sexta-feira, 3 de agosto de 2012

AFINAL QUAL É O PAPEL DO PSICÓLOGO NA SOCIEDADE?


Na simples visão do senso comum, a procura de ajuda psicológica depreende-se com um estado de loucura, de insanidade mental. Desengane-se quem confere veracidade científica a esta afirmação. A procura de um técnico de saúde mental abrange as mais diversificadas situações. Quem já não passou por situações de crise, de ruptura, momentos problemáticos ou de simples incerteza? 

Todas as pessoas, em qualquer momento da sua vida, passam por situações normativas, isto é, situações de transição comuns a qualquer sujeito. A entrada para a faculdade, a procura de um emprego, o início de uma vida a dois, o casamento, o nascimento do primeiro filho, são pequenos exemplos ilustrativos que marcam cada pessoa que por estas situações passa. A questão coloca-se na forma como cada um de nós é capaz de se confrontar com a mudança e nos recursos psíquicos que mobiliza para tal. 

Todos temos diferentes capacidades, distintos modos de lidar com as mesmas situações. Momentos há em que não encontramos recursos disponíveis para dar aso aos problemas, entrando numa chamada “situação de crise”. É uma espécie de conflito psíquico, onde interagem diversas forças de polaridade oposta. É no seio deste conflito que pode intervir um psicólogo, ajudando o sujeito a encontrar as melhores opções, reorientando, apoiando e promovendo novas descobertas até então desconhecidas. 

A conquista de um novo território pode ser agora feita sem medos nem quaisquer receios, pois existe sempre um apoio incondicional que promove a mudança. É este o lugar do técnico. O de suporte, auxílio. Posso afirmar que mais de 80% da população não recorre a um psicólogo quando sente necessidade, a maioria das vezes por falta de recursos financeiros. 

Esta atitude contribui para o despoletar de uma grande parte das doenças mentais, pois um caso que poderia ser aparentemente simples de se resolver, quando nos chega a solicitar intervenção tem já uma longa história desenvolvimental. Esta é uma conjuntura grave que se poderia tentar colmatar caso houvessem mais apoios e co-financiamentos promovidos pelas entidades governamentais. 


 (por Liborio para Filmes, Livros e Psicologia)

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