As(os) bruxas(os) celebram a fertilidade da Natureza e consideramos o ato de fazer amor um ato totalmente sagrado. Algumas bruxas e alguns bruxos gostam de realizar seus ritos nus porque acreditam que, desta forma, sua energia flui melhor. Porém, trata-se de uma escolha pessoal e não há abusos ou sequer malícia. Viemos nus ao mundo e o pecado foi colocado na mentalidade humana com o decorrer dos tempos. As bruxas trabalharem nuas em seus rituais não significa que elas sejam “pecadoras” ou que estejam praticando sexo; só estão nuas.


Não usamos “símbolos satânicos”

O pentagrama (estrela de cinco pontas), ao contrário do que dizem, não é um símbolo
satanista. Ele é um símbolo muito antigo usado até por Pitágoras; seus seguidores o usavam para simbolizar o seu respeito pela beleza matemática do universo. Em muitos lugares e épocas, ele foi utilizado como um símbolo geométrico sagrado. O fato de satanistas usarem o pentagrama não significa que eles são bruxos (da mesma forma como usam o crucifixo e não são cristãos).


A palavra "Satã"

A palavra satã é uma adaptação do termo hebraico sathan, que significa “o inimigo”, “o adversário”. Este termo foi empregado durante a Idade Média pela Igreja para denominar seus inimigos, entre os quais pagãos e judeus, além de outros como os árabes.

O termo “acusador” existia no Império Persa, cuja função era a de percorrer secretamente o reino e fiscalizar tudo o que estava sendo feito de mal no sentido de apresentar denúncias diante do Imperador, que mandava chamar os funcionários faltosos e os castigava.

Com a evolução da doutrina religiosa judaica, Satã acabou se convertendo, de um acusador dos pecados dos homens, num deus secundário, oposto a Javé.

Na época das Inquisições e através destas, o termo foi utilizado para denominar o mal absoluto dos cristãos, também chamado de diabo. Assim, percebemos que a utilização para este fim é recente.




(Escrito por: Luazul, março de 2009 e setembro de 2010 para o site Bruxaria.Net).

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O Mito da Deusa


Bruxas não tem livros de Teologia... Com todos os milhares de livros escritos sobre a cristandade, ainda acho difícil definir as crenças cristãs... Por outro lado, é fácil fornecer a idéia central ou mito, que em minha opinião pode-se definir como uma história que afeta as ações das pessoas. Estritamente falando, nesse sentido o mito da cristandade está na crucificaxão e na ressurreição, e poucos cristãos discordam disso. O mito da bruxaria parece ser a história da deusa aqui citada:

Ela nunca amou, mas ela resolve todos os mistérios, mesmo o mistério da Morte, e assim ela viajou às terras baixas. Os guardiões dos portais a desafiaram: “Despe teus trajes, tira tuas jóias, pois nada disso podes trazer contigo em nossa terra.” Assim, ela pôs de lado seus trajes e suas jóias e foi amarrada como o eram todos os que entravam nos reinos da Morte, a poderosa.



Tal era a sua beleza que a própria Morte se ajoelhou e beijou seus pés, dizendo: “Abençoados sejam esses pés que te trouxeram por estes caminhos. Permanece comigo, mas deixa-me pôr minha mão fria sobre teu coração”. E ela respondeu: “Eu não te amo. Por que fazes com que todas as coisas que eu amo e que me alegram se apaguem e morram?” “Dama”, respondeu a Morte, “isto é a idade e o destino, contra os quais não sou de nenhuma ajuda. A idade faz com que todas as coisas feneçam; mas, quando o homem morre ao fim de seu tempo, eu lhe dou descanso e paz e força para que ele possa retornar. Mas tu és adorável. Não retornes; permanece comigo.” Mas ela respondeu: “Eu não te amo”. Então a Morte disse: “Como não recebes minha mão em teu coração, receberás o açoite da Morte”. “Esse é o destino, que seja cumprido”, disse ela, ajoelhando-se. A Morte açoitou-a e ela gritou: “Conheço os sofrimentos do amor”. E a Morte disse: “Abençoada sejas” e lhe deu o beijo quíntuplo, dizendo: “Que possas atingir a felicidade e conhecimento”.

E ela lhe contou todos os mistérios e eles se amaram e se tornaram um; e ela lhe ensinou todas as magias. Por isso, há três grandes eventos na vida do homem – amor, morte e ressurreição no novo corpo – e a magia os controla a todos. Para realizar o amor, você deve retornar na mesma época e lugar que os entes amados e deve lembrar-se e amá-lo ou amá-la novamente. Mas, para renascer, você deve morrer e ficar pronto para um novo corpo; para morrer, você deve ter nascido; sem amor você não pode nascer e eis toda a magia.


(Gerald Gardner no livro: A Bruxaria Hoje)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ostara - Equinócio de Primavera


(21 de Março) H. Norte / (21 de Setembro) H. Sul

Pela primeira vez no ano, o dia e a noite se fazem iguais. É portanto, uma data de equilíbrio e reflexão. Os dias escuros se vão, e a TERRA está pronta para ser plantada. É quando o Deus e a Deusa se apaixonam, e deixam de ser mãe e filho.

Nessa data, a semente da vida é semeada no ventre da Deusa, A Donzela revigorada e cheia de alegria. O Deus é devidamente armado para sair em sua viagem no mundo das trevas e reconquistá-lo, para que posteriormente a luz volte a reinar.


Ostara é o Festival em homenagem à Deusa Oster, senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. Os membros do Coven usam grinaldas, e o Altar deve ser enfeitados com flores da época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no Altar. Eles simbolizam a fecundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Nesse caso, não utilize tintas tóxicas, pois podem provocar problemas se ingeridas.

Use anilinas para bolo, ou cozinhe os ovos com cascas de cebola na água, o que dará uma bela cor dourada. Antes de comê-los, os membros do Coven devem girar de mãos dadas em volta do Altar para energizar os pedidos. Os ovos devem ser decorados com símbolos mágicos, ou de acordo com a sua criatividade.

Os pedidos devem ser voltados à "fertilidade" em todas as áreas.


Comemorando Ostara

Festeje a vinda da Primavera celebrando o Amor dos Deuses.

Material necessário:
..Caldeirão com água, flores do campo, nove velas amarelas, uma taça com água, um Ovo de Ostara.

.Procedimentos:
..Coloque o Caldeirão com a água no meio de Altar. Crircunde-o com as noves velas amarelas. Trace o Circulo Mágico e então diga:
..Abençoada seja a Primavera que chegou. Agora as flores mostram toda a sua vida através das cores.
..A estação da Esperanca e da Alegria chegou. Que a Deusa e o Deus abencoem a Terra com equilibrio e renovação.
..Acenda as velas ao redor do Caldeirão dizendo:
..Eu acendo estas velas em homenagem a Rainha da Primavera para que a Luz do Sol possa trazer Alegria e Vida.
..Coloque algumas flores dentro do seu Caldeirão com agua e lave as suas mãos mentalizando os seus desejos e fazendo seus pedidos. Depois pegue o Ovo de Ostara e refaça seus pedidos. Diga:
..Abençoada seja ti, Deusa fertilizadora, que abençoa a Terra com a Tua bondade através de Tua união com o Deus fertilizador. Que este Ovo represente a semente do meu desejo.
..Eleve a Taça e diga:
..Abençoada seja a Primavera que regressou. Qua a Roda da Vida sempre gire. Que assim seja e que assim se faça !
..Beba um gole da água e faça uma libação a Deusa e ao Deus. Cante e dance em homenagem aos Deuses. Destrace o Circulo Mágico.






(Fontes: waikonazos.br.tripod.com e site old religion)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Desconstruindo Amélia - Pitty


Já é tarde, tudo está certo
Cada coisa posta em seu lugar
Filho dorme, ela arruma o uniforme
Tudo pronto pra quando despertar

O ensejo a fez tão prendada
Ela foi educada pra cuidar e servir
De costume esquecia-se dela
Sempre a última a sair

Disfarça e segue em frente
Todo dia, até cansar
E eis que de repente ela resolve então mudar
Vira a mesa,
Assume o jogo
Faz questão de se cuidar
Nem serva, nem objeto
já não quer ser o outro
hoje ela é um também

A despeito de tanto mestrado
Ganha menos que o namorado
E não entende o porquê
Tem talento de equilibrista
ela é muitas, se você quer saber

Hoje aos trinta é melhor que aos dezoito
Nem Balzac poderia prever
Depois do lar, do trabalho e dos filhos
Ainda vai pra night ferver

Disfarça e segue em frente
Todo dia, até cansar
E eis que de repente ela resolve então mudar
Vira a mesa,
Assume o jogo
Faz questão de se cuidar
Nem serva, nem objeto
já não quer ser o outro
hoje ela é um também

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Gerald Gardner


Gerald Brosseau Gardner (13 de junho de 1884 - 12 de fevereiro de 1964) foi um funcionário público britânico, antropólogo amador, escritor, ocultista e Bruxo Tradicionalista que publicou alguns dos textos de referência sobre a Wicca, a Religião da Bruxaria Pagã, da qual foi grande divulgador.


Vida

Gardner nasceu em The Glen, The Serpentine, Blundellands, perto de Liverpool, Inglaterra, numa família de classe média sendo um dos quatro irmãos e viveu com dois deles, Bob e Douglas. O negócio de família era Joseph Gardner & Sons, o importador de madeira mais antigo e importante do Império Britânico, e, tinham origem escocesa.

Os Gardners tinham ao seu serviço uma enfermeira irlandesa chamada Josephine "Com" McCombie que estava encarregada de cuidar o jovem Gardner. G. Gardner sofria de asma desde cedo, e, a sua enfermeira ofereceu-se para levá-lo para climas mais temperados às custas do seu pai. Iniciou as suas viagens começando pelas Ilhas Canárias, e foram para Accra seguindo para a Ilha da Madeira.

Em 1905, Gardner voltou para Inglaterra para uma visita durante a qual passou algum tempo com uns familiares, os Surgensons, que começou a ter contacto com o oculto. Descobriu através de um rumor na família que o seu avô, Joseph, praticava bruxaria, e que, em 1610, um outro antepassado escocês, Grissell Gardner, foi queimado por prática de bruxaria, em Newburgh.



Gerald ficou no Ceilão até 1908 quando decidiu mudar-se, primeiro para Singapura e depois para o Borneo.

Em 1908 tornou-se num plantador de borracha, primeiro em Borneo e depois na Malásia. Em Borneo tornou-se amigo de muitas tribos locais tornando-se um antropólogo amador e fascinado pelas suas armas como também pelas suas crenças no politeísmo e espiritualidade.

Em 1923 tomou algumas posições de serviço civil como inspector na Malásia. Em 1936, com 52 anos, regressou à Inglaterra. Publicou o texto autoritário Keris and other Malay Weapons (1936), baseado na pesquisa sobre armas no sul Asiático e práticas de magia.

No regresso a Inglaterra adotou o naturismo, e aprofundou o interesse pelo oculto. Aqueles que o conheciam no movimento pagão moderno, como Doreen Valiente, dizem que era um forte adepto da terapia através do sol.


Gardner publicou entretanto dois trabalhos de ficção: A Goddess Arrives (1939) e High Magic's Aid (1949). Estes trabalhos foram seguidos de trabalhos já de investigação e portanto fatuais: Witchcraft Today (1954) and The Meaning of Witchcraft (1959).

Gardner foi casado com uma mulher de nome Donna durante 33 anos, mas ela nunca fez parte das atividades neo-pagãs do marido.

Em 1964, depois de sofrer de um ataque cardíaco, Gardner morreu a bordo de um navio que regressava de Lebanon. Foi enterrado na Tunísia.


Wicca

Gardner afirmava ter sido iniciado em 1939 numa tradição de bruxaria religiosa que ele acreditava ser uma continuação do Paganismo Europeu. Doreen Valiente mais tarde identificou aquela que iniciou Gardner como sendo Dorothy Clutterbuck no livro A Witches' Bible, escrito por Janet e Stewart Farrar em 2002. Esta identificação foi baseada em referências que Valiente se lembrava de Gardner fazer a uma mulher a quem ele chamava de "Old Dorothy". Ronald Hutton diz, no entanto, no livro Triumph of the Moon, que a Tradição Gardneriana era largamente inspirada em membros da Rosicrucian Order Crotona Fellowship e especialmente por uma mulher conhecida pelo nome mágico de "Dafo". O Dr. Leo Ruickbie, no livro Witchcraft Out of the Shadows (2004), analisou as evidências documentais e concluiu que Aleister Crowley teve um papel crucial ao inspirar Gardner a criar uma nova religião pagã.

Ruickbie, Hutton e outros também discutem a hipótese de muito do que foi publicado sobre a Gardnerian Wicca, como a prática de Gardner se tornou conhecida, ter sido escrito por Doreen Valiente e Aleister Crowley.

O que se sabe é que ele fez a Bruxaria Wicca (principal caminho Neo-Pagão da atualidade) ser reconhecida como uma legítima Religião , e tendo feito apenas algumas atualizações e adaptações na "Antiga Religião" ao mundo moderno para isto.




Margaret Murray


O renascimento da Wicca pode ser encontrado no início do século XX nos trabalhos da antropóloga inglesa Margareth Murray, suas pesquisas sobre “as origens e a história da feitiçaria” começaram com a idéia comum de que “todas as feiticeiras eram velhas sofrendo de alucinações por causa do diabo”. Mas Murray...logo desvendou o diabo e descobriu em seu lugar um Deus com chifres de um culto à fertilidade, um Deus pagão que na época da inquisição foi considerado herético, transformado em uma incorporação do diabo. Murray estava convencida depois dos seus estudos profundos sobre esses registros de que esse Deus possuía um equivalente feminino, tratava-se de uma divindade, a caçadora medieval das épocas clássicas que os gregos chamavam de Ártemis e os romanos de Diana. Murray então...concluiu que as feiticeiras condenadas tinham Diana como uma líder espiritual e por isso a reverenciavam.



Segundo Margaret Murray, os vestígios dessa fé poderiam ser rastreados no passado a até cerca de 25 mil anos, época em que viveu uma raça aborígine composta de anões, cuja existência permaneceu registrada pelos conquistadores que invadiram aquelas terras apenas nas lendas sobre elfos e fadas. De acordo com ela, seria uma “religião alegre”, repleta de festejos, danças e principalmente abandono sexual, o que mais tarde seria incompreensível para os sombrios inquisidores, cujo único propósito foi destruí-la até as mais tenras raízes.

Finalmente em 1921, Murray publicou o primeiro (O Culto à Feiticeira na Europa Ocidental) dos três livros com as suas conclusões favorecia certa legitimidade à religião Wicca. Imediatamente outros estudiosos no assunto atacaram os métodos e as conclusões de Margaret Murray, um dos críticos classificou seu livro como “um palavrório enfadonho”. Apesar dos trabalhos de Murray não terem tanto prestígio nos círculos acadêmicos, recentes estudos arqueológicos induziram alguns historiadores a fazer ao menos uma releitura mais criteriosa de algumas de suas teorias mais polêmicas; Margaret Murray conseguiu através de uma reavaliação favorável da feitiçaria, abrir uma porta para um fluxo de interesse pelo culto a Diana.

Em 1899, mais de duas décadas antes de Murray apresentar suas teorias, Charles Leland, escritor e folclorista americano havia publicado “Aradia”, obra que segundo ele, era o evangelho de “La Vecchia Religione” (A Velha Religião), uma expressão que desde então passou a fazer parte do saber “Wicca”. O livro relata a lenda de Diana, Rainha da Feiticeiras, cujo encontro com o deus-sol Lúcifer resultara numa filha chamada “Aradia”, esta seria “la prima strega” (a primeira bruxa), a que revelara os segredos da feitiçaria para a humanidade.

Considerada uma fonte duvidosa, Aradia contudo...terminou servindo de inspiração para inúmeros ritos praticados por feiticeiros contemporâneos. Duramente criticado e mesmo com raros defensores no círculo acadêmico, o livro Aradia com sua ênfase no culto à Deusa tornou-se muito popular nas assembléias feministas.

Outro trabalho mais recente com enfoque similar, porém de reputação mais sólida, é o livro de Robert Graves, publicado pela primeira vez em 1948, “A Deusa Branca” que revela a existência de um culto ancestral centrado na figura de uma matriarcal deusa lunar. De acordo com o autor, essa deusa seria a única salvação para civilização ocidental. Robert Graves expressou profundas reservas com relação à bruxaria, mas o autor chama à atenção a longevidade e a força da religião Wicca e também faz críticas ao que ele considera como uma ênfase em jogos e brincadeiras. Na verdade, o ideal para a feitiçaria, escreve Grave, seria que “surgisse um místico de grande força para revestir de seriedade essa prática, recuperando sua busca original de sabedoria”.

Gardner e Murray


Gardner enfureceu os círculos acadêmicos quando anunciou que as teorias de Margaret Murray eram verdadeiras. A feitiçaria, declarou ele, havia sido uma religião e continuava a ser. Ele dizia saber disso simplesmente porque ele próprio era um bruxo. Em 1954, seu surpreendente depoimento veio à luz com o lançamento de “A Feitiçaria Moderna”, o livro mais importante para o renascimento da feitiçaria. Se a prática não havia desaparecido, como “A Feitiçaria Moderna” tentava provar, o próprio Gardner admitiu ao menos que a feitiçaria estava morrendo quando ele a encontrou pela primeira vez, em 1939.


Gardner gerou muita polêmica ao afirmar que, após a catastrófica perseguição medieval, a bruxaria tinha sobrevivido através dos séculos, secretamente, à medida que seu saber canônico e seus rituais eram transmitidos de uma geração para outra de feiticeiros. Segundo Gardner, sua atração pelo ocultismo havia feito com que se encontrasse com uma herdeira da antiga tradição, “a Velha Dorothy Clutterbuck”, que supostamente seria alta sacerdotisa de uma seita sobrevivente. Logo após esse encontro, Gardner foi iniciado na prática, embora mais tarde tenha afirmado, no trecho mais improvável de uma história inconsciente, que desconhecia as intenções da velha Dorothy até chegar ao meio da cerimônia iniciática, ouvir a palavra “Wicca” e perceber “que a bruxa que eu pensei que morrera queimada há centenas de anos ainda vivia”.

Considerando-se devidamente preparado para tal função, Gardner gradualmente assumiu o papel de porta-voz informal da prática. Assim, lançou uma nova luz nas atividades então secretas da bruxaria ao descrever em seu livro, por exemplo, a suposta atuação desses adeptos para impedir a invasão de Hitler na Inglaterra. De acordo com Gardner, os feiticeiros da Grã-Bretanha reuniram-se na costa inglesa em 1940 e juntos produziram “a marca das chamas” – uma intensa concentração de energia espiritual, também conhecida como “cone do poder”, para supostamente enviar uma mensagem mental ao Fuhrer: “Você não pode vir. Você não pode cruzar o mar”. Não se pode afirmar se o encantamento produziu ou não o efeito desejado mas, como Gardner salientou prontamente, a história realmente registra o fato de Hitler ter reconsiderado seu plano de invadir a Inglaterra na última hora, voltando-se abruptamente para a Rússia. Gardner declara também, que esse mesmo encantamento teria, aparentemente, causado o desmoronamento da Armada Espanhola em 1588, quando muitos feiticeiros conjuraram uma tempestade que tragou a maior frota marítima daquela época.


Quando não reescrevia a história, Gerald Gardner assumia a tarefa de fazer uma revisão da feitiçaria. Partindo de suas próprias pesquisas sobre magia ritual, ele criou uma “sopa” literária sobre feitiçaria feita com ingredientes que incluíam fragmentos de antigos rituais supostamente preservados por seus companheiros, adeptos da prática, além de elementos de ritos maçônicos e citações de seu colega Aleister Crowley, renomado ocultista que se declarava a Grande Besta da magia ritual. Gardner decidiu então acrescentar uma pitada de Aradia e da Deusa Branca e, para ficar no ponto, temperou seu trabalho incorporando-lhe um pouquinho de Ovídio e de Rudyard Kipling. O resultado final, escrito numa imitação de inglês elisabetano, engrossado ainda com pretensas 162 leis de feitiçaria, foi uma espécie de catecismo da Wicca, ressuscitado por Gardner. Assim que completou o trabalho, seu compilador tentou fazê-lo passar por um manual de uma bruxa do século XVI, ou um Livro das Sombras.

Esse volume transformou-se em evangelho e liturgia da tradição gardneriana da Wicca, como veio a ser chamada essa última encarnação da feitiçaria. Era uma “pacífica e feliz religião da natureza”, nas palavras de Margot Adler em “Atraindo a Lua”.

As bruxas reuniam-se em assembléias, conduzidas por sacerdotisas. Adoravam duas divindades, em especial, o Deus das florestas e de tudo que elas encerram, e a Grande Deusa tríplice da fertilidade e do renascimento. Nuas, as feiticeiras formavam um círculo e produziam energia com seus corpos através da dança, do canto e de técnicas de meditação. Concentravam-se basicamente na Deusa; celebravam os oito festivais pagãos da Europa, buscando entrar em sintonia com a natureza.


Como indaga o próprio Gardner em seu livro: Há algo errado ou pernicioso nisso tudo? Se praticassem esses ritos dentro de uma igreja, omitindo o nome da Deusa ou substituindo-o pelo de uma santa, será que alguém se oporia?

Talvez não, embora a nudez ritualística recomendada por Gardner causasse, e ainda cause, um certo espanto. Mas para Gardner as roupas simplesmente impedem a liberação da força psíquica que ele acreditava existir no corpo humano. Ao se desnudarem para adorar a Deusa, as feiticeiras não só se despiam de seus trajes habituais, como também de sua vida cotidiana. Além disso, sua nudez representaria um regresso simbólico a uma era anterior à perda da inocência.
A recomendação da nudez, acrescentada à defesa feita por Gardner do sexo ritualístico – O Grande Rito, como ele o chamava – virtualmente pedia críticas. Rapidamente o pai da tradição gardneriana ganharia reputação de “Velho Obsceno”.

Mas, sendo um nudista e ocultista vitalício, Gardner estava habituado aos olhares reprovadores da sociedade e em seu livro “A Feitiçaria Moderna”, parecia antever as críticas que posteriormente receberia.


Dúvidas e polêmicas sobre suas fontes à parte, a influência de Gerald Gardner no moderno processo de renascimento da Wicca é indiscutível, assim como seu papel de pai espiritual dessa tradição específica de feitiçaria que hoje carrega seu nome. Embora os métodos de Gardner revelassem um certo toque de charlatania e seus motivos talvez parecessem um tanto confusos, sua mensagem era apropriada para sua época e foi recebida com entusiasmo dos dois lados do Atlântico. Quer ele tenha ou não redescoberto e resgatado um antigo caminho de sabedoria, aparentemente seus seguidores foram capazes de captar em seu trabalho uma fonte para uma prática espiritual que lhes traz satisfação.

Além do mais, na condição de alto sacerdote de seu grupo, Gardner foi pessoalmente responsável pela iniciação de dúzias de novos feiticeiros e pela criação de muitas novas assembléias de bruxos. Estas, por sua vez, geraram outros grupos, num processo que se tornou conhecido como “a colméia” e que, de fato, resultou numa espécie de sucessão apostólica cujas origens remontam ao grupo original criado por Gardner. Outras assembléias gardnerianas nasceram a partir de feiticeiras autodidatas, que formaram seus próprios grupos após ler as obras de Gardner, adotando sua filosofia.



Contudo, nem todas as feiticeiras estão vinculadas ao gardnerianismo. Muitas professam uma herança anterior a Gardner e desempenham seus rituais de acordo com diversos modelos colhidos das tradições Celta, Escandinava e Alemã. Além disso, alguns desses pretensos tradicionalistas declaram-se feiticeiros hereditários, nascidos em famílias de bruxos e destinados a transmitir seus segredos aos próprios filhos.

Fonte: Sites wikipedia e misterios antigos

quarta-feira, 21 de julho de 2010

De: Veríssimo...Para: as Mulheres


Um homem Inteligente Falando das Mulheres


O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.

Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:


Habitat

Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.


Alimentação correta

Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.


Flores

Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.


Respeite a natureza

Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.


Não tolha a sua vaidade

É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.


Cérebro feminino não é um mito

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.


Não faça sombra sobre ela

Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.


Só tem mulher quem pode!







Luiz Fernando Veríssimo

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Filme - CÓDIGO DE CONDUTA



SINOPSE

Clyde (Gerard Butler) é um dedicado pai de família que testemunha sua esposa e filha serem assassinadas. Um dos culpados ganha liberdade graças a um acordo feito com o ambicioso promotor Nick (Jamie Foxx). Anos depois o assassino é encontrado morto e Clyde é preso mesmo sem provas contra ele. Seu unico objetivo, é denunciar o corrupto sistema judicial nem que para isso tenha que matar um a um, todos os envolvidos. Mas, se Clyde já está na cadeia, como o promotor poderá impedi-lo se ele está sempre um passo a frente de todos?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Livre Wicca

LIBERDADE


Toda religião se diz libertadora, mas a que liberdade se referem?

À liberdade da ignorância, à liberdade das inúmeras influências que amarram nosso pensamento, à liberdade que uma visão ampla nos dá, à liberdade dos véus que ocultam a verdade.

De fato, liberdade está indissoluvelmente vinculada à verdade, mas é na divergência do conceito de verdade que surge a maior brecha entre o conceito de liberdade da Bruxaria ancestral e o da maioria das demais religiões.

Nós bruxos ancestrais compreendemos que a verdade que pode ser oferecida a alguém é algo que só pode ser entregue como fruto de experiência individual. Ao contrário do que outras religiões pregam, não cremos que seja possível codificar a verdade e transcrevê-la num livro ou mesmo em imagens. Consideramos que textos e símbolos são úteis para que cada um chegue à sua visão de verdade, mas cada um terá sua própria visão, e esta será a sua verdade, a única verdade que lhe cabe.

Quanto à verdade superior e eterna dos filósofos gregos, com o devido respeito aos cânones, consideramos que ela nunca passará de especulação, nada além de mera criação mental, um conceito elaborado pelo ser humano para seu próprio conforto diante da incapacidade de aceitar o universo tal e qual ele é.

No lugar de recompensa e castigo, vemos apenas causa e efeito, sem a necessidade de julgamentos morais; onde as demais religiões vêem a divisão de bem e mal, moral e imoral, enxergamos pura e simplesmente um espaço de escolha, compreendendo que cada um fará suas escolhas, sofrendo as respectivas consequências, conforme sua própria visão da verdade. Assim, um criminoso, conforme sua verdade, pensará estar levando vantagem ao realizar um ato criminoso, e continuará agindo ou buscando agir desta forma até que perceba em seu íntimo que o fruto do crime não lhe dá o que realmente quer.

Uma vez definido que para bruxos não há uma verdade única e enunciável, que não temos uma bíblia para guiar nossos passos conforme uma ética considerada divina, que a sabedoria de cada um é que guiará seus respectivos passos, a liberdade toma outro significado, e fica permanente marcada em nosso caminho.

Bruxos não se submetem a um dogma nem fogem do conhecimento, seus mestres são tutores que, mesmo em muitos casos guardando a última palavra em assuntos administrativos coventiculares (do grupo de bruxos), em se tratando da caminhada dos seus orientados não se iludem tentando impôr que estes acreditem nisto ou naquilo ou ajam de uma ou de outra forma. Cada um é livre para acreditar no que lhe faz sentido, para adotar as práticas que lhe convenham ou não adotá-las. Cada um é livre para ser sincero com suas próprias crenças, fazer suas próprias escolhas, mesmo que o mestre as considere inadequadas, tendo como único limitador os direitos alheios.

Como um dia escreveu Raul Seixas, parodiando Alestey Crowley, "faça o que tu queres, há de ser tudo da Lei."

Neste sentido, o papel do mestre bruxo parece meio controverso, merecendo maiores comentários.

Mestre, para nós, não é guru. Um guru decide pelo seguidor; um mestre acompanha o desenvolvimento de seu peregrino e o aconselha, preparando-o para caminhar por si mesmo. O guru é seguido por seus acólitos; o mestre é atentamente ouvido.

Se o peregrino, independente do nível/grau em que esteja, prefere ignorar os conselhos do mestre, tem toda a liberdade de ignorá-los. Mas é claro que isso não significa tentar impor sua própria opinião ao mestre, afinal, um mestre oferece, não pede. Pior ainda tentar impôr sua opinião ao mestre quando a decisão fugir à sua alçada... Liberdade não é desrespeito às instituições e à hierarquia.

E se o mestre bruxo reiteradamente não disser nada que o peregrino aceite?

Ora, neste caso ele já não é mais um mestre para aquele peregrino, e o peregrino tem toda a liberdade de buscar um caminho com o qual se identifique mais, bem como o mestre tem toda a liberdade de dedicar sua atenção àqueles que melhor aproveitarem o que ele tem a oferecer.

Em suma, o que consideramos liberdade é poder crer no que lá no fundo cremos, é a possibilidade de sermos verdadeiros sem medo de questionar tudo aquilo que um dia se cristalizou como verdade, mas que é tão passageiro quanto um suspiro. É o direito de julgarmos por nós mesmos nossas decisões e a coragem de assumir os riscos de nossos atos.

Nós somos livres. Ou então, não somos bruxos.









(Coluna publicada por Taliesin para o site Old Religion)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

YULE - Solstício de Inverno


(21 de Junho Hemisfério Sul / 21 de Dezembro Hemisfério Norte)

Esse é o Solstício de Inverno, a noite mais longa do Ano. A partir desse dia, o Sol se aproxima da Terra, e a escuridão do inverno ameaça ir embora. É quando a Deusa dá à luz seu novo filho, o Deus renovado e forte, ainda bebê. É importante notar que no hemisfério norte o Yule é comemorado na mesma época do Natal, e que tem significado muito parecido com o feriado cristão: o nascimento do Deus menino, filho de um Deus maior, aquele que trará a esperança à Terra.


O hábito de trazer pinheiros para dentro de casa é um hábito totalmente pagão: o Pinheiro, o azevinho, e tantas outras árvores tão utilizadas no Natal são árvores cujas as folhas perenes e sempre verdes, e por isso simbolizam a continuação da vida. Os sinos são símbolos femininos de fertilidade, e anunciam os espíritos que possam estar presentes. É desta data antiga que se originou o Natal Cristão.



Nesta época, a Deusa dá à Luz o deus, que é reverenciado como CRIANÇA PROMETIDA. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os DEUSES rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria.



Coloque flores e frutos da época no altar. Se quiser, pode fazer uma árvore enfeitada, pois está é a antiga tradição "pagã", onde a árvore era sagrada e os meses do ano tinham nomes de árvores. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. Da mesma forma, apesar de todas as dificuldades, devemos sempre confiar em nossa própria luz interior.




COMEMORANDO O YULE
O altar é decorado com plantas como pinho, alecrim , louro , zimbo e cedro, os quais podem ser utilizados para marcar o Círculo. Folhas secas também podem ser colocadas no altar. Encha o caldeirão - no altar e sobre uma superfície à prova de fogo - com algum líquido inflamável(álcool), ou então coloque uma vela vermelha dentro do caldeirão.


Em rituais externos, prepare uma fogueira sob o caldeirão, a ser acesa durante o ritual . Prepare o altar, acenda as velas e o incenso , crie o círculo, invoque a Deusa e o Deus. de pé diante do caldeirão, contemple seu interior. Diga estas palavras ou outras semelhantes.

"Não me aflijo, embora o mundo esteja envolto em sono.
Não me aflijo, embora os ventos gélidos soprem.
Não me aflijo, embora a neve caia dura e profunda.
Não me aflijo, logo isto também será passado."

Acenda o caldeirão(ou a vela), usando fósforos longos ou uma vela, Enquanto as chamas crepitam, diga:

"Acendo este FOGO em sua honra, Deusa Mãe.
Você criou vida a partir da morte; o calor do frio;
O sol vive novamente; o tempo de luz está crescendo.
Bem - vindo, Deus Solar que sempre retorna!
Salve, mãe de Tudo!"

Circule o altar e o caldeirão lentamente, no sentido horário, observando as chamas. Repita o seguinte por algum tempo: "A roda gira, o poder queima!"

Medite sobre o Sol, sobre as energias ocultas que adormecem durante o inverno, não apenas na TERRA mas em nós mesmos. Pense no nascimento não como o início da vida, mas sim sua continuação. Dê boas vindas ao Deus.

Após algum tempo, pare e novamente de pé diante do altar e do caldeirão no fogo, diga:
"Grande Deus do Sol, Saúdo o Teu retorno.
Que brilhes sobre a Deusa;
Que brilhes sobre a Terra,
Espalhando as semente e fertilizando o solo.
A Ti todas as bênçãos, Ó renascido do Sol!"

Trabalhos de magia, se necessários, podem-se seguir! Celebre o banquete simples. O circulo está desfeito.

ERVAS TÍPICAS DO YULE
Louro, Camomila , Alecrim, Sálvia, Zimbo, Cedro e outras.

COMIDAS TÍPICAS DO YULE
Carne de porco, castanhas, frutas como a maçã e pêras, bolos de castanhas embebidos de cidra, chás de gengibre ou hibisco.
(Fonte: Site Old Religion)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

2 anos de Metamorfose Ambulante !!!



Mês de junho, mês de aniversário do Blog Metamorfose Ambulante, agora completando 2 anos.

No primeiro ano, contei de onde surgiu a idéia do blog, das inspirações e de como toda essa magia se multiplicou. Esse ano quero contar um pouco das fases que passei durante esse processo, que foi da fase do casulo até o vôo da borboleta.

Os dois últimos anos foram de renascimento, onde tive que abrir mão de muita coisa pra ser hoje quem sou. Literalmente zerei minha vida, olhei para frente e fui...Vi que muita coisa tinha que ser revista e modificada. E quando se escolhe recomeçar sabemos que não se permanece mais a mesma pessoa. O caminho é irreversível.

Me deparei com muitas estradas, mas foi preciso escolher uma e nela permanecer. Digo isso, porque é extremamente complicado explorar vários caminhos diferentes ao mesmo tempo, correndo-se o risco de se perder e não chegar a lugar nenhum. E o caminho que escolhi, apesar de ter sido lento, foi muito bem aproveitado, como quem come um gostoso brigadeiro de pouquinho em pouquinho para não acabar logo. Lógico que no meio do doce, mordi pedaços amargos, as profundas decepções que temos, que é muito natural.

O fato é que, no final de tudo, consegui um resultado tão mágico e poderoso, que continuo fazendo questão de continuar com esse trabalho, hoje com um pouco mais de 100 seguidores, pessoas que de alguma forma se identificaram e resolveram seguir a mesma idéia. Isso me dá uma imensa alegria! É essa motivação toda que me faz ter vontade de novas descobertas, de fazer essa roda girar todo dia, de pessoas que direta ou indiretamente participam desse renascimento, uma parceria silenciosa, mas muito presente.

Agradeço a todos que me acompanham por aqui.

Yv.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O encontro de Zé Ramalho e Raul Seixas

Sou muito suspeita para escrever...mas seria mágico se pudesse estar pessoalmente assistindo isso...um sonho...amoooooooooo!!!

Zé Ramalho e Raulzito, em 1984 cantando juntos na casa do Zé Ramalho
parte 1



Cantando Medo da Chuva
parte 2

É pena
Que você pense que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao teu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E não pude viver

Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar

EU não posso entender
Tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem
Aquilo que o padre falou
Porque quando eu jurei
Meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez
Uma vez

Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que choram
Sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que sonham
Sozinhas no mesmo lugar

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Em entrevista, Zé Ramalho fala sobre Raul Seixas
parte 1:


parte 2:


parte 3:

sexta-feira, 26 de março de 2010

Assim é minha alma cigana...


“Um passaro que não quer ser aprisionado...
Assim é minha alma...
Que pousa aonde encontra alento e amor...
Mas que precisa estar livre para voar se assim desejar...
Sou fiél aos meus sentimentos e não aceito que me prove...
Quando amo...sinto a intensidade do amor percorrer cada célula de meu corpo...
Minha alma que de tão transparente e tão lúcida suscita de paixão...
Sou menina...sou mulher...
Danço para esquecer as marcas em meu coração...
Se rodopio entre véus e moedas esqueço a ingratidão deste mundo e
me entrego a magia que encanta minha alma e repousa meu espírito...
Quero tão pouco dessa vida...
Quero uma fogueira para dançar em volta...
Lençóis macios para amar...
Quero a lua e as estrela como testemunha do meu amor...
Quero a brisa da madrugada e nada mais encobrindo meu corpo que dança...
E quando os primeiros raios do sol nascer...ainda quero preso entre meus dedos uma taça de vinho seco...
Lanço a sorte a todos e como recompensa recebo-a de volta...
Assim é minha alma cigana”

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ao tocar uma alma humana...


"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana"

(Carl Gustav Jung)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Na Sua Estante - Pitty


Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar,
Te vejo sonhando e isso dá medo,
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar, ao menos mande notícias
Você acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver, só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sobre respeito...


Respeito - (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)

Respeito é o apreço por, ou o sentido do valor e excelência de, uma pessoa, qualidade pessoal, talento, ou a manifestação de uma qualidade pessoal ou talento. Em certos aspectos, o respeito manifesta-se como um tipo de ética ou princípio, tal como no conceito habitualmente ensinado de "[ter] respeito pelos outros".

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Algumas frases interessantes...

"Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito." (Charles Chaplin)

"Ser capaz de respeito é hoje em dia quase tão raro como ser digno de respeito." (Joseph Joubert)

"O respeito de si próprio é, depois da religião, o principal freio de todos os vícios." (Francis Bacon)

"É preferível cultivar o respeito do bem que o respeito pela lei." (Henry David Thoreau)

"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante." (Albert Schweitzer)

"Desconfio do respeito de um homem com seu amigo ou sua bandeira quando não o vejo respeitar o inimigo ou a bandeira deste." (José Ortega y Gasset)

"Aos vivos, deve-se o respeito. Aos mortos, apenas a verdade." (Voltaire)

"Respeitar em cada homem o homem, se não for aquele que é, pelo menos o que ele poderia ser, que ele deveria ser." (Henri Frédéric Amiel)

"O respeito ao direito alheio é a paz." (Benito Juárez)

"A bondade é o princípio do tato, e o respeito pelos outros é a primeira condição para saber viver." (Henri Frédéric Amiel)



Algo de que muito se fala sobre o tema "Relacionamentos Humanos", é algo muito importante, chamado “Respeito ao Próximo”.

É algo que realmente precisa ser bem observado, mas geralmente não o é, pois freqüentemente estamos dando palpites sobre como alguém deve conduzir sua vida. Frequentemente estamos julgando pessoas por não agir conforme nossa maneira de pensar. E não é nada disso. Da mesma maneira como não gostamos de interferência em nossa vida, assim devemos agir para com os outros. Respeitando-os seja qual for sua opção de vida. Evitando-os se seu modus vivendi não nos for conveniente, pois assim como respeitamos, queremos ser respeitados.

Se nossa opinião for solicitada, aí sim poderemos dizer o que nos agrada ou nos desagrada em sua linha de conduta. De qualquer maneira, uma opinião, será uma opinião. Será seguida apenas se quem nos consultou acha-la conveniente.

Existem, contudo, situações onde poderá caber um alerta. Por exemplo, ao vermos que uma pessoa de nossas relações, ou de quem gostamos está enveredando por algum caminho mal direcionado, como por exemplo uso de drogas, ou mesmo por fumar ou beber, poderemos alerta-la sobre os efeitos que tal vício poderá lhe acarretar. Sem que isso implique na obrigatoriedade de nos atender. Sua opinião, contudo, é que deverá prevalecer, pois não se pode, e nem se deve querer forçar alguem a fazer aquilo que achamos certo. Como temos nossa visão do mundo, cada qual tem a sua, e nem todas coincidem...

Se notarmos que está havendo um desvio de conduta, e o caminho é fora da lei, cumpre-nos alertar, e manter distância se houver insistência em seguir esse rumo. Nunca poderemos obrigar ninguém a seguir pelo caminho que acreditamos ser o correto. É questão de livre arbítrio. E todos devem ter consciência daquilo que fazem, e arcar com suas responsabilidades.

No que tange a questões estritamente pessoais, como religião, profissão, linha política, preferências esportivas ou sexuais, nada se pode opinar, sequer discutir. Em cada cabeça há uma sentença, e decisões nesse sentido são “imexiveis”. Penso que todos devem ser respeitados, salvo se nossa opinião for solicitada, e a criatura estiver necessitando de uma ajuda por ela solicitada.

Uma historinha que me foi contada por L’Inconnu, retrata bem o que é essa questão de opinião:
Um homem estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês deixando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês e pergunta:
Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o seu arroz?
E o chinês responde: Sim, quando o seu vier cheirar as suas flores...

Essa historinha retrata muito bem que sempre devemos respeitar a maneira de pensar de todos os povos, de todas as pessoas. O que é um absurdo para nós, para outros é algo sagrado, e vice versa. Sobre isso, aliás, muito há que se falar. Mas o mais importante é observar-se o respeito pelas opiniões e preferências com que cada pessoa norteia sua vida. Não nos cabe o direito de julgar ninguém, porque sempre estaremos sendo julgados. A cada contestação nossa, poderá caber uma contestação de alguém contra nós.

Portanto o único direito é evitar o contato com pessoas cujos costumes nos ofendam, mas nunca poderemos julga-las se estão certas ou erradas. Por que condenar alguém porque fuma ou bebe? Por que condenar alguém por assumir uma posição homossexual? Por que condenar por assumir esta ou aquela posição radical em termos de religião ou de política? Cada qual tem sua opinião sobre como conduzir seu destino.
Poderemos partilhar ou não de sua maneira de vida, mas não condenar...

(por Marcial Salaverry para Recanto das Letras)