sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sobre respeito...


Respeito - (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)

Respeito é o apreço por, ou o sentido do valor e excelência de, uma pessoa, qualidade pessoal, talento, ou a manifestação de uma qualidade pessoal ou talento. Em certos aspectos, o respeito manifesta-se como um tipo de ética ou princípio, tal como no conceito habitualmente ensinado de "[ter] respeito pelos outros".

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Algumas frases interessantes...

"Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito." (Charles Chaplin)

"Ser capaz de respeito é hoje em dia quase tão raro como ser digno de respeito." (Joseph Joubert)

"O respeito de si próprio é, depois da religião, o principal freio de todos os vícios." (Francis Bacon)

"É preferível cultivar o respeito do bem que o respeito pela lei." (Henry David Thoreau)

"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante." (Albert Schweitzer)

"Desconfio do respeito de um homem com seu amigo ou sua bandeira quando não o vejo respeitar o inimigo ou a bandeira deste." (José Ortega y Gasset)

"Aos vivos, deve-se o respeito. Aos mortos, apenas a verdade." (Voltaire)

"Respeitar em cada homem o homem, se não for aquele que é, pelo menos o que ele poderia ser, que ele deveria ser." (Henri Frédéric Amiel)

"O respeito ao direito alheio é a paz." (Benito Juárez)

"A bondade é o princípio do tato, e o respeito pelos outros é a primeira condição para saber viver." (Henri Frédéric Amiel)



Algo de que muito se fala sobre o tema "Relacionamentos Humanos", é algo muito importante, chamado “Respeito ao Próximo”.

É algo que realmente precisa ser bem observado, mas geralmente não o é, pois freqüentemente estamos dando palpites sobre como alguém deve conduzir sua vida. Frequentemente estamos julgando pessoas por não agir conforme nossa maneira de pensar. E não é nada disso. Da mesma maneira como não gostamos de interferência em nossa vida, assim devemos agir para com os outros. Respeitando-os seja qual for sua opção de vida. Evitando-os se seu modus vivendi não nos for conveniente, pois assim como respeitamos, queremos ser respeitados.

Se nossa opinião for solicitada, aí sim poderemos dizer o que nos agrada ou nos desagrada em sua linha de conduta. De qualquer maneira, uma opinião, será uma opinião. Será seguida apenas se quem nos consultou acha-la conveniente.

Existem, contudo, situações onde poderá caber um alerta. Por exemplo, ao vermos que uma pessoa de nossas relações, ou de quem gostamos está enveredando por algum caminho mal direcionado, como por exemplo uso de drogas, ou mesmo por fumar ou beber, poderemos alerta-la sobre os efeitos que tal vício poderá lhe acarretar. Sem que isso implique na obrigatoriedade de nos atender. Sua opinião, contudo, é que deverá prevalecer, pois não se pode, e nem se deve querer forçar alguem a fazer aquilo que achamos certo. Como temos nossa visão do mundo, cada qual tem a sua, e nem todas coincidem...

Se notarmos que está havendo um desvio de conduta, e o caminho é fora da lei, cumpre-nos alertar, e manter distância se houver insistência em seguir esse rumo. Nunca poderemos obrigar ninguém a seguir pelo caminho que acreditamos ser o correto. É questão de livre arbítrio. E todos devem ter consciência daquilo que fazem, e arcar com suas responsabilidades.

No que tange a questões estritamente pessoais, como religião, profissão, linha política, preferências esportivas ou sexuais, nada se pode opinar, sequer discutir. Em cada cabeça há uma sentença, e decisões nesse sentido são “imexiveis”. Penso que todos devem ser respeitados, salvo se nossa opinião for solicitada, e a criatura estiver necessitando de uma ajuda por ela solicitada.

Uma historinha que me foi contada por L’Inconnu, retrata bem o que é essa questão de opinião:
Um homem estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês deixando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês e pergunta:
Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o seu arroz?
E o chinês responde: Sim, quando o seu vier cheirar as suas flores...

Essa historinha retrata muito bem que sempre devemos respeitar a maneira de pensar de todos os povos, de todas as pessoas. O que é um absurdo para nós, para outros é algo sagrado, e vice versa. Sobre isso, aliás, muito há que se falar. Mas o mais importante é observar-se o respeito pelas opiniões e preferências com que cada pessoa norteia sua vida. Não nos cabe o direito de julgar ninguém, porque sempre estaremos sendo julgados. A cada contestação nossa, poderá caber uma contestação de alguém contra nós.

Portanto o único direito é evitar o contato com pessoas cujos costumes nos ofendam, mas nunca poderemos julga-las se estão certas ou erradas. Por que condenar alguém porque fuma ou bebe? Por que condenar alguém por assumir uma posição homossexual? Por que condenar por assumir esta ou aquela posição radical em termos de religião ou de política? Cada qual tem sua opinião sobre como conduzir seu destino.
Poderemos partilhar ou não de sua maneira de vida, mas não condenar...

(por Marcial Salaverry para Recanto das Letras)

Um comentário:

Livia Luzete disse...

Boa noite minha flor. Eu conhecia essa história dos parentes irem levar suas oferendas ao falecido como uma piada, mas a ví como mostrando os valores que cada um adquire em sua vidas, cultura, etc.
Acho que a solução de todos os problemas estariam resolvidos se todos praticassemos o respeito. A diversidade seria assegurada e todos seríamos felizes.
Um beijo.