segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A Astrologia e a Psicologia de Jung


A segunda filha de Carl Gustav Jung, Gret Baumann-Jung, tornou-se a mais famosa astróloga de Zurique. Lembrando que Carl Jung costumava fazer mapas astrais de seus clientes. O que era significativo na astrologia para Jung era a coincidência de movimentos dos astros com as estruturas psicológicas. Os astrólogos(as), através de séculos de estudos, teriam projetado naqueles corpos celestes e nos seus movimentos, as percepções que jaziam no inconsciente coletivo. Carl Jung dizia que está escrito nas estrelas, que estamos lendo o que a humanidade mesmo escreveu, porque ao atribuir símbolos e significados aos astros e seus movimentos, usando a intuição (já que para ele era sua função dominante superior).

 (pelo blog astroterapia junguiana)


De todos os enfoques psicológicos, o de Jung é aquele que se tem revelado mais abrangente e mais próximo do modelo astrológico total.


Interação da astrologia com correntes terapêuticas e psicológicas

Em meu ponto de vista, a astrologia é um modelo da psique, e a psicologia mais antiga, que antecedeu às psicologias. As diversas teorias e métodos psicológicos se encaixam em partes deste "modelo primeiro" e mais completo, cada uma delas enfocando uma parte da mandala astrológica, dando ênfase em um ou outro eixo zodiacal.

A Psicologia Analítica de Jung tem-se mostrado a mais abrangente até então e a mais próxima do modelo astrológico total. Destaco como principais pontos de contato:

- luz e sombra = signos em suas polaridades
- anima e animus = luminares 
- a tipologia de Jung = quatro elementos o enfoque pela simbologia e mitologia o conceito de individuação e a integração pela mandala.

A própria abordagem de Jung no processo terapêutico, onde considera todos os demais métodos, teorias e propostas de acordo com o paciente e seu momento.

Jung não pôde compreender e utilizar melhor a astrologia porque ela só pode ser vista mais adeqadamente do ponto de vista psicológico através de suas próprias teorias. Ele deu nomes psicológicos aos conteúdos astrológicos. Considero que a astrologia pode e deve servir de embasamento para toda e qualquer disciplina ou conhecimento, e privilegiados aqueles que a conhecem. Como Sabedoria de Vida, facilita o melhor entendimento de qualquer processo e amplia o entendimento de outras "línguas".


Novas escolas e métodos terapêuticos

Penso que, além das doenças decorrentes da vida sedentária, as desordens emocionais serão as grandes doenças do futuro. A falta de espaço e a exacerbação do mental deverão trazer uma busca maior de conscientização e a necessidade de individualidade devido à massificação. O médico ou o terapeuta perderão o poder sobre o paciente. 

Restará a parceria, o curar juntos e os trabalhos em grupo. Vejo que hoje as terapias alternativas proliferam, mas, em sua maioria, continuam a funcionar sob o mesmo prisma curativo e não preventivo e nos mesmos moldes fracionários do ser humano, enquanto o apelo ao "Espiritual" atua, equivocadamente, como negação do racional e/ou corporal. Alguma coisa deve surgir com uma visão unificadora e capaz de retomar um sentido para a existência.

Para Jung, a religião era uma função psíquica (Self = Deus). A experiência de encontro com o Self é vivida como uma experiência religiosa, pois compreende:

- Uma busca de sentido para a vida;
- A atitude durante o processo pressupõe entrega, perda do controle do ego e necessidade de re-ligar-se; 
- Temas religiosos são expressos no processo;
- Vem acompanhada de efeitos de Paz, Salvação e a sensação de se ter recebido uma "Graça", semelhantes    às vivências tidas por religiosos;
-  Experiências da fusão de opostos, de totalidade, semelhante à fusão com o Divino.

Do meu ponto de vista, o método terapêutico do futuro compreenderá uma volta à religião, à busca de deus, do sagrado, dos rituais como forma de atingir a totalidade. Assim como deus, a arte será um meio de se alcançar harmonia e plenitude.


 (por Angela Schnoor para o site constelar.com.br)

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