sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Mais uma tattoo especial, os corvos de Odin...



Esses são Huginn e Muninn, os dois corvos de Odin...Trabalho lindo do Tatuador Leandro Costa (https://www.facebook.com/leandro.costa.792197?fref=ts) realizado na Tattoo Week RJ (https://www.facebook.com/TattooWeekRio?fref=ts), evento que aconteceu entre os dias 16 a 18 de janeiro desse ano...

Resumindo bem rápido essa mitologia nórdica, Odin é o deus da poesia, sabedoria, da guerra e da morte. 
Ele ficou pendurado por nove dias, perfurado por sua própria lança, em Yggdrasil, a árvore do mundo.
Então ele aprendeu nove canções poderosas e dezoito runas.
Ele sacrificou um olho por uma única bebida do poço da sabedoria. 
Seu salão em Asgard é Valaskjalf ("prateleira dos mortos"), onde seu trono Hlidskjalf está localizado.
A partir deste trono, ele observa tudo o que acontece nos nove mundos.
As notícias são apresentadas a ele por seus dois corvos, Huginn e Muninn ("pensamento" e "memória"), que ao voltarem pousam no ombro de Odin e reportam a ele tudo o que viram durante todo o dia em sua viagem. 

Segundo alguns estudiosos, Odin era adepto da prática xamânica. Segundo essa teoria, Odin entrava em uma espécie de transe e enviava seu pensamento (Huginn - from Old Norse "thought") e mente (Muninn - Old Norse "memory" or "mind") até o local desejado, e lá, sua presença tomava a forma de dois corvos. Odin ainda teria dado aos seus dois corvos a capacidade de falar...Assim, Odin é informado de muitos eventos. É a partir desta associação que Odin é conhecido como "deus-corvo".



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Coisas de vó que nunca esquecemos...


"A minha avó dizia-me que quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o seu cabelo; de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo. Havia de ter cuidado para que a tristeza não entrasse nos olhos, porque iria fazer com que chorassem. Também não era bom deixar entrar a tristeza nos nossos lábios porque iria forçá-los a dizer coisas que não eram verdadeiras. Que também não se metesse nas mãos porque se pode deixar tostar demais o café ou queimar a massa. Porque a tristeza gosta do sabor amargo.

Quando te sentires triste menina- dizia a minha avó- entrança o cabelo, prende a dor na madeixa e deixa escapar o cabelo solto quando o vento do norte sopre com força. O nosso cabelo é uma rede capaz de apanhar tudo, é forte como as raízes do cipreste e suave como a espuma do atole.

Que não te apanhe desprevenida a melancolia minha neta, ainda que tenhas o coração despedaçado ou os ossos frios com alguma ausência. Não deixes que a tristeza entre em ti com o teu cabelo solto, porque ela irá fluir em cascata através dos canais que a Lua traçou no teu corpo. Trança a tua tristeza, dizia. Trança sempre a tua tristeza.

E na manhã ao acordar com o canto do pássaro, ela encontrará a tristeza pálida e desvanecida entre o trançar dos teus cabelos…"




FONTE: (Registro da antropóloga Paola Klug, Fotografia tirada na Nicarágua por Candelaria Rivera, do ensaio fotográfico: "Amor de Campo")

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

"Sementinhas adormecidas voltaram a brotar..."


Antigamente lavávamos nossas roupas nos rios conversando com outras mulheres. Quando entrávamos na lua, entrávamos todas juntas e sentávamos na terra, doando nosso sangue sagrado e tecendo sonhos com outras mulheres. Quando tínhamos um filho no útero, ganhávamos a companhia constante de outras mulheres, compartilhando toda a arte de gerar e de dar a luz. Tecíamos, bordávamos, plantávamos, cantávamos sempre juntas. 
Criávamos nossos filhos juntas. Entendíamos de ervas e compartilhávamos os segredos das medicinas da terra. Quando perdemos esses hábitos nos isolamos e perdemos essa dose maravilhosa de ocitocina (hormônio do amor, fabricado também durante o parto) que fabricamos quando estamos entre mulheres. Começamos a achar normal toda essa individualidade. 
Começaram a nos rotular de fúteis, que gostamos de comprar, de cuidar da aparência, que falamos demais, que só falamos de homens. Esquecemos a arte de parir. Começamos a achar normal cortarem nossos úteros para dar a luz. Achamos normal também não devolver nosso sangue lunar pra terra a cada 28 dias, e usar absorventes descartáveis pra poluir nossa Mãe Terra. 
E como nos desconectamos da lua e da terra, e do nosso ciclo lunar começamos a achar normal tomar pilulas bombas de hormônio, porque não conhecíamos mais nosso corpo pra saber quando estávamos férteis. E ai trocamos as sagradas medicinas da Mãe Terra, por medicinas controladoras do nosso corpo. 


Mas algo estava gritando dentro de todas nós. Algo estava faltando. E por isso no mundo todo essas sementinhas adormecidas voltaram a brotar. Mulheres e mais mulheres voltaram a olhar pro céu, por a mão na terra, sentir e honrar seu sangue, querer parir em paz. Mulheres voltaram a querer estar com mulheres. Em volta do fogo. E em volta de seus próprios corações. E círculos de mulheres voltaram a acontecer no mundo todo...

por Anna Sazanoff (Xamanismo para mulheres)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Mulheres que curam...


Ao me deparar com esse texto lembrei com carinho de minhas avós e bisavós e suas muitas histórias, resolvi postar para deixar registrado...

Yv Luna
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Mulheres curadoras
por Mani Alvarez

Erveiras, raizeiras, benzedeiras, mulheres sábias que por muito tempo andaram sumidas, ou até mesmo escondidas. Hoje retornam com um diploma de pós-graduação nas mãos e um sorriso maroto nos lábios. Seu saber mudou de nome. Chamam de terapia alternativa, medicina vibracional, fitoterapia, práticas complementares…são reconhecidas e respeitadas, tem seus consultórios e fazem palestras.

As mulheres curadoras fazem parte de um antigo arquétipo da humanidade. Em todas as lendas e mitos, quando há alguém doente ou com dores, sempre aparece uma mulher idosa para oferecer um chazinho, fazer uma compressa, dar um conselho sábio. Na verdade, a mulher idosa é um arquétipo da ‘curadora’, também chamada nos mitos de Grande Mãe.


Não tem nada a ver com a idade cronológica, porque esse é um arquétipo comum a todas as mulheres que sentem o chamado para a criatividade, que se interessam por novos conhecimentos e estão sempre a procura de mais crescimento interno. Sua sabedoria é saber que somos “obras em andamento’, apesar do cansaço, dos tombos, das perdas que sofremos… a alma dessas mulheres é mais velha que o tempo, e seu espírito é eternamente jovem.

Talvez seja por isso que, como disse Clarissa Pinkola, toda mulher parece com uma árvore. Nas camadas mais profundas de sua alma ela abriga raízes vitais que puxam a energia das profundezas para cima, para nutrir suas folhas, flores e frutos. Ninguém compreende de onde uma mulher retira tanta força, tanta esperança, tanta vida. Mesmo quando são cortadas, tolhidas, retalhadas, de suas raízes ainda nascem brotos que vão trazer tudo de volta à vida outra vez.


Por isso entendem as mulheres de plantas que curam, dos ciclos da lua, das estações que vão e vem ao longo da roda do sol pelo céu. Elas tem um pacto com essa fonte sábia e misteriosa que é a natureza,. Prova disso é que sempre se encontra mulheres nos bancos das salas de aula, prontas para aprender, para recomeçar, para ampliar sua visão interior. Elas não param de voltar a crescer…

Nunca escrevem tratados sobre o que sabem, mas como sabem coisas! Hoje os cientistas descobrem o que nossas avós já diziam: as plantas têm consciência! Elas são capazes de entender e corresponder ao ambiente à sua volta. Converse com o “dente-de-leão” para ver… comunique-se com as plantas de seu jardim, com seus vasos, com suas ervas e raízes, o segredo é sempre o amor.


Minha mãe dizia que as árvores são passagens para os mundos místicos, e que suas raízes são como antenas que dão acesso aos mundos subterrâneos. Por isso ela mantinha em nossa casa algumas árvores que tinham tratamento especial. Uma delas era chamada de “árvore protetora da família”, e era vista como fonte de cura, de força e energia. Qualquer problema, corríamos para abraçá-la e pedir proteção.

O arquétipo de ‘curadora’ faz parte da essência do feminino, mesmo que seja vivenciado por um homem. Isso está aquém dos rótulos e definições de gênero. Faz parte de conhecimentos ancestrais que foram conservados em nosso inconsciente coletivo.

Perdemos a capacidade de olhar o mundo com encantamento, mas podemos reaprender isso prestando atenção nas lendas e nos mitos que ainda falam de realidades invisíveis que nos rodeiam. Um exemplo? Procure saber mais sobre os seres elementais que povoam os nossos jardins e as fontes de águas… fadas, gnomos, elfos, sílfides, ondinas, salamandras…

As “curadoras’ afirmam que podemos atrair seres encantados para nossos jardins! Como? Plantando flores e plantas que atraiam abelhas e borboletas, gaiolas abertas para passarinhos e bebedouros para beija-flores.

Algumas plantas ‘convidam’ lindas borboletas para seu jardim, como milefólio, lavanda, hortelã silvestre, alecrim, tomilho, verbena, petúnia e outras. Deixe em seu jardim uma área levemente selvagem, sem grama, os seres elementais gostam disso. Convide fadas e elfos para viverem lá.

(Este artigo foi publicado pelo Jornal 100% Vida de maio/2012, por Mani Alvarez)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Tão Simples...


Admiro pessoas simples de coração...
Fortes, mas não arrogantes...
Sinceras, mas não ofensivas...
Que respeitam e sabem ouvir...
Corajosas, porque assumem seus próprios fracassos e erros...
Que cativam uma pessoa de forma pura...
Que sorriem mesmo quando o coração está chorando...
Que olhem o próximo como igual, nem melhor, nem pior...
Que nada promentem, simplesmente vão lá e fazem !
E você pode ter certeza que desse tipo de gente não é necessário exigir muito...elas se doam sem pedir nada em troca...

São essas as pessoas que estão até hoje na minha vida nas quais jamais abro mão...simples assim!

Yv Luna.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Campos do Jordão...


Nesse último Ano Novo resolvi viajar para Campos do Jordão, para fugir do barulho, da bagunça e principalmente do calor. 
Precisava de um lugar assim para descansar e refletir sobre importantes decisões que tinha que tomar. Então esperando obter tais respostas da Natureza e dos Deuses, recebi grandes "presentes". Um deles foi a imagem que ficou mais marcante nesse lugar ( entre outras coisas lindas ), um lago perto da pousada onde fiquei, repleto de flor de lótus...
Toda manhã, passava por aquele lago e trazia comigo uma sensação inexplicável e maravilhosa que perpetuava durante todo o dia. Recebi minha resposta afinal. Uma mensagem de superação e de grande expansão espiritual...Ali vivi dias incríveis e momentos mágicos, incomuns, situações reveladoras...
Símbolo de iluminação insuperável, a flor de lótus, trouxe-me a experiência divina e única do renascer, de que nada é impossível, porque justamente ela (a flor), mesmo parecendo tão frágil e delicada, consegue reerguer do mais profundo lodo ao mais elevado, da escuridão à luz, cresce além desse mundo e o ultrapassa...enfim, daquelos momentos espirituais que vão deixar saudades e marcas profundas de aprendizado...espero voltar em breve. Isso para mim é a verdade sensibilidade da magia.

Yv Luna.