quarta-feira, 21 de julho de 2010

De: Veríssimo...Para: as Mulheres


Um homem Inteligente Falando das Mulheres


O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.

Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:


Habitat

Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.


Alimentação correta

Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.


Flores

Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.


Respeite a natureza

Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.


Não tolha a sua vaidade

É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.


Cérebro feminino não é um mito

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.


Não faça sombra sobre ela

Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.


Só tem mulher quem pode!







Luiz Fernando Veríssimo

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Filme - CÓDIGO DE CONDUTA



SINOPSE

Clyde (Gerard Butler) é um dedicado pai de família que testemunha sua esposa e filha serem assassinadas. Um dos culpados ganha liberdade graças a um acordo feito com o ambicioso promotor Nick (Jamie Foxx). Anos depois o assassino é encontrado morto e Clyde é preso mesmo sem provas contra ele. Seu unico objetivo, é denunciar o corrupto sistema judicial nem que para isso tenha que matar um a um, todos os envolvidos. Mas, se Clyde já está na cadeia, como o promotor poderá impedi-lo se ele está sempre um passo a frente de todos?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Livre Wicca

LIBERDADE


Toda religião se diz libertadora, mas a que liberdade se referem?

À liberdade da ignorância, à liberdade das inúmeras influências que amarram nosso pensamento, à liberdade que uma visão ampla nos dá, à liberdade dos véus que ocultam a verdade.

De fato, liberdade está indissoluvelmente vinculada à verdade, mas é na divergência do conceito de verdade que surge a maior brecha entre o conceito de liberdade da Bruxaria ancestral e o da maioria das demais religiões.

Nós bruxos ancestrais compreendemos que a verdade que pode ser oferecida a alguém é algo que só pode ser entregue como fruto de experiência individual. Ao contrário do que outras religiões pregam, não cremos que seja possível codificar a verdade e transcrevê-la num livro ou mesmo em imagens. Consideramos que textos e símbolos são úteis para que cada um chegue à sua visão de verdade, mas cada um terá sua própria visão, e esta será a sua verdade, a única verdade que lhe cabe.

Quanto à verdade superior e eterna dos filósofos gregos, com o devido respeito aos cânones, consideramos que ela nunca passará de especulação, nada além de mera criação mental, um conceito elaborado pelo ser humano para seu próprio conforto diante da incapacidade de aceitar o universo tal e qual ele é.

No lugar de recompensa e castigo, vemos apenas causa e efeito, sem a necessidade de julgamentos morais; onde as demais religiões vêem a divisão de bem e mal, moral e imoral, enxergamos pura e simplesmente um espaço de escolha, compreendendo que cada um fará suas escolhas, sofrendo as respectivas consequências, conforme sua própria visão da verdade. Assim, um criminoso, conforme sua verdade, pensará estar levando vantagem ao realizar um ato criminoso, e continuará agindo ou buscando agir desta forma até que perceba em seu íntimo que o fruto do crime não lhe dá o que realmente quer.

Uma vez definido que para bruxos não há uma verdade única e enunciável, que não temos uma bíblia para guiar nossos passos conforme uma ética considerada divina, que a sabedoria de cada um é que guiará seus respectivos passos, a liberdade toma outro significado, e fica permanente marcada em nosso caminho.

Bruxos não se submetem a um dogma nem fogem do conhecimento, seus mestres são tutores que, mesmo em muitos casos guardando a última palavra em assuntos administrativos coventiculares (do grupo de bruxos), em se tratando da caminhada dos seus orientados não se iludem tentando impôr que estes acreditem nisto ou naquilo ou ajam de uma ou de outra forma. Cada um é livre para acreditar no que lhe faz sentido, para adotar as práticas que lhe convenham ou não adotá-las. Cada um é livre para ser sincero com suas próprias crenças, fazer suas próprias escolhas, mesmo que o mestre as considere inadequadas, tendo como único limitador os direitos alheios.

Como um dia escreveu Raul Seixas, parodiando Alestey Crowley, "faça o que tu queres, há de ser tudo da Lei."

Neste sentido, o papel do mestre bruxo parece meio controverso, merecendo maiores comentários.

Mestre, para nós, não é guru. Um guru decide pelo seguidor; um mestre acompanha o desenvolvimento de seu peregrino e o aconselha, preparando-o para caminhar por si mesmo. O guru é seguido por seus acólitos; o mestre é atentamente ouvido.

Se o peregrino, independente do nível/grau em que esteja, prefere ignorar os conselhos do mestre, tem toda a liberdade de ignorá-los. Mas é claro que isso não significa tentar impor sua própria opinião ao mestre, afinal, um mestre oferece, não pede. Pior ainda tentar impôr sua opinião ao mestre quando a decisão fugir à sua alçada... Liberdade não é desrespeito às instituições e à hierarquia.

E se o mestre bruxo reiteradamente não disser nada que o peregrino aceite?

Ora, neste caso ele já não é mais um mestre para aquele peregrino, e o peregrino tem toda a liberdade de buscar um caminho com o qual se identifique mais, bem como o mestre tem toda a liberdade de dedicar sua atenção àqueles que melhor aproveitarem o que ele tem a oferecer.

Em suma, o que consideramos liberdade é poder crer no que lá no fundo cremos, é a possibilidade de sermos verdadeiros sem medo de questionar tudo aquilo que um dia se cristalizou como verdade, mas que é tão passageiro quanto um suspiro. É o direito de julgarmos por nós mesmos nossas decisões e a coragem de assumir os riscos de nossos atos.

Nós somos livres. Ou então, não somos bruxos.









(Coluna publicada por Taliesin para o site Old Religion)