terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Nome Mágico


Com certeza você já deve ter se perguntado porque os pagãos se dão nomes e, também, dão nomes para seus instrumentos. Fazemos isso, não por um simples capricho, mas porque o nome traz consigo uma vibração que ajuda o Pagão a se conectar com as energias daquele nome.

Por exemplo, se antes de se adotar um nome, fizer o estudo numerológico dele, você poderá pesquisar e adotar o nome que carrega a força de determinado número que necessita ou quer. Agora, se não quiser ter muito trabalho com cálculos, você pode adotar um nome de uma Deidade a qual você admira. Desta forma, você poderá receber algumas das características da Deidade. Escolhida, atente-se para o fato, de que, se o método da numerologia você teria o trabalho de fazer cálculos, neste último você terá que pesquisar a fundo tal Deidade para evitar excesso ou possível falta de algo. Ou ainda, adotar um simples nome que indica diretamente a característica que quer. E por último, poderá criar um nome sem se ater com os aspectos numerológicos, característicos de determinada Deidade. Neste caso, você poderá fazer, através de suas próprias atitudes com que ele se torne um nome de poder.

É importante ter em mente que além do nome escolhido trazer as características que você deseja, você e ele devem estar em harmonização perfeita. Não se batize perante os Deuses com um nome pelo simples fato de ter sido usado por um grande Deus. Sinta se ele realmente combina com você. Este nome ficará “anotado” para sempre.


Outra coisa importante, o nome é um caminho para você ficar mais íntimo com a Deusa e com o Deus. Sem dúvida, escolher o próprio nome mágico é uma tarefa difícil, porém excitante. E nunca se esqueça…as palavras trazem consigo PODER…o nome é uma palavra e portanto, você carregará este poder para sempre.

Depois de ter encontrado seu nome mágico, você deve fazer um ritual (preferencialmente escrito por você) para se apresentar perante os Deuses (Deusa e Deus). Neste ritual, você deverá queimar um bom incenso, velas claras e uma música suave ou até mesmo dançante. Celebre este ritual criado por você como se fosse uma festa, o que o é, visto que você está nascendo dentro da casa da Deusa e do Deus. A partir do momento em que você gritar para Eles e para os quatro ventos o seu nome, você nasce para uma nova vida.

Após se apresentar para a Deusa e para o Deus, dê graças a Eles e peça que eles te reconheçam pelo nome dado. Após o pedido, pare em silêncio e faça uma viagem interior. Deixe sua imaginação levar o ritual. Se quiser lhe dê um presente. Terminado seu ritual, se desejar, faça uma reunião com seus amigos para comemorar seu nascimento.
                                      
Quando nascemos é nos dado um nome. Durante nossa infância e adolescência muitas vezes somos apelidados por nossos amigos. Quando começamos a namorar ou quando casamos somos apelidados por nosso cônjuge e ainda, quando casamos muitas vezes mudamos de nome colocando ou tirando nossos sobrenomes, aí quando há um divorcio no meio do caminho, mudamos tudo novamente, voltando a acrescentar ou retirando o nome de nosso cônjuge. Quando decidimos nos tornar pagãos…mais um nome. E se não bastasse este monte de nomes que recebemos, trocamos, tiramos ou colocamos, passamos a nomear nossos instrumentos, nosso covens e por aí vai.

Algumas pessoas explicam que estes montes de nomes não são por acaso. Indicam nossa evolução durante nossa vida. Outros ainda afirmam que os nomes representam nosso desenvolvimento durante o tempo de nosso aprendizado nesta vida.

Se são verdadeiras tais afirmações, não sei, porém uma coisa é certa, se nosso nome é exaustivamente pensado para ser escolhido, torna-se uma ferramenta importante para acelerar nossa evolução espiritual e a compreensão de nós mesmos. Quando fixamos nossos pés no caminho espiritual, a partir desse momento começamos a mudar. Trilhar por este novo caminho envolve uma série enorme e transformações físicas, psíquicas e espirituais. E o nosso nome influi neste processo. É o nosso nome que, também, serve de ferramenta mágica para nos fazer viajar em nossos caminhos individuais.



Um simples nome pode ser símbolo de pura inspiração ou pode ser a causa de nossas vitórias ou fracassos. Este mesmo nome simples, pode nos associar com poderes elementares e nos presentear com muita energia em nossas vidas, mas também pode servir de chave para uma completa desolação.

Eles podem enfatizar onde nós vamos, o que somos e o que esperamos ser. Pode fazer nos sentir fracos, poderosos, sábios, inocentes ou arrogante. Não existem limites ao que um simples nome pode trazer a nossa vida.

Você pode procurar por seu nome ideal também através da projeção astral, da meditação e outros métodos. Para facilitar esse processo, o indicado é que se tranque a sete chaves em um aposento ou local tranqüilo e tenha a certeza que não será incomodado, seja por telefone, visitas inesperadas, etc. Pense: “Eu estou procurando o nome que completa, que me renove. Quero o nome que me dê sabedoria, paz…aquele que me eleve perante os Deuses. Aquele que traga a transformação que necessito (ou crie sua própria frase).

Em estado meditativo, visualize a importância de ter um nome que se enquadra dentro do que você procura. Fique aberto para ser levado para qualquer ponto do passado, para rituais, para ser surpreendido por qualquer fato. Preste atenção para escutar coisas que podem ser sussurradas para você. Não desanime se não conseguir seu nome nesta primeira tentativa. Tudo tem seu tempo certo para acontecer.



Na mesma noite em que saiu a procura de seu nome seguindo as dicas acima, preste atenção em seus sonhos. Na verdade, é bem provável que você só encontre o seu nome depois de um tempinho. Às vezes você pode pensar em um nome de repente e se identificar totalmente com ele! Varia bastante de pessoa para pessoa, mas o ideal é você estar sempre pensando nisso, se for realmente importante para você.

É necessário adotar um nome mágico?
Não, não é necssário ou obrigatório, mas muitas bruxas (e bruxos) adotam esta prática para simbolizar a mudança de suas vidas para um novo caminho.

Qual a diferença do nome mágico para o nome pagão?
O nome mágico é aquele nome que você ganha no momento da sua iniciação (ou dedicação), dado pela sacerdotisa ou pelo sacerdote do coven que você foi iniciado. Bruxos solitários escolhem seus próprios nomes.

Este nome serve para a sua comunicação com os deuses e os elementos naturais de forma geral. É a sua identidade no mundo mágico. O seu nome civil foi dado pela sua mãe quando você nasceu, e por isso ele é tão especial. Porém, o nome mágico lhe será dado para simbolizar um novo nascimento – o seu nascimento como bruxa ou bruxo.

O nome pagão é um nome que você pode escolher para você para ser usado em encontros de bruxas, listas de discussão pela internet etc. É o nome pelo qual você deseja se tornar conhecido. O nome mágico, porém, deve ser secreto aos outros; apenas você deve usá-lo para a comunicação com as divindades.

É obrigatório ter um nome pagão?
Não. Muita gente não usa, mas nós particularmente achamos interessante, pois você mostra que uma mudança ocorreu em sua vida quando você começou a estudar a bruxaria e, por isso, um novo nome (mais adequado) foi escolhido.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A importância de uma Espiritualidade saudável


Fui criada dentro do cristianismo. Mesmo sentindo meu coração sempre duvidoso sobre onde estava, esse era o único caminho espiritual que eu conhecia e que me faziam acreditar como “única verdade”. Infelizmente, eu não compreendia uma coisa muito simples que posteriormente constatei na minha própria vida: a religião não é necessariamente espiritual e a espiritualidade não é necessariamente religiosa. Fato !

Sempre sentia que os ensinamentos cristãos não me davam as respostas de que eu precisava. E muitas das idéias e posturas que as pessoas religiosas defendiam eram apenas coisas que tinham aprendido e aceitado. Além disso, os representantes das religiões cristãs estavam sempre prontos para apontar o dedo na direção daqueles que não professavam a mesma fé.

Hoje sou uma bruxa, seguidora da religião Wicca, e com muito orgulho por ter uma espiritualidade bem definida que só me traz benefícios, paz interior e pensamentos de amor. Tento fazer sempre o meu melhor dentro de minhas limitações como ser humano. Mas justamente é essa espiritualidade bem vivida que me ensina como continuar sem medos. Mesmo em meio às atribulações da vida.

Reconheço que muitas igrejas pregam felicidade, amor e o não-julgamento, tenho inclusive amigos que se formaram comigo em Teologia e se tornaram pastores, mas verdadeiros líderes que sabem pregar o amor ao próximo sem distinção nem preconceitos. Mas a igreja que eu conheci, definitivamente não era uma delas. Muito menos o que via e ouvia em seus “bastidores”.

Se é para falar de “verdades”, acredito que o verdadeiro cristianismo (aquele que segue os passos de Cristo) seja muito semelhante à filosofia da Wicca, por exemplo, no que se professa a ética e a moral. Percebo agora que o cristianismo que eu procurava na época não era esse, pois os ensinamentos originais de Cristo relacionados à paz e à igualdade entre todos os seres humanos tinham sido deturpados pelo julgamento, pela condenação e pelo egocentrismo. É lamentável que as escrituras sejam tantas vezes mal interpretadas, deturpadas e mutiladas para manipular as pessoas. Grande parte do cristianismo de hoje não representa a religião em seu sentido mais verdadeiro.

Mas também preciso admitir que muitos pagãos e praticantes de magia são pessoas irresponsáveis ou mal informadas. Além disso, vêem a espiritualidade como algo separado da vida diária. É uma pena, pois isso só contribui para formar uma imagem negativa das pessoas que buscam com sinceridade a realização espiritual e o autodesenvolvimento por meio de um culto pagão.

Um número absurdo de pessoas vive passando de um caminho espiritual para outro, sem nunca se satisfazer com nenhum deles. Esse é um fato compreensível que encerra uma grande lição: a maioria dos caminhos espirituais tem a mesma essência, mas metologias diferentes. Tudo é uma questão de como utilizá-los e aonde deixamos que eles nos levem. Todo caminho tem também as suas falhas e maus seguidores que desvirtuam a sua intenção original.

Minha experiência ensinou-me uma coisa muito certa: Pessoas tem o direito de buscar sua espiritualidade aonde for e serem respeitadas por isso. Mas se essa busca não for bem trabalhada nem bem orientada, o que gera disso tudo são pessoas ainda mais inseguras, perdidas e conformadas com qualquer coisa que ouvem por aí, principalmente vindo de líderes mal intencionados e que nada acrescentam em nossos corações e mentes.

Um mundo de mais amor, respeito, compreensão e livre de preconceitos e julgamentos é o que nos falta. Se isso é utopia? Claro que não. Porque não existe um só ser humano que não sonhe com isso. Daí minha luta e preocupação pela divulgação de uma espiritualidade saudável.

Meu profundo respeito...

domingo, 29 de janeiro de 2012

Sem sentido...



"E que fique muito mal explicado, não faço força pra ser entendido. Quem faz sentido é soldado."

(Mário Quintana)

sábado, 28 de janeiro de 2012

SHOW DO CHICO BUARQUE EM 19/01/12


Um pouco das muitas e lindas lembranças que registrei desse Show do Chico que fui.
Mais um sonho realizado. Presente surpresa do maridão...
Obrigada Ale por ter proporcionado mais essa alegria ! Só você mesmo...











sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

My Immortal - Evanescence



Estou tão cansada de estar aqui
Reprimida por todos os meus medos infantis
E se você tiver que ir, eu desejo que você vá logo
Pois sua presença ainda permanece aqui
E isso não vai me deixar em paz
Essas feridas parecem não querer cicatrizar
Essa dor é muito real
Há simplesmente tantas coisas que o tempo não pode apagar
Quando você chorou eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou eu lutei contra todos os seus medos
Eu segurei a sua mão por todos esses anos
Mas você ainda tem tudo de mim
Você costumava me cativar pela sua luz ressonante
Agora eu estou limitada pela vida que você deixou para trás
Seu rosto assombra meus únicos sonhos agradáveis
Sua voz expulsou toda a sanidade em mim
Essas feridas parecem não querer cicatrizar
Essa dor é muito real
Há simplesmente tantas coisas que o tempo não pode apagar
Quando você chorou eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou eu lutei contra todos os seus medos
Eu segurei a sua mão por todos esses anos
Mas você ainda tem tudo de mim
Eu tentei tanto dizer a mim mesma que você se foi
Mas embora você ainda esteja comigo
Eu tenho estado sozinha todo esse tempo.
Quando você chorou eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou eu lutei contra todos os seus medos
Eu segurei a sua mão por todos esses anos
Mas você ainda tem tudo de mim

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Indico o Filme: "Um Método Perigoso" (A Dangerous Method)

Sinopse de "Um Método Perigoso" (A Dangerous Method)


Baseado no livro “Um Método Muito Perigoso” de John Keer, David Cronenberg usa Jung e Freud e seus princípios da psiquiatria para construir o processo da culpa em "Um Método Perigoso". Jung (Michael Fassbender) atrela os conflitos naturais do ser humano à espiritualidade e aspectos oníricos; Freud (Viggo Mortensen) atrela a sexualidade como princípio para qualquer fraqueza. Como elo personificado, está Sabina Spielrein (Keira Knightley), paciente de Jung e aspirante a psiquiatra.

O filme aborda a relação de Sigmund Freud com seu principal discípulo – e posterior opositor – Carl Gustav Jung. No início do século XX, Jung inicia a colocar em prática um novo método que seu mentor, Freud, ainda mantinha na teoria: a cura através da fala. A primeira paciente a ser tratada desse modo é Sabina Spielrein, uma jovem russa atormentada por severas perturbações e crises de histeria.

Paralelamente, é enfocada a aproximação entre Freud e Jung e também o envolvimento deste último com a paciente, rompendo as barreiras éticas e trazendo um sério dano à sua reputação. Sabina, curada, estuda medicina e vem a tornar-se a primeira psicanalista do sexo feminino. Ao mesmo tempo, Jung começa a questionar os dogmas de Freud e a trilhar um caminho próprio, que irá não apenas afastá-lo do antigo mestre, mas também criar uma disputa que levará ao rompimento definitivo da amizade. Selecionado para a competição do Festival de Veneza 2011.



A relação entre o pai da psicanálise e aquele que foi seu maior admirador e, posteriormente, opositor por si só já costuma gerar debates apaixonados, por ter criado uma divisão definitiva entre o caminho a ser seguido por todos os profissionais que vieram desde então. O inteligente roteiro de Christopher Hampton – vencedor do Oscar por Ligações Perigosas e indicado por Desejo e Reparação – analisa com propriedade as ideias, modo de vida e personalidades conflitantes desses dois grandes gênios (deixando claro que o rompimento viria cedo ou tarde, mesmo sem um catalisador) de um modo abrangente e, ao mesmo tempo, simples, sem deixar de fora o espectador que não possua um conhecimento prévio da história. O longa consegue, ainda, não tomar partido entre a rigidez moral e científica de Freud e a busca mística e os caminhos pouco ortodoxos de Jung.




Um Método Perigoso também mostra com despudor o perturbador caso de Sabina e como o jogo de aparências da sociedade europeia do início de século XX poderia levar à loucura uma pessoa com desejos um pouco fora dos padrões ditos normais. E a verdade incontestável é que, se por um lado Jung foi tremendamente antiético e ultrapassou todos os limites com a paciente, por outro ele de fato a curou. 

Também podemos notar um interessante paradoxo entre a recuperação progressiva de Sabina e uma certa decadência emocional da parte de Jung, cheio de conflitos mal-resolvidos em relação a Freud. O filme adota o ponto de vista de que o suíço, embora tenha tomado um rumo profissional diverso, ainda não estava pronto para o rompimento emocional que isso acarretou. 

E não se pode deixar de sentir a ironia no fato da frase de despedida entre os dois ser uma fala de Hamlet (o resto é silêncio), personagem com uma relação tumultuada com o pai. É nos pequenos detalhes que fica mais evidente ainda a brilhante direção de David Cronenberg, com seu equilíbrio delicado entre ousadia e bom gosto. Considerando, ainda, o destaque que Cronenberg costuma dar às pulsões sexuais em seus trabalhos, não consigo pensar em escolha melhor para estar à frente deste projeto.



O elenco maravilhoso só ajuda a tornar o filme ainda mais fascinante. O alemão Michael Fassbender, o ator europeu mais em ascensão do momento, compõe um Jung apaixonado pela psiquiatria e eternamente assombrado por seus desejos. E embora o filme seja do princípio ao fim de Fassbender, Viggo Mortensen é preciso como Freud, fazendo o contraponto perfeito sempre que necessário. Com sua característica barba e seu eterno charuto, o pai da psicanálise é o responsável pela melhores falas de um filme repleto delas, como por exemplo, “nunca confie em um ariano”, petardo que destila sobre Jung após decepcionar-se com ele. Keira Knightley também está surpreendentemente bem, sendo protagonista dos aspectos mais polêmicos do longa. O filme ainda conta com a participação luxuosa de Vincent Cassel como uma sedutora mistura de médico e de louco que termina por se mostrar uma influência perniciosa sobre Jung.


 

Trata-se de mais uma obra-prima de um cineasta que vem nos acostumando mal: David Cronenberg já possui uma longa e interessante filmografia, mas nos últimos anos vem apresentando filmes cada vez mais maduros e, ao mesmo tempo, tem mantido a ousadia e toque de bizarrice que são suas marcas constantes. E, coincidência ou não, seus três últimos e mais bem- acabados filmes – Marcas da Violência, Senhores do Crime e este – coincidem com a colaboração de Viggo Mortensen. 

Torçamos para que esta parceria seja mais duradoura do que a de Jung com Freud. Um Método Perigoso é aquele tipo de produção que conta uma história real tão rica e fascinante que parece fictícia. Sei que ainda é cedo para afirmar, mas desde já aposto nele como “o filme” deste Festival. Elenco perfeito, direção precisa, abordagem ousada, reconstituição de época impecável, roteiro inteligente, e tudo isso a serviço de narrar uma história que vem atraindo interesse e despertando paixões há quase um século. O que mais se pode esperar de um filme?

(pelo Blog Artes e Subversão)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Parte 3 - Debate entre Freud e Jung - O Rompimento


Ao voltar de uma série de conferências que realizou nos Estados Unidos, Jung escreve a Freud entusiasmado com as modificações que fez na teoria psicanalítica, particularmente em relação à teoria da libido. Ele acreditava que a sua nova versão da psicanálise havia conquistado a simpatia de muitas pessoas que até então estavam confusas com o problema da sexualidade na neurose.

Freud agradece, cordialmente, as notícias sobre a situação da psicanálise nos Estados Unidos, mas indica que "a batalha não seria decidida lá" e critica a atitude de Jung em reduzir as resistências com suas modificações teóricas, sendo taxativo ao dizer que ele não deveria vangloriar-se disso. Freud não hesita também em adverti-lo de que, "quanto mais se afasta do que é novo em psicanálise, mais certeza se tem do aplauso e menos resistência se encontra".

A primeira carta de Freud a Jung, do ano de 1913, contém a proposta de que abandonassem, por completo, suas relações pessoais. Freud diz, nessa carta, que "um homem deve subordinar os seus sentimentos pessoais aos interesses gerais do seu ramo de empreendimentos".

As cartas revelam que Freud, apesar de várias tentativas, não conseguiu convencer Jung do equívoco de sua teoria. É visível também o esforço de Freud em separar a teoria da amizade, elogiando por diversas vezes o livro de Jung. Portanto, essa radical tomada de posição de Freud distingue a psicanálise, definitivamente, da teoria mística de Jung. 

É verdade que eles, ainda assim, continuam se correspondendo, porém nenhuma referência mais, no sentido da vida pessoal de cada um, é citada. Discutem, basicamente, questões institucionais, publicações e os preparativos para o Congresso de Munique, que seria realizado nos dias 7 e 8 de setembro de 1913.

Jung visitou a Inglaterra no princípio de agosto, com o objetivo de apresentar trabalhos na Sociedade Psicomédica de Londres e no 17º Congresso Internacional de Medicina. Apresentou suas divergências com a teoria freudiana da neurose, propondo que a teoria freudiana fosse libertada do ponto de vista puramente sexual e, em seu lugar, fosse levado em conta o "ponto de vista energético".

(por Kátia Mariás Pinto, Mestre em psicologia pelo Programa de Mestrado em Psicologia: Estudos Psicanalíticos (Fafich/UFMG)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Poema: Te olho nos olhos - Ana Carolina



Te olho nos olhos e você reclama que te olho muito profundamente
Desculpa, tudo que vivi foi profundamente.
Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de eu me inventar de novo.
Desculpa, se te olho profundamente, rente à pele
A ponto de ver seus ancestrais nos seus traços,
A ponto de ver a estrada muito antes dos teus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim; nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente!


 

Parte 2 - JUNG E AS METAMORFOSES DA LIBIDO


Em Símbolos da transformação: análise dos prelúdios de uma esquizofrenia (1911/1989), Jung se propõe a analisar as suscetibilidades às influências sugestivas de uma jovem esquizofrênica. Ele investiga o lugar de Deus e da religião na vida psíquica do homem. Faz uma análise extensiva dos símbolos nos quais a libido é passível de se transformar e propõe aquilo que põe fim, definitivamente, ao seu relacionamento com Freud: a dessexualização da libido.

Lançamos mão, mais uma vez, da terminologia lacaniana para dizer que a teoria junguiana da libido é fundamentalmente imaginária e prevalece o caráter analógico da libido. Essa constatação refere-se ao fato de que sua libido, tomada como uma energia neutra, é deslocada, sucessivamente, para formas espirituais, a ponto de transformar-se em Deus. É exatamente por não acompanhar a noção freudiana sobre o caráter paradoxal da pulsão sexual que ele provoca essa extensão da libido e, conseqüentemente, é levado a dessexualizá-la.

Tais considerações nos levaram a concluir que, não havendo um ponto que interrompa as sucessivas metamorfoses da libido, não há na teoria junguiana o mecanismo do recalque, essencial para introduzir o sujeito no universo da cultura. Ele recusa a interdição do incesto, ele recusa a função simbólica do pai. Isso explica sua insistência no movimento regressivo da libido. À medida que, para ele, o pai não possui a função de interditar a mãe e recalcá-la, o sujeito permanece absolutamente submetido ao incessante jogo da (sua) libido, que não conhece limite. Jung recusa também a noção de constância libidinal, proposta por Freud num momento bem inicial da teoria psicanalítica.

Uma outra vertente para se pensar a proposta de Jung em dessexualizar a libido pode ser buscada na noção freudiana de sublimação. O conceito de sublimação foi introduzido por Freud para indicar que, se não há atividade sexual, tampouco há recalque. A sublimação freudiana coloca o paradoxo de que é possível uma satisfação das pulsões sem atividade sexual e sem recalque. Isso leva Jung a pensar que, se a libido pode satisfazer-se sublimatoriamente, não deve ser sexual. Por isso, ele coloca o acento nas metamorfoses da libido, em suas transformações. E como essa libido é capaz de transformar-se de maneira tal que se satisfaz sem sexualidade, ela é, portanto, um elemento não sexual no homem.


por Kátia Mariás Pinto - Mestre em psicologia pelo Programa de Mestrado em Psicologia: Estudos Psicanalíticos (Fafich/UFMG); correspondente da Escola Brasileira de Psicanálise, em Minas Gerais para o site:scielo.br

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O debate entre Freud e Jung sobre a Teoria da Libido - parte 1


O conceito de libido foi, certamente, um ponto crucial que definiu os rumos da psicanálise em relação à sua concepção do mecanismo causal das psicoses. Essa pesquisa buscou, no encontro entre Freud e Jung ou, mais especificamente, na controvérsia estabelecida sobre a teoria da libido, a nova etapa da psicanálise. A partir deste ponto, Freud pôde reorientar sua primeira teoria do dualismo pulsional, referindo-se ao auto-erotismo e introduzindo o eu como uma instância de investimento libidinal e não mais apenas os objetos da pulsão.

Ficou evidente, portanto, que o debate sobre a libido freudiana acarretou conseqüências cruciais para a concepção psicanalítica das psicoses, tanto que Freud reporta em "Sobre o narcisismo: uma introdução", que o conceito de narcisismo oferece uma alternativa à libido não sexual de Jung, presente nesses casos. Nesse mesmo texto, encontra-se a crítica de Freud à concepção monista da libido presente em Jung, o que permitiu a Freud lançar as bases para uma futura dualidade pulsional necessária à sua concepção de que o conflito é estruturante do funcionamento psíquico. Nesse momento da obra de Freud, a bipolaridade é explicada pela existência de duas libidos — libido do eu e libido do objeto —, cada uma implicando uma escolha de objeto, segundo o tipo narcísico ou o tipo de ligação. Essa reformulação da teoria psicanalítica se deu imediatamente após a ruptura com Jung. Mais tarde, estabeleceu outras modificações que culminaram numa reelaboração total de sua concepção dualista das pulsões, em que sobressai a pulsão de morte.



A parceria de Freud e Jung já anunciava a discordância desde o seu início. As cartas trocadas revelam que o interesse pela psicose estava colocado tanto do lado de Jung quanto do lado de Freud, bem como a dificuldade do suíço em captar a essência da noção de sexualidade proposta por Freud. Jung fez numerosas tentativas de neutralizar o papel da sexualidade, acreditando que a comunidade científica não seria capaz de alcançar a abrangência dessa noção.

A noção de sexualidade, na teoria freudiana, escapa à noção restrita de genitalidade e a posição de Jung permanecia divergente daquela de Freud no essencial sobre a libido: para ele a libido não poderia ser apenas a energia da pulsão sexual. Ele a eleva a uma proporção tal que ela sofre muitas transformações, alcançando formas espirituais. Esse é, aliás, o tema do seu livro Metamorfose e símbolos da libido, sobre o qual Freud decide-se por cortar definitivamente as relações com Jung, acusando-o de deturpar a teoria psicanalítica e de não ter entendido nada sobre o inconsciente.



Em "Os três ensaios sobre a teoria da sexualidade" (FREUD, 1905/1990), Freud apresenta o que vem a ser o sexual em seus escritos. Nesse trabalho, ele parte do estudo das "perversões" para afirmar que todas as atividades que constituem a vida sexual dos perversos desempenham o mesmo papel que a satisfação sexual normal desempenha em nossas vidas. Lacan oferece uma chave para a leitura do texto freudiano: existe na satisfação libidinal um caráter paradoxal.

Esse caráter já está presente em suas elaborações nesse período, mas só vai ser formalizada em 1920, com a publicação de "Além do princípio do prazer". É exatamente esse caráter paradoxal da satisfação libidinal que escapa a Jung. E aqui, Lacan nos ajuda a perceber que a perspectiva de Jung da libido permanece cativa do imaginário. Para ele, a libido permanece num movimento infinito de investir e desinvestir o eu e dos objetos, transformando-se em figuras variadas, próprias da mitologia. Na teoria junguiana, a libido é essencialmente simbólica, daí sua conclusão da existência de um inconsciente coletivo. Como essa libido é uma energia que se transmite às gerações, ela é o inconsciente arquetípico que possui estruturas fixas transmitidas universalmente.



O problema da sexualidade, na teoria freudiana, está colocado inclusive nos casos de psicose. Em "As neuropsicoses de defesa", um texto de 1894, Freud afirma que "é precisamente a vida sexual que traz as oportunidades para o surgimento de representações intoleráveis" (FREUD, 1894a/1990, p.59) e "o eu rejeita a representação intolerável através de uma fuga para a psicose" (FREUD, 1894a/1990, p.63). Haveria para Freud, nesse momento, um tipo específico de "recalque" que ele chama de "projeção": uma idéia originada no íntimo é projetada para fora, reaparecendo como se viesse do exterior, como uma realidade percebida.

Dessa maneira, o recalque manifesta-se em oposição a tal idéia. O afeto correspondente é retido no eu, ocorrendo a inversão em desprazer. Temos, nesse caso, a paranóia, quando, na tentativa de reencontrar o objeto, a libido transforma as representações em alucinações, com inversão do afeto em desprazer. A libido recalcada é, gradativamente, transformada em convicção, em crença, dando ao delírio toda a sua força.


por Kátia Mariás Pinto - Mestre em psicologia pelo Programa de Mestrado em Psicologia: Estudos Psicanalíticos (Fafich/UFMG); correspondente da Escola Brasileira de Psicanálise, em Minas Gerais - Para o site: scielo.br

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A Astrologia e a Psicologia de Jung


A segunda filha de Carl Gustav Jung, Gret Baumann-Jung, tornou-se a mais famosa astróloga de Zurique. Lembrando que Carl Jung costumava fazer mapas astrais de seus clientes. O que era significativo na astrologia para Jung era a coincidência de movimentos dos astros com as estruturas psicológicas. Os astrólogos(as), através de séculos de estudos, teriam projetado naqueles corpos celestes e nos seus movimentos, as percepções que jaziam no inconsciente coletivo. Carl Jung dizia que está escrito nas estrelas, que estamos lendo o que a humanidade mesmo escreveu, porque ao atribuir símbolos e significados aos astros e seus movimentos, usando a intuição (já que para ele era sua função dominante superior).

 (pelo blog astroterapia junguiana)


De todos os enfoques psicológicos, o de Jung é aquele que se tem revelado mais abrangente e mais próximo do modelo astrológico total.


Interação da astrologia com correntes terapêuticas e psicológicas

Em meu ponto de vista, a astrologia é um modelo da psique, e a psicologia mais antiga, que antecedeu às psicologias. As diversas teorias e métodos psicológicos se encaixam em partes deste "modelo primeiro" e mais completo, cada uma delas enfocando uma parte da mandala astrológica, dando ênfase em um ou outro eixo zodiacal.

A Psicologia Analítica de Jung tem-se mostrado a mais abrangente até então e a mais próxima do modelo astrológico total. Destaco como principais pontos de contato:

- luz e sombra = signos em suas polaridades
- anima e animus = luminares 
- a tipologia de Jung = quatro elementos o enfoque pela simbologia e mitologia o conceito de individuação e a integração pela mandala.

A própria abordagem de Jung no processo terapêutico, onde considera todos os demais métodos, teorias e propostas de acordo com o paciente e seu momento.

Jung não pôde compreender e utilizar melhor a astrologia porque ela só pode ser vista mais adeqadamente do ponto de vista psicológico através de suas próprias teorias. Ele deu nomes psicológicos aos conteúdos astrológicos. Considero que a astrologia pode e deve servir de embasamento para toda e qualquer disciplina ou conhecimento, e privilegiados aqueles que a conhecem. Como Sabedoria de Vida, facilita o melhor entendimento de qualquer processo e amplia o entendimento de outras "línguas".


Novas escolas e métodos terapêuticos

Penso que, além das doenças decorrentes da vida sedentária, as desordens emocionais serão as grandes doenças do futuro. A falta de espaço e a exacerbação do mental deverão trazer uma busca maior de conscientização e a necessidade de individualidade devido à massificação. O médico ou o terapeuta perderão o poder sobre o paciente. 

Restará a parceria, o curar juntos e os trabalhos em grupo. Vejo que hoje as terapias alternativas proliferam, mas, em sua maioria, continuam a funcionar sob o mesmo prisma curativo e não preventivo e nos mesmos moldes fracionários do ser humano, enquanto o apelo ao "Espiritual" atua, equivocadamente, como negação do racional e/ou corporal. Alguma coisa deve surgir com uma visão unificadora e capaz de retomar um sentido para a existência.

Para Jung, a religião era uma função psíquica (Self = Deus). A experiência de encontro com o Self é vivida como uma experiência religiosa, pois compreende:

- Uma busca de sentido para a vida;
- A atitude durante o processo pressupõe entrega, perda do controle do ego e necessidade de re-ligar-se; 
- Temas religiosos são expressos no processo;
- Vem acompanhada de efeitos de Paz, Salvação e a sensação de se ter recebido uma "Graça", semelhantes    às vivências tidas por religiosos;
-  Experiências da fusão de opostos, de totalidade, semelhante à fusão com o Divino.

Do meu ponto de vista, o método terapêutico do futuro compreenderá uma volta à religião, à busca de deus, do sagrado, dos rituais como forma de atingir a totalidade. Assim como deus, a arte será um meio de se alcançar harmonia e plenitude.


 (por Angela Schnoor para o site constelar.com.br)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A importância das Funções Junguianas


O psicólogo C. G. Jung foi o primeiro a tomar os quatro elementos - fogo, água, ar e terra - como funções psíquicas da personalidade. As funções psíquicas seriam polares para Jung, o que significa que o desenvolvimento exagerado de uma função implicaria no subdesenvolvimento ou na atrofia da sua função oposta. Jung observou também que cada indivíduo tem uma função psíquica principal e uma função psíquica secundária, o que caracterizaria uma tipologia psicológica bem determinada.



“Para mim Jung sempre foi e será um Gnóstico que usou da psicologia para fazer com que os pensadores da área de psicologia abrissem sua "cabeça" para outros universos de conhecimento, outras formas de ver o ser humano...Para aqueles que gostam de relacionar tudo com a Roda da Vida, tentem colocar cada uma dessas 4 funções nos 4 pontos cardeais e terão sua visão ampliada de como entender a psicologia, seja ela junguiana, freudiana, lacaniana, esquisoterica, naturalista, evolucionista e tantos outros termos usados para falar do mesmo com linguagens diferentes...”  (por Tanka para o grupo Hecate)

"Carl Gustav Jung deu um novo sentido à astrologia, pois a visão anteriormente era de uma maneira de detectar infortúnios ou lances de sorte, ou seja, magia, assim com a visão junguiana passou a ser mais uma análise das possíveis influências positivas e negativas atuando sobre a vidas das pessoas, dando uma oportunidade ao ser humano de compreender a sua própria vida, aprofundando seu ser." (Blog Astroterapia Junguiana)




As Funções: Pensamento, Sentimento, Sensação, Intuição

Jung identificou quatro funções psicológicas fundamentais: pensamento, sentimento, sensação e intuição. Cada função pode ser experienciada tanto de uma maneira introvertida quanto extrovertida. 

O pensamento e o sentimento eram vistos por Jung como maneiras alternativas de elaborar julgamentos e tomar decisões. O pensamento está relacionado com a verdade, com julgamentos derivados de critérios impessoais, lógicos e objetivos. Sentir é tomar decisões de acordo com julgamentos de valores próprios. 

Jung classifica a sensação e a intuição, juntas, como as formas de apreender informações, ao contrário das formas de tomar decisões. A sensação refere-se a um enfoque na experiência direta, na percepção
de detalhes, de fatos concretos, o que uma pessoa pode ver, tocar, cheirar. 

A intuição é uma forma de processar informações em termos de experiência passada, objetivos futuros e processos inconscientes. Pessoas intuitivas dão significado às suas percepções com tamanha rapidez que via de regra não conseguem separar suas interpretações dos dados sensoriais brutos.

Os intuitivos processam informação muito depressa e relacionam, de forma automática, a experiência passada e informações relevantes à experiência imediata. Para o indivíduo, uma combinação das quatro funções resulta em uma abordagem equilibrada do mundo: uma função que nos assegure de que algo está aqui (sensação); uma segunda função que estabeleça o que é (pensamento); uma terceira função que declare se isto nos é ou não apropriado, se queremos aceitá-lo ou não (sentimento); e uma quarta função que indique de onde isto veio e para onde vai (intuição).

Entretanto, ninguém desenvolve igualmente bem todas as quatro funções. Cada pessoa tem uma função fortemente dominante, e uma função auxiliar parcialmente desenvolvida. As outras duas funções são em geral inconscientes e a eficácia de sua ação é bem menor. Quanto mais desenvolvidas e conscientes forem as funções dominante e auxiliar, mais profundamente inconscientes serão seus opostos. Jung chamou a função menos desenvolvida em cada indivíduo de "função inferior". Esta função é a menos consciente e a mais primitiva e indiferenciada.


“Muitas vezes me perguntaram qual era meu método psicoterapêutico ou analítico; não posso oferecer uma resposta unívoca. Cada caso exige uma terapia diferente. Quando um médico me diz que "obedece" estritamente a este ou àquele "método", duvido de seus resultados terapêuticos. Trato cada doente tão individualmente quanto possível, pois a solução do problema é sempre pessoal... Uma verdade psicológica só é válida se puder ser invertida. Uma solução falsa para mim pode ser justamente a verdadeira para outra pessoa... Devem-se utilizar com muita prudência as hipóteses teóricas. Talvez elas sejam válidas hoje e amanhã surgirão outras... A meus olhos, diante do paciente só existe a compreensão individual. Cada doente exige o emprego de uma linguagem diversa. Assim, numa análise, posso falar uma linguagem adleriana, em outra, uma linguagem freudiana (terminologia de A. Adler e de Freud).”


Fontes:

- Memórias, Sonhos e Reflexões, Ed. Nova Fronteira
- Portal da Educação e Saúde
- Yahoo Grupos: Vera Tanka para o grupo Hecate
- Blog Astroterapia Junguiana




segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Brisa ou Ventania...depende de quando...


"Sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania, depende de quando, e como você me vê passar."

 (Clarice Lispector)