sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Em 2011 eu...


"SOU O QUE SOU NA ÂNSIA DE NÃO PODER SER O QUE SONHO" ... MAS COM TODA A CERTEZA SEI QUE OS MEUS LIMITES SÃO DESCONHECIDOS!

SABER, ACREDITAR E OUSAR ! 

E QUE VENHA 2012...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Quem dera que voltassem...


Hoje em dia tá difícil ver um talento original. Bons intérpretes e compositores até existem mas alguém que realmente crie algo novo tá ficando raro, principalmente em nossa música brasileira.

O que vejo muito são regravações e imitações dessa galera aí em cima, o que acho válido, pois mostra o respeito que todos têm na história da música. Pena que na maioria dos casos, o preconceito nos os deixou serem respeitados em vida...

Mas já que eles não podem voltar, que pelo ou menos possam inspirar os que virão...tomara...saudades imensas dessas grandes figuras marcantes.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Teu segredo

...É assim então o teu segredo.
Teu segredo é tão parecido contigo
Que nada me revela além do que já sei.
E sei tão pouco...
Como se o teu enigma fosse eu.
Assim como tu és o meu.

 (Clarice Lispector)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

21 de Dezembro ! Viva Litha !!! Solstício de Verão !!!



Vocês se perguntam: Por que ultimamente tantas manifestações a favor dos animais? Respondendo: São os filhos da Mãe Natureza em defesa dos inocentes que não tem voz pra se defender, mas a presença tão forte e poderosa a ponto de levar todo um movimento a favor da vida...é a voz dos Deuses chamando seus filhos e clamando por um planeta melhor... Viva Litha ! A alegria e transformação de tantos corações à coinciência de um mundo mellhor...Salve Litha ! Trazendo clareza onde reflete e respeita o comportamento de todos os seres vivos...Salve Deus Herne e Mãe Terra !!! Resumindo: Tenho orgulho de ser bruxa, de ser filha da Deusa...Salve Litha! Solstício de Verão !!!





por bruxa Yv Luna - Yvanna Saraiva

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Bruxas são estranhas...


É gente de conteúdo interno que transcende a compreensão medíocre, simplória. É gente que tem idealismo na alma e no coração, que traz nos olhos a luz do amanhecer e a serenidade do acaso. Tem os dois pés no chão da realidade. É gente que ri, chora, se emociona com uma simples carta, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.

É gente que ama e curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais. Admira paisagens. Poeira traz lembranças de chão curtido de sonhos passados. Escuta o som dos ventos. Dança a dança do mundo pelo simples prazer de dançar.

É gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternura, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si. Emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser! É gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam.

Gente que semeia, colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto. É gente muito estranha as Bruxas.

Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos. Gente que fala com plantas e bichos. Dança na chuva e alegra-se com o sol. Cultuam a Lua como Deusa e lhe faz celebrações... Eh!! Gente muito estranha essas Bruxas.

Falam de amor com os olhos iluminados como par de lua cheia. Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, com a mesma energia das grandes marés, que vão e voltam em uma harmoniosa cadência natural. Apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos.

Amam como missão sagrada e distribuem amor com a mesma serenidade que distribuem pão. Coragem é sinônimo de vida, seguem em busca dos seus sonhos, independente das agruras do caminho.

Essa gente, vê o passado como referencial , o presente como luz e o futuro como meta. São estanhas as Bruxas! Acreditam no poder do feminino, estão sempre fazendo da maternidade a sua maior magia e através da incessante luta pela paz chegam a divindade de existir pelo amor da Grande Mãe, a natureza.

Da mesma forma que produzem um belíssimo visual, de elegância refinada com as raias da vaidade, se vestem como verdadeiras Bruxas medievais a caminho do patíbulo. Iluminam de beleza e jovialidade o corpo físico com habilidade mágica e com facilidade transforma-se, permitindo-se um sóbrio aspecto de velha senhora, a depender da lua nos seus espíritos.. Cultuam as sagradas tradições como forma de perpetuar as leis que regem o universo, passam de geração para geração a fonte renovadora da sabedoria milenar.

São fortes e valentes ao mesmo tempo humildes e serenas. São leoas e gatinhas, são muito estranhas as Bruxas. Com a mesma habilidade que manuseiam livros codificados, o fazem com panelas e vassouras... São aventureiras e criam raízes, dançam rock, valsa e polka, danças sagradas , e inventam o que precisa ser inventado.

Criam e recriam. Contam contos e histórias de fadas , e carochinhas, contam suas próprias histórias... Falam de generosidade e de todas as daides em exercício constante, buscam a plenitude como propósito...Interessante essa gente, essas Bruxas. Se obrigam tarefas, de evoluir, de amar e dividir... falam de desapego em plena metrópole , em meio as tecnologias.

Cantam mantras e músicas populares, mas se emocionam com as folclóricas. Mexem com ervas e chás, são primitivas e avançadas. Pulam da mesa do rei para um abrigo montanhês com o mesmo sorriso enigmático de prazer e sabedoria que iluminava a face das suas ancestrais.

Degustam um pão artesanal, receita medieval da velha senhora das montanhas com a mesma gula que o fazem em um banquete cinco estrelas, com pães ultra sofisticados daquela celebridade da cozinha francesa. Amam em esteiras e em grandes suites, desde que estejam felizes, pois ser feliz é sempre a única condição dessa gente estranha.

É gente que compra briga pela criança abandonada, pelo velho carente pelo homem miserável, pela falta de respeito humano... é gente que fica horas olhando as estrelas, tentando decifrar seus mistérios, e sempre conseguem. Gente que lê em fundos de xícaras, em bolas de cristal, tarot, com pedras, na areia, nas nuvens, no fogo, no copo d'água... são muito estranhas! Oram para elementais, anjos e gnomos.

Falam com intimidade com os Deuses e lhes chamam para um círculo, fazem fogueiras e dançam em volta... Viajam de avião, a pé, de carro e em lombos de animais, agradecendo pelas oportunidades que a vida lhes dá... aliás, essa gente estranha agradece por tudo, até pela dor, que chamam de mãe, pois acreditam que é a forma mais rápida para a evolução...Se reúnem em escolas iniciáticas que chamam de coven, para mutuamente se bastarem, se protegerem, se resguardarem, resgatar valores, estudar, muito estranhas são as Bruxas.

Mas estranha mesmo é a fé que as mantém vivificadas ao longo de cinco mil anos. Que seja abençoada toda essa gente estranha...e desconfio que é deste tipo de gente que a DEUSA precisa para o terceiro milênio...





(Infelizmente desconheço o autor)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

DEUS, SEGUNDO O FILÓSOFO SPINOZA


Deus, segundo Spinoza

Pára de ficar rezando e batendo no peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.

O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.

E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?

Aborrece-me que me louvem. Cansa-me que agradeçam. Tu te sentes grato?

Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido? Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações?

Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.

Baruch Spinoza (1632, 1677 Haia - Holanda)

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Bento de Espinoza (também Benedito Espinoza; em hebraico: Baruch Spinoza)


Foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Nasceu em Amsterdã, nos Países Baixos, no seio de uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.

A sua família fugiu da Inquisição de Portugal. Foi um profundo estudioso da Bíblia, do Talmude e de obras de judeus como Maimónides, Ben Gherson, Ibn Ezra, Hasdai Crescas, Ibn Gabirol, Moisés de Córdoba e outros. Também se dedicou ao estudo de Sócrates, Platão, Aristóteles, Demócrito, Epicuro, Lucrécio e também de Giordano Bruno;
Ganhou fama pelas suas posições de panteísmo (Deus, natureza naturante) e do monismo neutro, e ainda devido ao fato da sua ética ter sido escrita sob a forma de postulado e definições, como se fosse um tratado de geometria.

No verão de 1656, a Sinagoga Portuguesa de Amsterdão o puniu com o Chérem, equivalente à Excomunhão, pelos seus postulados a respeito de Deus em sua obra, defendendo que Deus é o mecanismo imanente da natureza e do universo, e a Bíblia, uma obra metafórico-alegórica que não pede leitura racional e que não exprime a verdade sobre Deus.

Conforme Will Durant, seu Chérem pelos judeus de Amsterdã, tal como ocorrera com as atitudes que levaram à retração e posterior suicídio de Uriel da Costa em 1647, fora como que um gesto de "gratidão" por parte dos judeus com o povo holandês.
Embora os pensamentos de Spinoza e da Costa não fossem totalmente estranhos ao judaísmo, vinham contra os pilares da crença cristã. Os judeus, perseguidos por toda Europa na época, especialmente pelos governos ibéricos e luteranos alemães, haviam recebido abrigo, proteção e tolerância dos protestantes de inspiração calvinista dos Países Baixos e, assim, não poderiam permitir no seio de sua comunidade um pensador tido como herege.

Pós Chérem

Após o Chérem adotou o primeiro nome Benedictus ("Bendito", a tradução do seu nome original - Baruch - para o latim).
Para sua subsistência trabalhava com polimento de lentes, durante os períodos em que viveu em casas de famílias em Outerdek (próximo a Amsterdã) e em Rhynsburg, tendo recusado várias oportunidades e recompensas durante sua vida, incluindo prestigiosas posições de ensino. Nesta última localidade escreveu suas principais obras.
Uma vez que as reações públicas ao seu Tratado Teológico-Político não lhe eram favoráveis, absteve-se de publicar seus trabalhos. A Ética foi publicada após sua morte, na Opera Postuma editada por seus amigos.


Morte

Morreu num domingo, 21 de fevereiro de 1677, aos quarenta e quatro anos, vitimado pela tuberculose. Morava então com a família Van den Spyck, em Haia. A família havia ido à igreja e o deixara com o amigo Dr. Meyer. Ao voltarem, encontraram-no morto.



Fonte: (http://pt.wikipedia.org/wiki/Bento_de_Espinoza)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Tocando em frente...


Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei demais,
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou nada sei,
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs.
É preciso amor pra puder pulsar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.

Penso que cumprir a vida, seja simplesmente
Compreender a marcha, ir tocando em frente,
Como um velho boiadeiro, levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou, estrada eu sou,
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra puder pussar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora,
Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz,
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra puder pulsar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei demais,
Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz



(Música: "Tocando em frente" de Almir Sater)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ainda sobre magia...


Muitas pessoas me perguntam como posso acreditar em magia. Se eu explicar o que acredito que seja a magia, dou um grande passo em direção à resposta. Minha opinião é que se trata simplesmente do uso de algumas faculdades extraordinárias. É fato reconhecido que tais faculdades existem. Os chamados meninos calculadores são famosos e muitas pessoas têm a capacidade de, sob transe hipnótico, calcular o tempo mais acuradamente. Enquanto dormem, recebem ordens de fazer algo ao fim de, digamos, um milhão de segundos; eles nem compreenderiam tal ordem em seu estado normal, mas seu inconsciente profundo faz os cálculos e ao fim do milionésimo segundo eles obedecem a ordem sem saber o porquê. Tente calcular um milhão de segundos no estado de vigília e diga quando eles se tiverem passado, sem um relógio, para saber o que isso significa. Os poderes usados são completamente diferentes de qualquer poder mental que conheçamos. Exercitá-los é, normalmente, impossível. Logo, se há pessoas com poderes além do normal, por que não poderiam haver outras pessoas com outras formas de poderes extraordinários e modos não usuais de induzi-los?

Continuamente me perguntam sobre o culto das bruxas e apenas posso responder: quase todos os povos primitivos tinham cerimônias de iniciação e algumas dessas eram iniciações a sacerdócios, a poderes mágicos, sociedades secretas e mistérios. Eles eram usualmente vistos como necessários para o bem-estar da tribo, assim como para o indivíduo. Incluíam normalmente a purificação e alguns testes de coragem e força - freqüentemente severos e dolorosos, aterrorização, instrução em sabedoria tribal, em conhecimento sexual, na realização de encantamentos e em assuntos gerais ligados à magia e à religião e, freqüentemente, a um ritual de morte e ressurreição.

Eu não questiono os povos primitivos por fazer essas coisas; simplesmente sustento que as bruxas, sendo em muitos casos as descendentes dos povos primitivos, fazem de fato muitas delas. Logo, quando as pessoas me perguntam, por exemplo: "Porque você diz que as bruxas trabalham nuas?", eu apenas posso dizer: "Porque elas o fazem". "Por quê?" é a questão seguinte e a resposta, simples, é que os rituais dizem a elas que é necessário. Outra resposta é que suas práticas são remanescentes de uma religião da Idade da Pedra e elas mantêm os antigos costumes. Há também a explicação da Igreja: "Porque bruxas são inerentemente más". Mas eu acredito que a melhor explicação é a das próprias bruxas: "Porque apenas dessa forma podemos obter poder".

As bruxas acreditam que o poder reside no interior de seus corpos e elas podem libertá-lo de diversas maneiras, sendo que a mais simples é dançar em roda, cantando ou gritando, para induzir um frenesi; esse poder que elas crêem exsudar de seus corpos seria retido pelas roupas. Tratando de tais assuntos fica difícil, é claro, dizer o que é verdade e o que é imaginação.




por Gerald Gardner no livro "A Bruxaria Hoje"

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Há magia no ar...

"Em todas as coisas belas da vida existe magia, como explicar o encanto que certas pessoas exercem sobre a gente? É tão difícil explicar e tão fácil de perceber. Há magia no ar, quando algo de especial acontece. É tão bom viver esses momentos. Por um instante perceber a sincronia, fazer parte de um segredo, estar vendo as engrenagens do universo se encaixando com perfeição, porque nada, mas nada mesmo, acontece por acaso... "



(Infelizmente desconheço o autor)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Show maravilhoso, sonho realizado !!!

Mesmo postando frequentemente muitos vídeos do Zé Ramalho aqui no Blog, só quem me conhece muito bem sabe da minha paixão por esse mestre visionário e como foi um sonho mais que realizado poder vê-lo cantando de perto. Coloco aqui algumas das fotos que consegui tirar.




Suas influências musicais são uma mistura de elementos da cultura nordestina (cantadores, repentistas e rabequeiros), da Jovem Guarda (Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Golden Boys e Renato e seus blue caps), a sonoridade dos Beatles e a rebeldia de The Rolling Stones, Pink Floyd, Raul Seixas e, principalmente, Bob Dylan. Há elementos da mitologia grega e de (histórias em quadrinhos) em suas músicas.



Avohai !!! Avô e Pai !!! E a galera vai ao delírio !!!


Larguei a mesa aonde estava e fui ver da turma do gargarejo, não aguentei...




Durante o show, houve o apagão no Rio, paralisando o espetáculo por 10 minutos, mas ao voltar, palavras de Zé Ramalho: "Sabe como é né, de vez em quando passa um disco voador por aqui..." ahahahahahahhaa





Momento êxtase do Show, Zé canta 3 músicas do Raul, "Trem das 7", "Medo da Chuva" e "Eu nasci há Dez Mil Anos atrás". Enquanto cantava em meio a um cenário místico, a imagem sombreada de Raul ao fundo, foi emocionante.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Show do Zé Ramalho !!!


Amanhã é o grande dia...show do Zééééé, nem acredito, esperei demais por isso, muuuuuito feliz !!!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Último Romance - Los Hermanos

"Faça o que for necessário para ser feliz...mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples...você pode encontrá-la ou deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade." Mário Quintana



Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
e o quanto levou foi pra eu merecer
antes um mês e eu já não sei
e até quem me vê lendo jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei

e ninguém dirá
que é tarde demais
que é, tão diferente assim
do nosso amor
a gente é quem sabe, pequena
ah, vai me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
e se o caso for de ir a praia
eu levo essa casa numa sacola..

eu encontrei-a e quis duvidar
tanto clichê
deve não ser
você me falou
pra eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
e só de te ver
eu penso em trocar
a minha tv num jeito de te levar
a qualquer lugar
que você queira
e ir onde o vento for
que pra nós dois
sair de casa já é
se aventurar

ah vai me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
e se o tempo for te levar eu sigo essa hora
eu pego carona
pra te acompanhar

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Tattoos...parte 2



Minha mais nova tattoo, a roseira negra. A beleza um tanto obscura que nasce mesmo em meio aos espinhos.

Mais um trabalho maravilhoso do Cris Maia (www.studio900.com.br).

quarta-feira, 8 de junho de 2011

3º aniversário do Metamorfose !!!

O Vôo da Borboleta

Mais um ano comemoro esse trabalho que hoje é acompanhado por quase 200 seguidores.
Nesse aniversário gostaria de compartilhar como foi essa 3ª fase onde posso defini-la como o “Vôo da Borboleta”.

Como precisei dar vôos mais altos e mais ousados, estive ausente por quase todo ano, não podendo postar diariamente como antes. Infelizmente muita coisa ficou de fora pra contar nesse espaço, mas acreditem, foram muito bem vividos na prática. Dividir meu tempo com trabalho, filhota em idade escolar, atenção ao maridão, estar com amigos, os problemas do dia a dia, as lutas diárias, enfim, muitos vôos, realmente acho que foi o ano que menos postei aqui e confesso, senti muita falta.

Toda vez que posto não só coloco minhas experiências, como também meus sentimentos mais transparentes sobre cada vivência. Cada poesia, cada música, pesquisas, estudos e fotos são escolhidas com muito cuidado, tudo tem sua história, seus símbolos, suas “entrelinhas”. Nada aqui é colocado ao acaso. Tudo tem vida, tem peso, força e presença.

Minha espiritualidade tem dado um retorno muito gostoso, tem combinado perfeitamente com minha vida, minha história, com as coisas que acredito e com as pessoas que admiro e convivo. Hoje posso olhar todo esse processo de 3 anos do Metamorfose e enxergar um equilíbrio como nunca antes encontrado. E essa caminhada, como foi citado anteriormente, tem levado a outras pessoas o mesmo significado, pois continuo a receber todos os dias e-mails delas me contando suas experiências e dizendo o quanto o blog tem feito bem a elas. Algumas conheço pessoalmente, outras só pela internet, Facebook, etc, mas sempre estão muito presentes, participando, interagindo. Como medir tamanha felicidade desse relacionamento? Não tem como explicar, é mágico mesmo...(vou sempre dizer isso).

Entre idas e voltas, entre dores e alegrias, surpresas boas e decepções, dúvidas e certezas e o que as pessoas consideram como “certo ou errado”, sobre tudo isso, o Metamorfose está aqui, continua mais vivo do que nunca. A morte aqui é um fator muito importante, não como significado do fim, mas para demonstrar que tudo precisa ser renovado. Morte como o fechamento de mais um ciclo, pois nossa Roda da Vida continua. E que apesar da dor do luto pelas histórias, situações e pessoas que se foram, tudo renasce de alguma forma. E esse renascimento vem acompanhado de lindas lembranças através da música, da poesia, da identificação com determinado estudo sobre a mente, alma, comportamentos e até com nossa espiritualidade.

Nesse 3º ano, queria agradecer demais a todos, em primeiro lugar ao meu marido Alexandre e minha filha Sarah que são os meus amores e minhas duas colunas de sustentação, Ale obrigada por abraçar o Metamorfose, pelo respeito e admiração ao meu trabalho e por tudo que faço, prometo que voltarei a me dedicar e ajudar no seu blog também, o Dragão Celta, não desanima, me aguarde.

Agradeço ao meu mestre Herne, que é meu equilíbrio emocional e espiritual, obrigada aos amigos e seguidores que compartilham, participam e fazem com que esse blog faça ainda mais sentido, até aos seguidores mais anônimos eu sou grata. E aqueles especiais que se foram mas ficaram vivos na lembrança de cada pedacinho desse blog.

Agradeço a Luz e a Sombra, sem vocês não há Roda da Vida e nem as nossas metamorfoses.

Por Yv Luna


terça-feira, 31 de maio de 2011

Um conto de Samhain


Lyla sentou-se no chão e olhou para o céu claro, limpo e estrelado. O reflexo da Lua cheia na água fez Lyla pensar numa pérola. Redonda e branca... mas logo as crianças chegaram, e sentaram ao seu redor, interrompendo seus pensamentos. Sorrindo, Lyla olhou para cada uma deles.

Comecemos? Vou contar para vocês a estória de como o Cornudo se sacrifica todos os anos para garantir força à Grande Mãe, para que esta possa vencer o frio do Inverno. Estão prontos?' As crianças acalmaram-se para ouvir Lyla. 'Não foi a muito tempo que aconteceu. O Sol sumia no Oeste, e as aves noturnas já deixavam seus ninhos, umas ameaçando cantar. Debaixo das árvores, correndo para suas tocas, os pequenos animais apressavam-se, fugindo do frio cortante que se faria presente em pouco tempo. Aquela era a época do Cornudo, e só as criaturas mais fortes sobreviveriam a inverno tão rigoroso.

O Sol baixou, baixou, até que só se via uma fina linha de separação entre céu e Terra no horizonte, e tudo ficou avermelhado, com um ar mais mágico. E então, a luz se foi. A Lua estava crescente no céu, e um vento gelado começou a correr por entre os troncos seculares das árvores. Ouve-se, agora, o som de uma flauta...som tão límpido e cristalino, que a superfície do lago, antes parada, tremulou ao som da melodia alegre.

Todos os animais da floresta pararam para ouvir o som da flauta, e mesmo as aves noturnas cessaram seu canto orgulhoso. E por entre as árvores, a flauta se fez ouvida em toda a floresta. E mais nada, além do som doce da flauta. Atravessando o lago, um pouco depois do Grande Carvalho, estava a fonte de tal encantamento. Sentado numa pedra coberta de limo, balançando ao som da flauta de bambu, um ser robusto, com tronco e cabeça de homem, pernas cobertas de pêlo, cascos de cavalo e grandes chifres pontiagudos.

Observava a donzela que dançava ao som de sua música, logo à sua frente. Tinha longos cabelos claros, lisos, que escorriam até a altura da cintura.Os fios sedosos acompanhavam os movimentos da dança, pés habilidosos moviam-se descalços sobre a grama. A Deusa nunca havia estado tão bela quanto naquela noite.

Os dois brincavam nus, na noite fria da floresta, e alguns animais sejuntavam ao redor da clareira. Cansada, a Donzela sentou-se, e olhando para o Cornudo, esperou que a música acabasse.

Quando o Deus afastou a flauta de seus lábios, as figuras dos animais e da Donzela desapareçam... meras lembranças. A Deusa agora recolhia-se grávida no Mundo Subterrâneo, guardada por seus familiares, pronta para dar à luz dentro de tão pouco tempo. Era necessário que o Sol Novo nascesse. O Cornudo levantou-se com tristeza e caminhou até o lago, para observar seu reflexo.

Já estava velho e fraco, mas ainda continha grande energia... energia necessária para que a Deusa agüentasse o parto que se seguiria em menos de dois meses. Já não podia continuar a viver... a Terra precisava de seu sangue, e o Sol Novo de sua energia. Um grito ecoou em sua mente: a Deusa sofria. Aquele era o momento certo. O Cornudo olhou para os céus, e olhando para a mata, despediu-se de sua casa. Tambores rufaram quando Ele ergueu suas mãos e pronunciou as palavras secretas. Houve uma explosão, e Ele desapareceu.

Aqui, numa clareira nas montanhas, já distante da floresta, ouviam-se os tambores de guerra. Uma música rápida e repetitiva tornava o ar agressivo. Também com uma explosão, o cornudo surge no centro do círculo, um olhar decidido em seu rosto.

O Velho Cornudo tinha agora em suas mãos uma adaga ritual, e quando Ele alevantou apontada para seu peito os tambores cessaram. Cernunnos fechou os olhos, e o momento se fez silencioso... aqueles segundos duraram milênios

... O Cornudo levou a adaga a seu peito, e os tambores voltaram a tocar.

Quando a lâmina fria rasgou a carne do Deus, não houve um grito, sequer um sussurro de dor... apenas o som do sangue derramando-se sobre a terra. O Cornudo ajoelhou-se, com calma em seu olhar. Com as próprias mãos, abriu a ferida para que os espíritos recolhessem o sangue.

Quando o círculo tornou-se silencioso novamente, e todos os espíritos partiram, o Deus deitou e virou-se para as estrelas, e esperou que a paz voltasse a reinar sobre a floresta. Ainda sentia o sangue escorrendo para fora de seu corpo, e regando o círculo sagrado em que repousaria para sempre.

E do solo, ou talvez de lugares além das estrelas mais distantes, elevou-se um cântico, murmurado e pausado ... talvez fossem as pequenas criaturas do subsolo, ou ainda as estrelas, despedindo-se de seu Deus.

"Hoof and Horn, Hoof and Horn

All that Dies Shall be Reborn.

Corn and Grain, Corn and Grain

All that Falls Shall Rise Again."

O Cornudo morreu sorrindo, sabendo ser a semente de seu próprio renascimento. E Ele pode sentir sua energia retornando ao útero da Grande Mãe, que agora deixava de sofrer...

Os espíritos, então, romperam a barreira entre os dois mundos, e caminharam por sobre a Terra, espalhando o sangue e a força do Deus, para que pudéssemos sobreviver através dos tempos difíceis que se aproximavam.' Lyla limpou uma lágrima que escorria de seu rosto. As crianças ainda ouviam atentas.

'É por isso que os espíritos vêm ao nosso mundo nessa noite tão escura...

Eles trazem consigo um pouco do sangue do Deus Cornudo, que só renascerá no Solstício de Inverno. Trazem conselhos, proteção e promessas de que nos irão guiar durante todo o período escuro do ano. Devemos, portanto, saudar os espíritos, porque, sem eles, a semente do renascimento não seria espalhada.

Agora vão para a Casa Grande, vamos começar o ritual.

Lyla deixou que as crianças corressem na frente em direção à Casa Grande. Parou no meio do caminho, e deixou que seus ouvidos escutassem os sons do além. E de algum lugar chegou aos ouvidos de Lyla um cântico... 'Hoof and Horn, Hoof and Horn...


E Lyla caminhou para a Casa Grande.



(Infelizmente desconheço o autor)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Atitudes diante da Morte

Falar da morte é muito difícil, pois é algo que acontecerá conosco sem dúvida, em algum momento, o comportamento humano, gera suas adaptações e suas defesas para enfrentar sua finitude até as últimas consequências.

A finitude é algo que choca, apesar de seu conceito ser tão conhecido quanto da própria vida.

Falaremos hoje sobre os estágios que, segundo Elisabeth Kübler Ross, um paciente em fase terminal enfrenta quando tem absoluta certeza que o seu tempo de vida está contado.

1- Estágio da Negação e Isolamento: A negação é uma defesa temporária, a maioria dos pacientes e , muitas vezes a própria família, não se serve da negação por muito tempo, e o que é negar? É tentar acreditar que não está com a doença, mascará-la na tentativa de encobrir sua crescente depressão.

Em geral, só muito mais tarde é que o paciente lança mão mais do isolamento do que a negação. O isolamento faz parte do processo, pois é como se o paciente desse um tempo para ele mesmo, para amadurecer tudo que está acontecendo com ele, tudo que fez até aquele momento, refletir sobre a notícia recebida, enfim, tentar amadurecer e entender o lhe foi dito sobre seu diagnóstico.


2- Estágio da Raiva: Quando não é mais possível manter firme o primeiro estágio de negação, ele é substituído por sentimentos de raiva, de revolta e de ressentimento. Frase como:” os médicos não prestam, são incompetentes”, ou constantes desentendimentos com os enfermeiros, atitudes poliqueixosas , sentimento de impotência, principalmente em pacientes que controlavam tudo a vida inteira, de solidão e de sentir que o tratam com descaso, sente-se só e tem necessidades de afeição, de orar e de conversar sempre para sentir-se vivo, de ser tratado com dignidade pois vêem nos olhos e nas atitudes das pessoas o sentimento de piedade.


3- Estágio da Barganha: Se no primeiro estágio o paciente não conseguiu enfrentar os tristes acontecimentos, revoltando-se contra Deus e as pessoas, nessa fase procura algum tipo de acordo para que adie o desfecho inevitável. A barganha à Deus é uma tentativa de adiamento, inclui promessas e cobranças por ter sido uma boa pessoa, podem estar associadas a uma culpa recôndita.


4- Estágio de Depressão: A depressão surge quando paciente se depara, com a possível sensação de que estaria sendo, um estorvo para a família no momento (mesmo que ele não seja), e quanto perdeu e quanto perderá em sua vida, surge a sensação de que não há mais nada por fazer.


5-Estágio da Aceitação: Como o próprio nome sugere, é quando o paciente começa a aceitar sua finitude, quando ele teve a possibilidade de externar seus sentimentos de raiva, inveja, lamentado pelos lugares que conheceu e não conheceu, lamentar pessoas e lugares queridos, contemplará seu fim de formas tranqüila, sentirá necessidade de cochilar, de dormir com freqüencia. Se o paciente tem uma crença religiosa, esse processo se dá de forma mais tranqüila, com uma aceitação maior.



(Fonte:www.linkativo.com)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Os bons morrem jovens...


Love in the Afternoon - Legião Urbana

É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais.

Quando eu lhe dizia:
"- Me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada."
Você sorriu e disse:
"- Eu gosto de você também."

Só que você foi embora cedo demais

Eu continuo aqui,
Com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Um dia de chuva, um dia de sol
E o que sinto não sei dizer.

Vai com os anjos! vai em paz.
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez.

É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais

E cedo demais
Eu aprendi a ter tudo o que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu, que tive um começo feliz
Do resto não sei dizer.

Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre mas eu sei
Que você está bem agora
Só que este ano
O verão acabou
Cedo demais.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Incurável...



"O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções."









(Infelizmente desconheço o autor)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Que importa...




"Que importa restarem cinzas se a chama foi bela e alta?"



(Mário Quintana)