terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A importância das Funções Junguianas


O psicólogo C. G. Jung foi o primeiro a tomar os quatro elementos - fogo, água, ar e terra - como funções psíquicas da personalidade. As funções psíquicas seriam polares para Jung, o que significa que o desenvolvimento exagerado de uma função implicaria no subdesenvolvimento ou na atrofia da sua função oposta. Jung observou também que cada indivíduo tem uma função psíquica principal e uma função psíquica secundária, o que caracterizaria uma tipologia psicológica bem determinada.



“Para mim Jung sempre foi e será um Gnóstico que usou da psicologia para fazer com que os pensadores da área de psicologia abrissem sua "cabeça" para outros universos de conhecimento, outras formas de ver o ser humano...Para aqueles que gostam de relacionar tudo com a Roda da Vida, tentem colocar cada uma dessas 4 funções nos 4 pontos cardeais e terão sua visão ampliada de como entender a psicologia, seja ela junguiana, freudiana, lacaniana, esquisoterica, naturalista, evolucionista e tantos outros termos usados para falar do mesmo com linguagens diferentes...”  (por Tanka para o grupo Hecate)

"Carl Gustav Jung deu um novo sentido à astrologia, pois a visão anteriormente era de uma maneira de detectar infortúnios ou lances de sorte, ou seja, magia, assim com a visão junguiana passou a ser mais uma análise das possíveis influências positivas e negativas atuando sobre a vidas das pessoas, dando uma oportunidade ao ser humano de compreender a sua própria vida, aprofundando seu ser." (Blog Astroterapia Junguiana)




As Funções: Pensamento, Sentimento, Sensação, Intuição

Jung identificou quatro funções psicológicas fundamentais: pensamento, sentimento, sensação e intuição. Cada função pode ser experienciada tanto de uma maneira introvertida quanto extrovertida. 

O pensamento e o sentimento eram vistos por Jung como maneiras alternativas de elaborar julgamentos e tomar decisões. O pensamento está relacionado com a verdade, com julgamentos derivados de critérios impessoais, lógicos e objetivos. Sentir é tomar decisões de acordo com julgamentos de valores próprios. 

Jung classifica a sensação e a intuição, juntas, como as formas de apreender informações, ao contrário das formas de tomar decisões. A sensação refere-se a um enfoque na experiência direta, na percepção
de detalhes, de fatos concretos, o que uma pessoa pode ver, tocar, cheirar. 

A intuição é uma forma de processar informações em termos de experiência passada, objetivos futuros e processos inconscientes. Pessoas intuitivas dão significado às suas percepções com tamanha rapidez que via de regra não conseguem separar suas interpretações dos dados sensoriais brutos.

Os intuitivos processam informação muito depressa e relacionam, de forma automática, a experiência passada e informações relevantes à experiência imediata. Para o indivíduo, uma combinação das quatro funções resulta em uma abordagem equilibrada do mundo: uma função que nos assegure de que algo está aqui (sensação); uma segunda função que estabeleça o que é (pensamento); uma terceira função que declare se isto nos é ou não apropriado, se queremos aceitá-lo ou não (sentimento); e uma quarta função que indique de onde isto veio e para onde vai (intuição).

Entretanto, ninguém desenvolve igualmente bem todas as quatro funções. Cada pessoa tem uma função fortemente dominante, e uma função auxiliar parcialmente desenvolvida. As outras duas funções são em geral inconscientes e a eficácia de sua ação é bem menor. Quanto mais desenvolvidas e conscientes forem as funções dominante e auxiliar, mais profundamente inconscientes serão seus opostos. Jung chamou a função menos desenvolvida em cada indivíduo de "função inferior". Esta função é a menos consciente e a mais primitiva e indiferenciada.


“Muitas vezes me perguntaram qual era meu método psicoterapêutico ou analítico; não posso oferecer uma resposta unívoca. Cada caso exige uma terapia diferente. Quando um médico me diz que "obedece" estritamente a este ou àquele "método", duvido de seus resultados terapêuticos. Trato cada doente tão individualmente quanto possível, pois a solução do problema é sempre pessoal... Uma verdade psicológica só é válida se puder ser invertida. Uma solução falsa para mim pode ser justamente a verdadeira para outra pessoa... Devem-se utilizar com muita prudência as hipóteses teóricas. Talvez elas sejam válidas hoje e amanhã surgirão outras... A meus olhos, diante do paciente só existe a compreensão individual. Cada doente exige o emprego de uma linguagem diversa. Assim, numa análise, posso falar uma linguagem adleriana, em outra, uma linguagem freudiana (terminologia de A. Adler e de Freud).”


Fontes:

- Memórias, Sonhos e Reflexões, Ed. Nova Fronteira
- Portal da Educação e Saúde
- Yahoo Grupos: Vera Tanka para o grupo Hecate
- Blog Astroterapia Junguiana




Um comentário:

Patricia Leão disse...

Yv, seu blog está sensacional! Amo Jung, um homem claramente à frente de seu tempo! Obrigada pela oportunidade de refletir sobre seus conceitos. Adoro a forma mística trabalhada por ele em suas teorias.